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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

A ponte.


Dizem que somos feito ilhas. Grande blocos de terra que possui vida, mas isolados de todo o resto por oceano. Ilhas. Se somos ilha, família é arquipélago. E o intuito de começar a tentar explorar outras ilhas é, justamente, criar vínculos e aglomerar valores à nossa ilha. Assim, a ilha por mais que não cresça e se torne uma potência icônica, ao menos não afundará no próprio oceano. E, assim, te digo novamente, essa coisa de abraçar é o que faz ponte para nossa ilha. Os braços se tornam grandes tentáculos que aproximam as terras dos nossos corações, deixando transporte de mão dupla aos sentimentos. Do mesmo ocorre quando essas pontes são quebradas, queimadas, ou esquecidas pelo tempo. Um exemplo clássico é a ponte ultraviolenta. A ponte ultraviolenta é aquela que é criada forçadamente a partir de eventos esporádicos que firmam certas esperanças e fidelidade. E tem esse nome porque quando ela vem abaixo, é de maneira tão devastadora que leva consigo um pedaço da ilha. 
Eu te falei que eles eram ultraviolento e você me fez prometer que tentaria. E assim o fiz, tentei ser empático e estudei, depois da primeira falha legítima. (A primeira falha legítima foi quando eu não entendia dos atos de convívio social do teu grupo e acabei não contemplando aquela vulgaridade que era se despedir abraçando. Hoje eu entendo que eles fazem isso por mera demonstração de carinho hipócrita, mas na época eu não entendia o motivo real, pois era a segunda ou terceira vez que eu estava ali passando o tempo. Não fazia parte do grupo, e até agora nunca fiz, mas eu deveria saber que ele queria um abraço, porque foi assim em sequencia, mas eu não sabia, não tinha o hábito de fazer essas coisas e, principalmente, com essas pessoas. Nos outros dias, ele que não teve o abraço de despedida passou a me ignorar, e não que seja difícil, mas era propositalmente para humilhar, para que eu soubesse que minha presença em convite não era bem-vinda. Logo que eu entendi, passei a dar desculpas e tentar não forçar nada. Passou) Sempre fora assim, observei que essas pontes que existiam entre si era muito frágil, não se firmava por sentimento, mas por pacto social. Você deve fazer assim porque é assim que eles fazem, não significa que se importam contigo ou que te querem bem. Primeiro sintoma, é um abraço rápido, necessitado de atenção e a primeira pessoa a soltar o corpo do outro é sempre um deles. Sempre um desses que prezam pelo ato, com toda glória afetuosa (uma grande mentira). Segundo sintoma, as falas não se completam com os atos, elas se derretem em pecados ligeiros, o falar-acontecer não é tão simples quanto eles pregam, há uma insegurança presente, ainda que sublime, uma honestidade falsa, uma contravenção amável. Terceiro e ultimo sintoma, o amor. Sim, o alicerce das pontes que juntas as ilhas. O amor que é passado por eles é traiçoeiro. Eles pregam que nunca abandonarão ninguém, ainda que na pior das hipóteses, e basta você não entender uma linguagem e você é excluído, ignorado e símbolo de chacota. No passar do tempo você será só mais um desses tais embustes que eles adoram rir sobre. Deveria ter apostado comigo, foi o que eu disse para si quando eu senti o ultraviolento hoje, foram três rajadas até tudo desmoronar. A primeira na torre do tripé giratório, quando a ponte se acendeu e iria pedir socorro. Mas a iluminação não chegou até a outra ilha, pois ela deixou cair sua ponta de propósito, como se virasse o olhar para os céus, para os lados, para qualquer lugar do que os faróis da outra ilha. Uma virada de costas. Pena que nunca é por acaso, porque a sinalização entre as ilhas irmãs foi detectada, uma singela olhada, levanta a sobrancelha e a mensagem é dada. 
Eu te falei que era tudo não verdadeiro, quando esse tipo de gente diz que tem vontade de ajudar, é só para pregar sua própria imagem de benevolente no grupo de pessoas ao qual se põe um assunto tão delicado em questão. Na verdade, elas não querem essa culpa para si, têm problemas de mais vivendo suas próprias vidas, óbvio que não iriam se importar voluntariamente por alguém que elas desprezam a presença física, imagine emocional. O problema desse tipo de ilha, é que algumas outras desconhecem que terão pontes ultraviolentas e acreditam no discurso de boas pessoas que pregam entre ilhas. 
Metade da minha ilha já ruiu, hoje mais um pouco. Mas tudo bem, uma a mais, uma a menos, não fará diferença neste oceano. 




domingo, 3 de setembro de 2017

Demente.



Como atividade lúdica, ele me disse para escrever uma palavra por dia. Aquela palavra que me disseram em adjetivo. A palavra será um guia para redefinir meu eu e transparecer a minha pessoa através de outros olhos. Colocando em prática, peguei alguns post-its e passei a colar na parede de casa. Um por dia. Como um mapa em prefácio. Até agora poucos borrões amarelados com palavras de familiares. Tentarei seguir ao menos por um período de testes, uns dois ou três meses, depois recolherei todos em ordem e seguirei para próxima fase. 

domingo, 30 de março de 2014

Que porta você atravessaria?


1 - Você é uma pessoa divertida que gosta de manter as coisas leves e arejadas. Adora carinhos e aprecia luxos simples da vida, como uma louça bonita, sua vela favorita ou experimentar um novo pão artesanal na padaria local. Provavelmente sua paixão é viajar e seu desejo conhecer várias culturas diferentes. Você deseja o melhor para as pessoas à sua volta criando assim um ambiente aconchegante. Se você sentir necessidade de ajuda ou conselhos, não vê problemas em pedir.

2- Você é uma pessoa simples que gosta de limpeza, mas não de frescuras. Se esforça para ter uma vida honrada e perfeitamente clara, mas não sabe se isso vale a pena. Sente que algo está faltando. Você se preocupa com as metas que coloca para si mesmo e sucesso na carreira é algo muito importante para você. Mesmo que esteja no caminho certo da sua carreira ou muitos diplomas na parece vai continuar tirando sempre momentos para se desenvolver mais e mais pessoalmente. Lembre-se de quem você é de verdade. Na vida é importante criar um equilíbrio, se cercando com cores e criando aventuras memoráveis. Se você sente que por medo tem seguido sempre o caminho mais fácil, tente se desviar e surpreenda a si mesmo!

3 – É óbvio que você é uma pessoa peculiar e muito interessante para as pessoas que você permite que entrem na sua vida. Você é bom em muitas coisas ... uma pessoa de muitos talentos. Você é uma pessoa artística que se expressa de muitas maneiras. Você pode criar algo do nada e é bem conhecido nas lojinhas locais. Basicamente você pode fazer algo antigo parecer "novo" novamente. É fácil ficar preso dentro de casa ou dentro de sua bolha, mas lembre-se que você tem que sair e se conectar com a natureza. É hora de descer das nuvens e chegar à terra!

