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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Desço


     Passo o ano inteiro lidando com mascarados e justo no carnaval as pessoas priorizam tais vestimentas. Talvez seja por isso que o povo se libera mais, em meros dias de popular folia, se permitem de diversas formas possíveis e inimagináveis. É o carnaval. Época no qual a maioria da população quer apenas curtir bons momentos de música, amigos, familiares e alegria.
     Já tive um carnaval em minha vida e aproveitei tudo que uma boa história de carnaval pode oferecer. Porém, isso não me atrai. Não é do meu feitio ignorar tudo e fingir que nada acontece, que a vida não é sofrida e o trabalho é árduo, não consigo ser como todos. Não consigo vestir uma máscara de aventurança e deixar a solidão de lado, como se ela não fosse minha melhor companhia, como se eu fosse a melhor pessoa do mundo para se ter ao lado.
     Ser cético tem os seus dilemas, suas próprias convicções que detêm o corpo. Para mim o sexo não é coisa popular, e justo o Carnaval que é consumo de 7 pecados capitais, cada um na sua medida e qualificação, deturpa o sentido de viver em alegria, de festejar ao ar livre, toda a festa torna-se um bacanal. São cinco dias de muita loucura e insensatez que darão fios de comentários até o próximo período carnavalesco.
     Não desvalorizo o carnaval, muito pelo contrário. Todas as comemorações servem para desfigurar a realidade onde o indivíduo sofre, e por um breve momento ele torna-se feliz, restaurando assim suas forças e crenças. As festas populares são marcos que indicam que a vida passa. São elas que nos fazem rir e chorar em encontros e trocas empíricas de situações entre pessoas. Nessas festas encontramos todo tipo de gente, boas e ruins, conhecidas e nunca vistas antes. E uma delas pode ser o amor da sua vida, tanto quanto a sua morte absoluta.
     Meus confetes são colagens, não tercem os céus como os dos outros, são pesados, sem cor, tristes como o pierrot. Acredito que não sejam apenas os confetes que sejam sem cor, minha vida é monocromática pelas cicatrizes alheias que saúdam meu peito. Mas, tudo é uma fase e sendo boa ou ruim, logo vai passar. E essas fases são momentos lá dentro de nós que ganham cores na altura da voz. Quem sabe um ano qualquer eu acorde para colorir um carnaval? Nem que seja fora de época, em julho ou novembro, dentro do quarto ou à beira da piscina, tipo com todos os queridos ou apenas eu e você?
     Enquanto a inspiração não vem, levanto a sobrancelha em observância e ouvirei com atento todas as histórias de carnaval, verei todos os casais que só se formam depois desse período, afinal é carnaval e só é válido se estiveres solteiro. Famílias não comemoram carnaval? A graça da festa é ser puto? Algumas coisas nunca compreenderei, bem como as dívidas colossais que surgem em apenas cinco dias de festa, todo ano é assim e nesta repetição eu continuarei a espalhar as coisas sobre um chão de giz.







sábado, 8 de outubro de 2011

Juízo


 Me mandaram tomar juízo, mas só tinha cachaça.


De frases de caminhão para conversas filosóficas, o álcool ajuda bastante no quesito entrosamento social. Não que todos devem tomar todas, ficar embriagado, nada disso, cito aqui apenas algumas das milhares de coisas que percebi em mesas de bares, boates e festas particulares (não falo da festa no Iate do Lilo, aquela festa nunca existiu)

Sempre os bares estão cheios de gente, de todas as raças, idade e estilos. Não só bares como as boates, calçadas, e em casa de amigos. Tudo é motivo para comemorar e tomas umas cervejas, vinhos e whiskys. Há o preferíveis em Vodka, batidas e outros coquetéis.

Quem tem assunto pra falar, não só futebol e roupas, tira de letra todo o tipo de vínculo ou nexo de um assunto para o outro. Lembro que em uma noite não muito motivada, conversei com amigos sobre: Viagem no tempo, sexo, conspirações, sexo, futebol, sexo, fim de namoro, sexo, experiencias de trabalho, sexo, economia mundial, sexo, tecnologia, sexo, comportamento, sexo, governo e política, sexo, políticas públicas e desenvolvimento sustentável, sexo e sexo.

Quando você lê sexo, tome nota todo o tipo de assunto subliminar, moderante e superliminar. No tocante ao mesmo, no figurado, no cômico ou no invasivo. Tudo no fim é Amor & Sexo.  Tornando-se o assunto mais falado e menos abordado durante toda a noite, festa, evento. Quem tem amigos fixos é assim, no fator random é mais complicado, pois como nãp há intimidade para tanto, os assuntos divagam e se ricocheteiam em supérfluo e casual, no máximo piadas e comentários. Não deixa de ser interessante ou atrativo, mas é outro nível.


terça-feira, 19 de abril de 2011

Avareza


Dinheiro não muda você, ele muda as pessoas ao seu redor.

A concepção cristã, a avareza é considerada um dos sete pecados capitais, pois o avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus. Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não é Deus, como se fosse deus.
Avareza, no cristianismo, é sinônimo de ganância, ou seja, é a vontade exagerada de possuir qualquer coisa. Mais caracteristicamente é um desejo descontrolado, uma cobiça de bens materiais e dinheiro, ganância. Mas existe também avareza por informação ou por indíviduos, por exemplo.
Para o avaro, os bens materiais deixam de ser um meio para aquisição de bens e serviços e para a satisfação das necessidades, mas um fim em si.
Engana-se aquele que pensa que avarento é o mão-de-vaca, o mão-fechada e/ou similar, também considera-se mas é por outro modo. O egoísmo presente nesse pecado é tão fortemente notado, que nada que ele não compre, use, ou mostre de material, é tido como insignificante, o verbo aqui é o "eu quero", não importa como.
Ter rios de dinheiro não é tão importante se você não tem pra quem mostrar, não é mesmo?
[em construção/ aguardando resultados de testes]

quinta-feira, 31 de março de 2011

Inveja


 Uma das coisas mais repugnantes que eu considero como defeito da personalidade humana, é a inveja. No grau mais elevado deste pecado capital, a inveja se torna obsessiva e destruidora, podendo assim, ser mais egoísmo do que a própria inveja.

 Inveja é um sentimento de aversão ao que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materias como qualidades inerentes ao ser)e de tirar essa mesma coisa da pessoa, fazendo com que ela fique sem.

A inveja é originária desde tempos antigos, escritos em textos, que foi acentuado no capitalismo e no darwinismo social, na auto-preservação e auto-afirmação, a inveja seria, popularmente falando, a arma dos "incompetentes".

Numa outra perspectiva, a inveja também pode ser definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectual.
 Embora todo ser humano, em algum momento de sua vida tenha esse sentimento, seja ele latente ou oculto, é possível você transferir ou viabilizar de uma maneira que não os torne perversos. Conheço muitas pessoas que são tão invejosas que perderam sua individualidade, tendo como padrão de personalidade o 'copiar', o interesse pelo outro, a pura inveja de ter, de ser, e de até sentir, mas isso não os tornam desprezíveis ou exclusíveis. Todo ser é passível de transformação, seja de forma externa (com a nossa ajuda) ou interna (sentido empírico).

Apenas o céu

Foto por @sanamaru O amargo remédio se espreme goela abaixo, a saliva seca e o gosto de rancor perdura por horas. Em vez de fazer dormir ele...