4 – Você é uma alma antiga e pode ser um pouco dramático. Você é uma pessoa muito artística que gosta de se expressar através da escrita, música ou outro tipo de arte. Você é uma dicotomia, pois você pode ser muito aberto e amigável e ao mesmo tempo ser fechado e profundamente privado. Muitas vezes você mantém a guarda alta, mantendo os seus pensamentos e problemas para si mesmo, pois pensa que ninguém vai realmente entender que você está passando, se você se permitir se abrir e compartilhar seus sentimentos, você vai se sentir muito melhor. No fundo, você se sente incomodado demais com suas imperfeições e você sente a necessidade de ser inabalável em qualquer situação pública. Aprenda que as pessoas estão dispostas a compartilhar seus sentimentos com você e se dê a chance de compartilhar seus sentimentos com elas.

5 – É muito importante para você se encaixar e se sentir como um dos principais contribuintes das situações. Sempre há coisas acontecendo à sua volta, ser produtivo é o que faz você se sentir bem. Suas ocupações podem às vezes fazer com que você perca detalhes do que realmente está acontecendo ao seu redor. O que o seu corpo quer você está fazendo? É necessário relaxar em uma segunda-feira e simplesmente ser você. Sinta-se livre para perder tempo descobrindo outras coisas que você realmente goste de fazer. Possivelmente tentar alguns novos hobbies ou atividades que estão fora da sua rotina normal. Explore ser você, mesmo que isso signifique perder o controle de tudo um pouco e apenas relaxar. A vida não é apenas sobre quantos bolos você pode fazer em um único lote ou quantos trabalhos você pode terminar em um dia.

6 – Você é uma pessoa confiante e bastante perceptivo aos detalhes. Você pode se mostrar como alguém aventureiro e desnorteado, pois não gosta de mostrar de cara que você é apenas VOCÊ. Você se preocupa com a sua aparência e como o mundo te vê, mas sua casa ou carro é, provavelmente, uma bagunça total! Sua personalidade pode ser autodestrutiva, você poderia voltar-se contra si mesmo quando as coisas ficam difíceis. A vida de uma pessoa que vive uma total contradição é uma tarefa difícil. Lembre-se de respirar e relaxar. A vida não é apenas agradar os outros. A verdade é que nem sempre o mundo está assistindo. Tire um tempo para refletir: Você provavelmente ainda não sabe, então pare e se pergunte: o que você realmente quer ser? O que é que você realmente quer fazer?

7 – Você é minimalista e sempre tem coisas importantes para fazer. Você se importa com os outros, mas encontra tempo para si mesmo também. Você se cerca de coisas significativas, pois você é muito sentimental. Família e amigos são muito importantes para você e você faria qualquer coisa por eles. Por isso não se coloca em primeiro e vive sua vida de modo seguro e complacente. O que é que pode enriquecer a sua vida hoje? O que vai fazer a sua vida mais colorida e agradável? Mesmo que a vida lhe rotule como uma mãe, pai, esposa, marido, professor, gerente, etc, lembre-se que sua vida ainda é sua vida. Tome um momento para decidir o que você quer que seu futuro seja sem que ele seja influenciado por outras pessoas. É perfeitamente aceitável querer que coisas maravilhosas aconteçam com você. Carpe Diem.

8 – Sua capacidade de diversão e sua personalidade brincalhona te mantêm jovem e leve. Embora você se dê bem algumas vezes, você tende a ter baixa autoconfiança e sofre com ansiedade sobre coisas específicas em sua vida. Você geralmente é desorganizado, e não faz a menor ideia de por onde começar a corrigir seus problemas confusos. Você é uma pessoa orgulhosa, mas você precisa aprender a se amar mais. Você precisa ter o tempo para encontrar a si mesmo por meio de autoexpressão. Como você está atualmente se expressando para o mundo? Lembre-se que há pessoas ao seu redor que podem ajudá-lo, mas você precisa permitir que eles saibam que você está disposto a receber ajuda. A vida é mais fácil quando você deixa as pessoas entrarem.

9 – Você é uma pessoa peculiar, que está sempre fazendo as coisas funcionarem. Você é um solucionador de problemas incrível que se orgulha-se de seu modo de viver. Você gostaria de viver uma vida simples e, geralmente, conviver com o básico. Por que você precisa de mais? Você é muito fácil de agradar e adora fazer coisas para os outros. Quer se trate de consertar algo para seu vizinho, construir uma casa de pássaros para sua mãe ou ajudar o seu amigo a fazer uma boa compra rm um brechó, você está sempre lá para dar uma mão. Lembre-se que a vida é especial cheia de coisas incríveis. Você é uma pessoa especial demais!

10 – Você é aprecia a estabilidade e a integridade. Você é uma pessoa de confiança que se orgulha de seu amor pela qualidade e pelo conhecimento dos detalhes. Você diz as coisas certo e com confiança sempre! Você sempre sabe o que você está recebendo porque você já verifica os relatórios. Você ama ter segurança em todas as partes de sua vida. Você prefere não ter nada de fútil ou extra, se você não pode ter utilidade para ele. Provavelmente, você tem algum tipo de lado criativo que você prefere reprimir de alguma forma. Você pode amar scrap-booking, música ou arte, mas nunca iria tentar fazer disso sua carreira. Você sente que seus problemas são só seus e que ninguém precisa ser sobrecarregado com eles. Basta ter em mente que a exposição de seu verdadeiro eu para o mundo (ou seus vizinhos) não é um crime. Somos todos humanos.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

O Manifesto do Silêncio - part. 1


E quando todos partirem, estarei de volta ao normal. Sozinho.


Os papéis tantos que rabisquei ficaram encharcados com água e sal, esta linha que atravessava a trave dos olhos aliviando o peito. As linhas que se formam gritam meu silêncio, falam do meu coração.

Escrevi uma, duas, setenta cartas diferentes para que eu pudesse compreender o que se passava ao meu redor, o que ebulia aqui dentro, o que ribombava na mente. Escrevi, li, corrigi, escrevi. E assim passaram os dias na minha crise existencial. 
Essa crise, geralmente, acontece no momento mais forte da vida de uma pessoa, bem quando ela se sente vulnerável, perdida ou desconsolada. A existência neste momento determina passos futuros, projeções traumáticas e remorso. E o redemoinho que se faz é infinito, levando sempre para as mesmas questões já respondidas e não compreendidas.


Calma.
Tenha calma.


O que geralmente não se responde de dentro para fora, já é sabido de fora para dentro. É nesses momentos que a palavra amiga é tida como apoio irrefutável, o braço estendido no abismo. É de onde vem as explicações variadas, a ladainha repetida, o olhar de compaixão. É posto em prova a paciência, carinho, e afeto. Porém, tem-se dois efeitos: pra quem ouve toda a explicação e presença em apoio,  não faz sentido nada de nada, e pode misturar ainda mais a confusão mental, e para quem fala é algo infinitamente desgastante, pois a ajuda tem que ser insistente para ser satisfatória.

Quando você ouve, você tem que provar que está pronto para ajudar, limitar-se aos problemas alheios dando-os extrema importância, mesmo esses problemas sendo poucos ou diminutos. Cada um sabe exatamente os pesos da própria vontade, do próprio viver. Caberá ao ouvinte estar presente, haja o que houver, a sua missão será suportar os pesos, dos mais pesados aos mais leves, e ajudar na divisão.
Muito embora a ladainha repetitiva torne o diálogo frustrante, alterne com a divagação dos sentidos. Martelar um prego batido não fará efeito, use então de artifício para dispensar, mesmo que por alguns instantes, o conflito íntimo do outro. Ajude ao outro da melhor forma possível, estando apenas presente, organizando ideias, fazendo-o esquecer do mundo, coisas deste tipo.


Se você é o epicentro da tormenta, calma.

Tenha calma.

Vou contar-te um segredo, antigamente, em meados de 2007 para ser hipoteticamente preciso, eu tive uma crise existencial forte, as coisas mais imbecis eram, pra mim, as maiores coisas do mundo. E o engraçado é que eu sabia exatamente o que fazer e como fazer, mas algo me perturbava de uma forma avassaladora. E sabe como eu superei? Ele me ajudou. Ficou comigo quase em todos os momentos, quando eu ficava muito triste e já desistindo do mundo, ele ficava ali do meu lado, apenas olhava com um olhar de um carinho tão grande que eu lia em sua feição "Aconteça o que acontecer, eu sempre estarei aqui." E eu respirava fundo com isso ouvindo um suave, quase firme, "Calma, vai ficar tudo bem". A crise acabou quando o prazo de viver chegou no próximo nível, quando o medo do novo foi obrigado a ter coragem. E assim foi superado. O tempo decantou minhas ideias. 
O interessante é que a crise existencial era justamente pelo crescer, pelas novas obrigações, era como se eu não estivesse preparado para aquilo e rogasse por outra opção. Não há opção na vida além do crescimento ou estagnação. E se eu fosse você optava pelo primeiro.

O agente do caos, ou seja, a pessoa que está em crise, ela não tem noção dos fatos. Ela perde a sensibilidade de pensar em três dimensões. A profundidade das coisas se torna superficial demais, profunda demais, confusa demais. É como estar perdido em uma floresta, e você tem vários caminho diferentes, e de todos os caminhos você ouve o chamado do teu nome. Qual o caminho à seguir? Você saberá quando a chuva cair, abafando assim as vozes do medo. E terá certeza do caminho certo para seu íntimo, e uma vez escolhido terá que enfrentá-lo. É por isso que quando estamos em conflito, é de extrema importância, relevância, e sabedoria o não agir por impulso. NÃO agir eu disse, Não! Pode ser difícil tentar parar o mundo enquanto tudo gira, quando a mente atordoa o sono, quando escapam as lágrimas e ninguém aparece para, no mínimo, perguntar com sinceridade se você está bem. Na verdade, é isso que nos faz perecer, escolher o caminho mais fácil, a gente escolhe desistir. Acredito que isso seja para a autopreservação, ao instintivo que nos fez sobreviver por anos e anos, sem enfrentar as adversidades do mundo externo.

Ser um agente do caos é tarefa difícil de se entender, ao mesmo que muito fácil. O que rege nesses momentos de inexatidão é o estopim para a fuga. Qualquer coisa pode culminar em ásperas palavras, ações vingativas, desprezo múltiplo, ou indiferença potencialmente localizada. O final sempre é o afastamento. Parece que o mundo vai desabar sobre a cabeça a qualquer instante. Mas não tenha medo em pedir auxílio, uma ajuda, um conversar sobre qualquer coisa. A tendência é aspirar-se umbigo a dentro, afastando toda e qualquer pessoa que dê início ao refletir, que mostre a saída.
Se o casulo se formar, não maltrate quem tentar te salvar. 



sábado, 2 de fevereiro de 2013

Why?


     Sabe aquele momento em que o ego desinflama e você se pergunta, de várias formas, os porquês de tudo? Então, estou nesta fase.
     Em uma conversa casual com alguém especial, eu obtive a seguinte resposta: Namorar é umas da metas para 2013! - Automaticamente eu sorri para ela por simples ingenuidade. 
     Nunca pensei em por na lista uma coisa tão volátil quanto um relacionamento. Principalmente, exigente do jeito que sou, não desmereço a busca do compartilhar momentos, ao contrário, admiro quem usa de perspicácia para a construção da vida conjunta.

     Faz-se mister, a diferença entre querer e precisar. Há casos onde a busca é sumariamente para excluir a solidão, podemos então observar os namoricos de pouca duração (os famosos "de galho-em-galho) ou os místicos (os quais ninguém sabe explicar o motivo daquela relação). Alguns desses namoros dito místicos (sem explicação plausível) advém de duas fontes: A primeira e mais comum é o apego ao mais prático; o combate à solidão vai sendo asperamente executado, mesmo que a relação seja contraditória ou tensa. O segundo, e bem visto popularmente, é o "empurrar com a barriga". É tipicamente carregado de atos reflectivos, possuidores de desdém e frases específicas como "... enquanto não aparece nada melhor..."

     Querer namorar requer o seguimento de protocolos sociais, já que o título é algo a ser respeitado nada melhor que não abusar deste. Abrir as seletivas para o posto de companheiro é algo que pode ser divertido ou penoso. Humano comum: uma parte do ser tem comportamento distrativo, viajado, relaxado, sua mente procura algo que reforço a endorfina socio-emocional; Outro comportamento tem a construção, criatividade e formação como aspectos primários, a mente deste é consolidada, uma primazia de objetividade.
Essas duas partes separadas são respectivamente o infantil e o maduro. Juntas elas formas a personalidade comum. É onde origina-se as brincadeiras irresponsáveis e as grandes decisões. Saber dosar entre uma e outra é o que nos faz driblar ou fincar-se nas coisas boas e ruins.

Visto isso, o temperamento emocional fixa-se, e a vivência em dupla torna-se por demasiado querida.

     Ter alguém que se importa contigo, que te cuida, e até mesmo te irrita é muito bom. Nos sentimos especiais. É como se no meio de tantos bichinhos, estes mais belos e macios, alguém nos escolheu. Apostou a ficha em nós.

Ninguém é obrigado a estar com alguém por mais que o sentimento de escravidão amorosa exista. Ainda assim, temos a opção de enfrentar ou acovardar-se.

     O início de uma relação pode acontecer de duas formas: a primeira é o preenchimento de algumas lacunas que temos como requisitos  Buscamos a similaridade em aspectos econômicos  sociais e personalísticos. (Aceite ou não, mas só o fato de você buscar alguém em um local qualquer, já é similaridade) - Você consegue imaginar a probabilidade de dois roqueiros hardcores estereotipados se conhecerem numa swuigueira? É quase nulo.
Do outro lado temos a supressão desses requisitos, dando oportunidade ao acaso e surpresas. Quando os requisitos não estão estabelecidos, o "conhecer o outro", namorar e tudo mais, é uma descoberta maior. Podendo nos encantar ou desencantar de forma gigantesca.

Na busca de companhia podemos excluir um ou outro requisito da lista  mas isso faz com que as chances de parcerias aumentem, do mesmo que nos faculta o desespero, podendo nos fazer ficar com "qualquer um".

domingo, 27 de janeiro de 2013

3 Strikes


     "É mágoa! E o que eu choro é água com sal."

      Dar-te-ei três tentativas. Caso não consolide a solução da lide, sinto dizer em desprazer o meu adeus.

Desculpar-se é muito mais do que uma cordialidade de arrependimento, é ato bilateral de compreensão, covardia e orgulho, vorazes momentos de angústias. Abaixar o ego em sacrifício de uma relação, às vezes, é o melhor a se fazer.
     São três strikes. O primeiro, e quase sempre mal sucedido, é no automatismo. Quando a gente quase nem sabe o que fez, mas de algum modo fez, vamos com calma e nos desculpamos. Mas o outro, ainda em prantos ou fúria, por simples egoísmo do ego ou cabeça-dura não aceita dar o perdão. Deve ser a dor que ainda lateja em alma, deve ser a confusão de situações e explicações que povoam sua mente combalida. Recebemos o não e tentamos outros "sim", insistimos, mas de nada adiantará e se sim, não será de total verdade. As tentativas seguidas em insistência são fuzilamentos que apenas complicam mais a situação, o certo é esperar o momento para conversar.
     O segundo momento, quando a coisa está mais amena, quando as emoções estão enfraquecidas, passando um pouco de tempo tentamos novamente nos desculpar. Não tem chance correta de um êxito, porém pode ser que surja um perdão daí. Continua, então, o silêncio que emudece o peito. Um presente ou outro, meio que distante, pode ajudar no solvimento do problema. Entretanto, aja defensivamente.
     O terceiro e já longe do início cronológico é o mais sensato. Passou-se o tempo, sendo verdade ou mentira, problema simples ou deveras complicado, o tempo decanta as emoções, o ódio se torna chateação, o copioso choro agora é alento, a traição tornou-se memória. Não há exata cronologia para o terceiro e último strike, podendo ser depois de semanas, meses ou anos. O que vale é a oportunidade de pedir desculpas, deixar tudo para trás, ter um novo começo, controverso recomeço de uma simples lembrança.
     Note que quanto mais o tempo passa, mas experiente ficamos, mais problemas e soluções surgem. Tomaremos como duas vias o terceiro strike, tornando-nos perspicazes ou insensíveis. De um lado um paciente que aguarda uma nova chance, do outro alguém que ignorou os sentimentos de um querido. Em rente o orgulho, que nos não nos deixa ajoelhado em demasia, a humilhação não é pedir perdão, o tentar resolver conflitos não é mendigar uma desculpa.
     São sempre três tentativas absolutas, depois disso. Adeus.


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Lady and the Tramp


     Fico embasbacado com a quantidade de ensinamentos que podemos tirar de simples coisas. Em um outro momento triste de minha vida, catei um clássico bem antigo dos estúdios Disney. A dama e o vagabundo. De fato histórias com animais não me atraem, porém eu estava sem nenhuma motivação para ir em busca do meu Tarzan, daí sucumbi aos encantos caninos e viajei sozinho em introspecto.

     A busca por uma companhia vai diretamente aos nossos conceitos de tolerância e afinidade. Seja ele em termos sociais, laborais e/ou hobbies. Buscamos compartilhar nossos gostos e feitos com pessoas que nos fazem sentir-se acolhidos, e é nesta reciprocidade que o vínculo cresce e estendesse para algo mais sério, algo mais fiel e construtivo, mesmo que fixe em uma amizade. Os contra-pontos são moldados e correlacionamos às pessoas, nossos determinados domínios de interesses, como se selecionássemos as pessoas como Conhecidos, Colegas, Amigos e Melhores Amigos pelo grau de afetividade e divisão comum de interesses. Faz sentido tal classificação?
     Já percebeu que algumas, muitas vezes, há pessoas no nosso círculo que não tem nada em comum ou algo a ver com toda a situação e, mesmo assim ela continua lá por ser peça adjunta ou contrastante? Pois bem, se no campo amistoso isso ocorre em um momento ou outro de nossas vidas, do mesmo acontece no campo sentimental. E nessa busca pela outra metade de nossa laranja (muito embora eu prefira morangos), buscamos encontrar alguém que nos complete, que nos faça uma desmistificação de perfeição.
     Construímos nossa vida circulando valores pessoais e atribuindo qualidades e defeitos para juntar e separar pessoas. Isso aqui é bom, isso aqui é ruim. E aditando moral, ética e bons costumes vamos vivendo, a cada passo dado advém novas experiencias, novos valores e pretensões. Dos 7 aos 15 testamos o que é certo ou errado, dos 15 aos 24, o que é bom ou ruim, dos 24 aos 32, o que é melhor para o futuro e o que não é. Destacam-se as quedas e levantadas que a vida nos dá para a formação de caráter e assim diluímos nossa personalidade em hábitos e performance. Depois de toda essa conversa, vejamos o núcleo:

     A dama e o vagabundo.

     Uma história de amor idiota onde seres socialmente diferentes conseguem enxergar um amor além de suas diferenças. Certo, entendi e afirmo que possa existir tal feito no mundo real. É sério, eu acredito. Ou você acha mesmo que cada pessoa vai ter exatamente um ser aguardando por ela, do jeito que ela quer e precisa, para suprir todas as suas necessidades e engrandecer todos os seus feitos? Óbvio que não. 
     Espero que vocês entendam os motivos de ter ditado logo cedo todo aquele desenvolver, é para justamente aqui não sobrar dúvidas que somos diferentes e imperfeitos. O mundo de relações interpessoais é regado de micro situações que culminam em grandes projeções, e nos casos de contrastes de interesses, isso é optável. Eu escolho as pessoas no qual convivo socialmente pelo gosto musical, cinematográfico, vestimentas, conversas casuais, habilidades, status quo... Logo, os vínculos amistosos são optáveis. No trabalho podemos não ter tanta sorte, o que temos que ter jogo de cintura, desenvoltura, sorte e perspicácia, para assim poder todo dia desvincular as coisas ruins e apenas trazer coisas boas para casa. O vínculo laboral é tolerável. No amor, ah o amor, é um mix de tudo isso e mais um pouco.
     Não existe pessoa totalmente compatível com nosso querer, entretanto cabe a nós querermos encaixar e podar as diferenças que surgem. O que significa que podemos ter parceiros que são totalmente diferente de nós (Um burocrata e uma artista, um servidor público e uma varejista, um morador de periferia e uma herdeira de um complexo de hotéis), os interesses em comum podem juntar as pessoas tanto quanto apenas fundir interesses divergentes em algo bem proveitoso. Exemplo de uma jornalista de uma revista de grande circulação que namora um rapaz que trabalha numa cafeteria, aqui temos além de formações diferentes, trabalhos diferentes e ela uma ótima redatora, ele mal consegue escrever um email promocional. Contraste gritante que o amor não consegue empatar, sabe porquê? Pelo simples fato de modelagem de relação e aceitação mútua.

     Observação 1: Sempre buscamos aceitação em nosso nicho, isso vem desde a criação do homem ou sua evolução. Sempre os "iguais" permaneciam juntos, surgiram os grupos nômades, pequenas aldeias, população crescente nas cidadelas, famílias nobres e plebeias,  castas e nichos religiosos, regionalismo e patriotismo. Subdividindo em o que possamos chamar de atividade grupal - tribos. (Conjunto de pessoas que compartilham de mesmos interesses em diferentes aspectos, englobando também os visuais, textuais e morais.)
     Observação 2: A construção dos valores e caráter que vinculam desde cedo o potencial de aceitação socioeconomica. Os pais sempre tendem a indicar as amizades aos filhos seguidos de históricos familiares, aceitação para com os outros vizinhos e membros da mesma ordem social, temperamento em grupo e individual e por último o potencial que os amigos podem desenvolver ao passar do tempo. Ninguém quer ver uma pessoa que tem grande oportunidade em crescimento, visto com pessoas de baixo nível social, baixo conhecimento ou capacidade laborativa. A seleção de melhor ou pior aqui é algo descaradamente preconceituoso, o que raramente é enfrentado por ser desgastantemente complicado. (Se é certo ou não, não será objeto de análise por agora.)
     Observação 3: O comparativo. Sempre haverá uma hora que olharemos para nós e para o outro e nos perguntaremos se aquilo é realmente certo. E nesses momentos de fraqueza é onde a observação 1 e 2 entram esmagando os sentimentos e certezas do indivíduo. Principalmente naquele hiposuficiente da relação, onde todos apontam o dedo e olham com pena. Surgem milhares de dúvidas e conversas, conselhos absurdos e malinos, consequentemente resultam em variações de sentimentos e acabam por desfazer os laços dos parceiros. Isso se não houver muita garra dos dois, mesmo que um peque por uma briga, desentender ou simples cobrança de terceiros, se seu parceiro souber lidar com a situação, ele conseguirá mostrar outras formas onde os sentimentos se acoplam e se fundem em novos e maravilhosos momentos. Uma hora ou outra isso acontecerá, tanto de um lado quanto do outro. Outra forma massacrante na comparação é o auto cobrar, esse meticuloso sentimento de que nunca é o bastante, que o suficiente seria algo que ele não pode oferecer. O simples ou o luxo, o material ou o imaterial, algo que o indivíduo de alguma maneira se acha na obrigação de proporcionar por também pensar que se fosse com outro seria tudo diferente. Por um lado faz muito sentindo, seria sim tudo diferente, mas não quer dizer que seria melhor ou pior, ou se seu parceiro iria aceitar daquela forma.

     A dama e o vagabundo. Um conto infantil sobre amor e desigualdade, aceitação e desprendimento. Quem ganha é o amor, mas neste simples filme acontecem tantas coisas, transporta agora isso pra vida real, para o dia-a-dia, os conflitos e tudo mais. Será mesmo que o seu amor sobreviveria? Será que ele seria forte o bastante para sustentar uma dúvida? Será, até, que seu amor próprio permite você oportunizar diferentes encontros, provar de outros contos tantos pontos nos cantos onde nunca se viu estar?
     

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Home


     O maior desejo do trabalhador comum é ter sua própria casa. A casa dos sonhos nem é aquela com vários cômodos, piscina, ar condicionado, aquecedor, escadas de carvalho puro, sótão, porão, garagem automática, jardins parisienses, fontes de água cristalinas, um bosque próprio, que seja na praia, no campo, nas montanhas, no frio, no quente, na ventania. A casa que todos sonham na verdade não existe, isso mesmo, é pura utopia.
      O que na verdade o trabalhador quer é não pagar mais aluguel, entretanto sai do aluguel para a hipoteca, do aluguel para o condomínio, do aluguel para o financiamento em duas gerações.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Liverpool


  Tudo o que eu lembro são dos bons momentos, lembro do teu nome, do jeito que me fazia rir, mas não lembro do teu rosto. Lembro como é o teu gargalhar que até agora me faz sorrir, mas não lembro do traço dos teus lábios rasgando um sorriso em conversão do sério a um caloroso aspecto delimitadamente incrível de alegria.
   Lembro da forma de me imitar, mas a feição é turva, de nítido tenho pedaços. Um olhar, um mastigar, um fungado inesperado, nada que fusione em construção ao fisiológico ser. Poderia pensar que foi tudo um sonho, sozinho como o tédio, por isso o bloqueio ainda que tardio do teu rosto, do sentimento de agradabilidade que se congelava a cada som que subira garganta a cima e chamava por mim.
   Assim como uma outra vida, viajamos no tempo e espaço e nos deparamos com o som do mar fazendo constrição aos nossos dilemas. Pousados sob o céu riscado de neon, vislumbramos o que chamo de Liverpool. Um momento irreal daquilo que não podemos maquinar em vida comum, uma fuga ao paradiso sistema que é criado uma única vez, algo que nos remete ao superliminar desejo de nunca acabar. E fora ali que trocamos figurinhas, compartilhamos sonhos e dissecamos ilusões. 
   Engolimos o dia entrelinhas e estrelinhas começaram a ser prepostas no firmamento. Varamos o crepúsculo como uma sorte vista ao chão e embolsada com carinho ficamos ali, aos barcos e barrancos, costurando uma vida. Construindo saídas. E no limiar de aparato concluir, deixamos para trás tudo e nada. Fora apenas uma tarde em prosa, em calor e temor que o mundo pudesse nos tocar. Liverpool, um lugar onde só eu sei ir e voltar, um lugar onde eu adoraria te encontrar e sussurrar em teu ouvido: Como é bom te abraçar.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Flower


     Contraste seria mais objetivo, mas não fora o estopim deste pensamento, embora fosse o nome de uma boa teoria. A teoria do contraste.
     Contraste é a diferença nas propriedades visuais que faz com que um objeto seja distinguível de outros e do plano de fundo. Logo, contrastado é o objeto que se per faz distinguível.
     Agora observe em tua vida, crie um plano de fundo, pode ser uma situação ou lugar e agora observe o contrastado, o alvo, a pessoa ou objeto. Analise sua interação com o meio e seu comportamento pessoal. Sacou? Pois bem, o que vou delatar é o fato das pessoas não se atentarem ao colorido e ao contrastado, ou pelo menos elas demonstram (mesmo que falsamente) não perceber esta situação.
     Vivo com algumas pessoas que não se situam na própria vida, que às vezes reclamam da posição ao qual se colocam. São pessoas medíocres que não vivem a própria vida, que gostam de subcolocar a si perante os outros, pessoas aos quais devemos nos afastar. Elas agarram nossa vontade como se fosse as delas, elas acabam alugando nossa paciência e não do modo bom, da maneira saudável; elas raptam nosso entender que é conversado com elas, mas elas "não entendem", ou fingem fazê-lo.
     Todo mundo tem alguém contrastado por perto, um familiar, um vizinho, um amigo, ou até algum conhecido. O contraste pode ser uma fase, ou um modo de vida. Quer exemplos? 
     O cara que quer passar no concurso, mas não estuda. (Na certa ele acha que pela sorte do espírito santo ele vai fazer uma prova boa ao ponto de uma colocação aceitável, nem baixando o Chico Xavier nele.)
     A mocinha que quer arrumar um namorado, mas não sai de casa. (Ela pode até arrumar alguém, sempre tem o encanador, carteiro...)
    O rapaz que quer ficar sarado pro verão, mas nem na porta da academia pisa. (Isso se não for daqueles que depois de "malhar pesado" vão direto pro rodízio de pizza e depois ficam se perguntando "Será que tá dando resultado?".)

     Há tantos casos que eu poderia escrever um livro. Quem não conhece um BeyBlade (pessoa rodada; periguete; putão) que reclama por um namoro sério? Vive nos bares e baladas da vida, pegando geral e depois reclamam da fama imposta, acredita que eles ainda dão a desculpa "Enquanto não encontro a certa, me divirto com as erradas."... Sério isso? ¬¬'

     Depois eu sou o ignorante, insensível, insuportável... Mas é claro que eu sou, quem te disse que eu não era? Não me venha com idiotas citações ou com mimimis, ora bolas! Se você se põe numa qualidade de panaca e reclama de si, tenho péssimas notícias para seu terapeuta. Aumente a dose de Realidade e de preferência tomar antes das refeições 5mg de composto Amor Próprio & Bom Senso. 

     Não precisa ser psicólogo, sociólogo, teórico ou amigo pra perceber tais condições do contrastado. Não deve-se, também, ter pena dessas pessoas, pois muitas vezes o que elas buscam são tapas na cara de pura sensatez. (De modo figurado, não vamos dar porrada nos nossos coleguinhas, por mais que eles mereçam.) 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Copy


     Todo comportamento tido como exemplo deve ser seguido e passado adiante por gerações. Nunca haverá originalidade no mundo humano, pois tudo é uma questão de flexibilidade do alternativo comparado aos preceitos tradicionalistas que se divergem em novas aplicações convenientes ao sistema proposto. Ser original em um mundo de repetições é tão perturbador quanto a palavra normal.
     Pode-se dizer que tudo o que temos em mente é reflexo psicobiológico de empírico desenvolver. Reprojeção de micros acontecimentos que se prolongam em tempo e espaço. E objetivando o peculiar e curioso estrelismo da originalidade, podemos apenas dissimular uma cópia, mesmo que tardia.
    Querido, querido. Não há nenhum problema em imitar o que é bom, mas apenas não diga que não quer ser como eu logo após de recitar minhas palavras. Isso me faz morrer.Você não viu o que eu vi, não viveu o que vivi, e além do que todos os garotos e garotas querem ser como eu, ou pelo menos uma parte mim. Como um dizer ancestral que tentamos vivenciar, mas disso não compartilho pois meu caminhar é malévolo. O gosto da inverdade é um dissabor que não tolero, bem como os intrigantes momentos de conversas convexas com objetivos de deturpação alheia, esse tipo de simulação não é colhida com bons olhos por ninguém.
   Uma atitude positiva, uma experiência bem vivida, boa ou não, uma conversa... Há inúmeros exemplos de situações que podemos apenas passar adiante de maneira grata. Sem duplicidade de intenção, apenas sentimento puro de comunidade, no tocante ao aceleramento da convicção própria que estamos divulgando o bem. Passe para frente, ao próximo, apenas as coisas boas. Seja exemplo e não um mero mortal.
     Em algum momento, até a pior pessoa do mundo (eu) pode ter algo bom para servir de exemplo. Parabola-se tudo e qualquer coisa para aquele que sabe o que dizer, deve ser por isso que há a criação e há o aperfeiçoamento e seguindo as regras científicas da criação e modelagem, o que não é aperfeiçoado é uma mera cópia, pode ser até diferente, mas caso não traga nada inovador, perdeu-se tempo em clone imprestável.
     Sou criativo o suficiente para o teu plágio se transformar em simples perpetuação do meu eu. Não preciso mostrar a origem, sei de onde vêem as coisas, sei onde vivem os monstros, e sei que há muito mais por vir do que você possa copiar.

sábado, 29 de setembro de 2012

Quanto Custa?


      Quanto você custa? 

      Não entendeu? 
      Vou perguntar mais uma vez: Quanto você custa?

      Não se espante ao se deparar com essa pergunta, já que não se trata de programa sexual, nem mesmo cachê para entrevista, eu falo sobre o valor que você tem para as outras pessoas. Se você não tem um valor, no mínimo deve ter um preço.
      Na maioria dos círculos sociais, você é o que você tem ou o que "parece ter". Por isso que tudo que representa status é somado aos seus dizeres. Uma roupa de marca importante, um celular de ultima geração, um carro com bancos de couro, um apartamento em frente ao mar... Tudo isso são exemplos de "créditos". Créditos são valores de agregação capitalista que introduzem, à pessoa determinada, uma aceitação subsidiária ao caráter, a pessoa pode ter tudo e ser a pior pessoa do mundo, mas ela tem tudo e por isso sempre será vista entre os mais importantes. O crédito também serve para rótulos tribais, mas não de caráter eliminatório, serve para um leve posicionamento, como os surfistas usam Smolder e os boys usam Aleatory. 
      O que você tem/usa é totalmente vinculado ao que você é de fato. Se for uma pessoa não tão boa, serás um arrogante, metido, usuário tardio de humildade vencida, se for uma pessoa melhorzinha, será alguém que tem condições (fictas ou não) de estar na moda ou ter o melhor para usar. Mas apenas com o tempo é que determinados o íntimo de tais seres, de início são todos iguais e todos na mesma linha de créditos. Uns com mais e outros com menos.
      Sendo assim, tornam-se Valor: todos os aspectos positivos e negativos que agregam-se de forma plena ao pensamento, comportamento e palavras. E Preço, tudo aquilo que não reflete o que você realmente é, apenas um acessório para chamar atenção do ser fútil. Uma coisa simples pode ter um valor maior do que o próprio preço e vice-versa, também ocorre com as pessoas, sendo uma pessoa agradável, mas mal-vista ao mesmo que uma pessoa intragável é a mais popular de todas ali presente.
      Não sei se um dia terás oportunidade de ver de primeira impressão um pessoa com Valor, mas de certeza encontrará pessoa com Preços. Essas ultimas são as mais comuns por serem mais atraídas pela carne, são propensas à mídia, ao boca-boca, ao sonho de ser inserido em mundo que talvez ela nem pertença, mas crê que ela deve estar ali de algum modo por mais que haja sacrifício. E de fato já vi muita coisa inacreditável acontecer com essas pessoas, e geralmente elas não são bem-faladas, entretanto os de valores também não são anjos na Terra, porém são verdadeiros e não suportam o egoísmo mercantil.

      Agora você pode me responder quanto você custa?
      Não sabe ainda?!
      Então eu te direi quanto eu custo:
      Sinceramente eu não saberei responder, pois o meu valor quem dá é você.
      
     

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Quarantine


       Quarentena é a reclusão de indivíduos ou animais sadios pelo período máximo de incubação da doença, contado a partir da data do último contato com um caso clínico ou portador, ou da data em que esse indivíduo sadio abandonou o local em que se encontrava a fonte de infecção. Na prática, a quarentena é aplicada no caso das doenças quarentenárias, como cólera, tifo exantemático e a febre amarela para observação do paciente. Difere do isolamento, por este segregar um doente do convívio das outras pessoas durante o período de transmissibilidade, a fim de evitar que outros indivíduos sejam infectados.
      Contudo, uso de forma extensionista e analógica esta palavra para o período onde se abstrai o indivíduo real e a forma subsidiária da personalidade se aflora em período teste de aventuras a aglutinação de novos atributos. A quarentena são 40 dias contados interruptamente, e não possibilitando renovação temporal, onde inicia um novo experimento social ou não, e ao fim do tempo logrará êxito em resultados sistêmicos e cumulatórios para o indivíduo.
      Ao início da quarentena, o portador da Possibilidade está ciente que findo o prazo de experimentação ele será conduzido ao íntimo e não poderá retornar a superfície por exatos 32 dias. Esses dias, de omissão proposital, servem para a decantação de pensamentos e sentimentos que maturará o ser real que dera oportunidade. Vale frisar que não existe nenhum tipo de confusão comportamental ou bipolaridade induzida, o Agente em quarentena não é fruto de julgamento do mesmo, é a plenitude do instinto, do auto-controle em  fissura, roga a vontade a cima de tudo e qualquer coisa, variando porém as suas atribuições tácitas ao objetivo comum.
      Ele tem total ciência do que faz, do que pensa e do que quer. Por isso pode ser visto como momento de descontrole emocional, situação no qual erradicou a conduta exemplar e ligou o "Foda-se", em contra partida não se faz vinculação ao estado de "Foda-se", pois este ultimo é explosão do íntimo sobre a busca fugaz do que está acumulado e em demasiado stress. Quebrar o hábito uma única vez pode ser um surto, fazer isso por exatos 40 dias é apenas um teste.
     Nada que o Agente ou Portador em quarentena fizer se escreve, suas verdades são realmente verdadeiras sem menção ao redundante  pois ali é ele quem comanda tudo, o ser que se apresenta tem suas próprias memórias e realizações, o que pode não corresponder ao indivíduo comum fora deste período. Lembre-se a quarentena é sazonalmente experimental. Porque há teorias físicas possíveis e há teorias mentais que não se conseguem completar por simples abstração. Em filosofia e em física, um experimento mental ou experiência mental (da expressão alemã Gedankenexperiment) constitui um raciocínio lógico sobre um experimento não realizável na prática mas cujas conseqüências podem ser exploradas pela imaginação, pela física ou pelas matemáticas. Esses experimentos são utilizados para se compreender aspectos não experimentáveis do Universo.
       E quando as teorias são suficientes para as práticas, precisamos de um período e objeto de estudo predisposto a enfrentar todas as adversidades que possam surgir, é importante o uso do Agente nesta fase. Todos os resultados serão analisados e a experiência nunca mais se repetirá, embora às vezes se faça saudade.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Power Button


     Todas as pessoas em algum momento em um relacionamento comum, tende a disfarçar o que realmente pensa e/ou sente. E se formos íntimos o bastante para perceber isto, podemos acionar o botão de energia. O Power Button nada mais é do que aquele momento que temos a pessoa verdadeiramente em nossas vidas, seja por um local propícios as verdades, seja por termos as pessoas de confiança por perto, porém não se limita aos amigos antigos ou familiares dispostos, também estendem-se ao novos que possuem a habilidade de trespassar as barreiras da vergonha, do pudor, da sorte e do revés. 
     Essas pessoas podem surgir do nada, como também podem estar conosco sempre que possível. Elas possem um olhar único que arranca da tua alma todo o depósito ainda não garantido de confiança, do afeto e convicção de que tudo pode dar certo. Acredite. Elas são merecedoras de mérito por serem pessoas de bom coração. Tais seres desbravadores de segredos sabem , como, tocar o teu coração de uma forma apaixonante que você não imagina tua vida sem ter ela por perto. Ela confia em ti com todos os votos de esperança, pois se ela apertou o teu botão de força e descobriu em tua alma que és um ser grato de vivência, ela fará questão de permanecer em contanto, de estar presente nos momentos acreditados certos, por mais que seja apenas uma fase de restauração.
     Os Engenheiros de Sonhos, esses seres que sabem como te ver em real forma, sem te julgar, sem te apedrejar, sem qualquer preocupação com nada além do amor verdadeiro de te ver sorrir. Essas criaturas tem em peito tantas dores, muitas que os sufocam no mundo real, por isso elas podem sumir uma hora ou outra, para não descarregar em quem não mereça, em outro ser além de si. Costumam ser tão amáveis que podem gerar um vínculo surreal de carinho, algo que transcende ao tempo e as pessoas ao redor, por isso são para todas as horas, principalmente as ruins. Elas possuem o Dom de restaurar, são conhecidas também como Agentes Modificadores, porque por onde tocam deixam uma marca de crescimento, inserem a ideia honesta de como deveria acontecer para o justo andarilho perdido em mágoas.
     O Power Button é sua barreira da intimidade. É a campainha que aguarda o convite para abrir a porta da mente e coração. Todos temos tal artifício do mesmo modo que possamos ser um Engenheiro de Sonhos ou simples Agente Transformador, tudo bastará em sentimento de doação e indulgência, algo que para os dias de hoje é raro ou ultrapassado, mas ainda assim é o Dom que todos buscam.
     

     

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Gestação


     A cada tipo de novo relacionamento priorizamos o bem-estar, a felicidade e outras emoções que pensamos ser necessárias para nutrir o mini-ser que está se desenvolvendo entre elos sublimes de afeto. Tal criatura fictícia demora em média 280 dias para uma completa firmação de corpo; Uma gestação. Sabido que o contato ou convívio deve-se fazer presente e constate para que todas as formas deste feto possa desenvolver-se naturalmente. Há exceções sobre o tempo, mas é quase raro ultrapassar o período gestacional para termos ideia do que está pra nascer.
     Assim como qualquer gravidez, o cuidado com o frágil indivíduo é de extrema prioridade. Carinho e atenção é de praxe, mas deve ser somados com atividades físicas e uma dieta saudável. Atividades físicas que moldam a feição repentina é tão prática quanto recomendada, boas risas, conversas interessantes, falar sobre tudo e algo mais, caminhar, correr, nadar, pular, dançar... Todas essas atividades consagram e fortalece os membros rotatórios que se entrelaçam os braços e abraços em aconchegos e beijos torrentes. Olhos atentos para a dieta rica em carboidratos e proteínas a cima da média, o peso do hospedeiro tem que está em forma para que não traga chagas futuras para o nascituro. A alimentação tem que ser regada ao colorido e natural mundo onde se encaixa o não tradicional, viver de massas e bebidas nem pensar. Mostre-se capaz de sustentar uma rica finalidade de educação digestiva, prefira lugares com hipossensibilidades de verde, evitando assim a gordura sedutora do prático dia-a-dia.
    É comprovado cientificamente que conversar com o bebê ajuda e acelera a formação deste. E assim como qualquer outro relacionamento, o novo relacionamento requer mais atenção. Seja sempre honesto com seu parceiro para que a gestação seja saudável, nunca exite em conversar, crie o elo mais incrível que possa existir em uma relação. A confiança. Quando não temos medo de demonstrar nossos pensamentos e ele é bem aceito e compreendido, seja ele qual for, compartilhamos o nosso ápice de humanidade, a sinceridade sem julgamento. Ter alguém para conversar e compartilhar coisas bobas, sérias ou segredos, é de muito se apreciar e querer por perto, se for alguém que gostamos ou amamos aí se torna impensável não querê-la bem, querê-la conosco e prezar sempre por sua felicidade.

[Crescendo]

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Defeito de Capa


      E dentre várias técnicas de memorização, eu utilizo a do defeito de capa para lembrar das pessoas que eu acabo de conhecer. Quando vou comprar uma revista ou livro, eu procuro logo se há um defeito na capa ou em sua brochura para que eu avalie se este me servirá. Tão hábito que, faço isso com as pessoas, não de forma negativa, mas de forma bem criativa.
    Sempre que conheço alguém eu percebo algo nela que me incomoda, ou que atrai os olhos. Pode ser a dentição muito separada, uma gargalhada diferente, brincos da moda ou apenas um sublime olhar. Essa cateterística sempre perdurará no tempo e me ajudará a dar nome à pessoa quando, por mais tempo possa passar, eu precisar lembrar dela.
     Alguns desses nobres detalhes são tão comuns quanto os próprios comentários adjuntos. Principalmente ser tal diferencial for físico, entretanto existe os defeitos de situação, como conhecer alguém que acabou de cair no meio da praça de alimentação do Shopping Center lotado, ver a pessoa segurando os saltos porque está com calos ou mesmo uma mancha suspeita em sua roupa.
    Todo mundo que conheço tem seu defeito de capa, uns bem engraçados e outros bem sinistros, e não se faz necessário comentar sobre eles, pois não faço disso chacota, mas sim uma forma demasiado carinhosa para que eu possa sempre lembrá-lo.

domingo, 29 de julho de 2012

Efeito Microondas


       É sabido que a tecnologia high-tec, fundidos pelos ideológicos pós-industriais, tornou o sistema de capitação de valores muito mais requisitado do que os meios sociais e/ou monárquicos como era tido pela burguesia emergente. O capitalismo, como movimento popular atual, nos trás um tipo diferente de valoração, acreditando que a humanidade estaria preparada para tal conceito.
       Em meados do século passado, o complexo institucional chamado família sofrera várias mutações e transformações, sendo mastigado pelo conservacionismo e costurado retalhadamente pelo novo pensar da Geração X. Essa geração, que sucedeu da geração Coca-Cola, trouxe uma nova forma de confrontar o mundo e firmar-se neste. Algumas dessas operações  revolucionárias trouxeram grandes benefícios, outras nem tanto.
      Naquele momento não havia grande possibilidade de concorrência, os recursos ainda eram escassos e a procura era demasiado lenta. Quando se comprava algum móvel ou imóvel, dava-se a este todo o cuidado que poderia existir, para que ele permanecesse em boas condições o máximo de tempo possível. Durabilidade era a chave do atrativo, já que a fonte de renda quase sempre era provida pelo patriarca e a alimentação e transporte eram prioridades, porém os preços eram altíssimos.
       Quando algum utensílio ou aparelho familiar quebrava ou queimava, iam para o conserto. O apreço e apego ao material era convencionado as emoções e vivências que aquele objeto tinha ofertado. Desfazer-se de algum eletrônico ou comprar um novo, era como a morte e nascimento de um ser, respectivamente. Entretanto, com as facilidades do mundo globalizado, somado a livre concorrência e os investimentos em tecnologia impossível, tudo mudou.
   A tradição comercial ficou dinâmica e com isso o fluxo de capital aumentou monstruosamente, fazendo com que o investimento em novas tecnologias e pessoas capacitadas fossem primordiais. Criou-se o termo genérico para as coisas similares e o similar para as coisas quase genéricas, os importados ganharam força junto a brasilidade da compra e venda.
       Acostumamos a ter as coisas práticas e funcionais, tanto é que às vezes é mais cômodo comprar algo novo do que levar o antigo à assistência técnica e esperar por até 60 dias pela peça de reposição. Fato que o dia ficou curto e as responsabilidades (sejam elas quais forem) aumentaram, mas isso não nos pode lançar a perspectiva de que tudo é substituível.
     Encontrar alguém para um relacionamento sério, é tarefa quase desastrosa. Alguns simples conceitos fundamentais deságuam no Efeito Microondas, digo efeito por ser algo momentâneo, de fase, e sendo passageiro transforma-se em algo não tão leviano. O efeito microondas funciona da seguinte forma: 
          Antigamente, quando o microondas fora lançado, ele era tido como incrível máquina que mudaria a forma de cozinhar, abandonando o forno elétrico que custava muita energia e demorava muito para dar aos pratos o aquecimento necessário. Todo mundo queria ter um microondas, porém era um pouco caro para investir desnecessariamente. Quem podia comprar, o comprava e era feliz. Quem não podia comprar, aguardava uma promoção boa para tê-lo em mãos. De fato as coisas foram avançando, sendo lançado vários modelos e assim, houve de fato a concorrência que fez o preço do microondas cair drasticamente, mas o problema não estava aí mas sim quando o microondas apresentava defeito, quando ele quebrava. O conserto era tão penoso pro bolso que era muito mais fácil comprar um microondas novo, mais moderno e de melhor capacidade de aquecimento e volume cúbico.
       Do mesmo modo acontece hoje com as pessoas. Quando os problemas do casal começam a emergir ou a diferenças começam a incomodar, não há muita paciência para levar esse relacionamento para o nível de assistência, no qual é necessário muita conversa e compreensão para que as coisas voltem ao normal e se desfaça de vez, mas mesmo que se desfaça houve ali muita luta pelo sentimento naquele investimento. Como sabemos, antigamente era demorado para se ter o sentimento real e completude, por isso era salvo todo o investimento que seria aplicado ou que já estava sendo. Quando esse investimento não é mais compatível com o apreço de esperar ou se entender, é mais prático ir para algo novo, um novo modelo com melhor capacidade e volume, sejam eles físicos, financeiros ou psico-espirituais.

       Por fim, apenas um aviso: Não reclame da qualidade o que você comprou na "promoção".

Apenas o céu

Foto por @sanamaru O amargo remédio se espreme goela abaixo, a saliva seca e o gosto de rancor perdura por horas. Em vez de fazer dormir ele...