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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Amor & Distância


Era uma vez uma pessoa. E era uma vez outra pessoa. E era uma vez um amor. E como se já não bastassem todas as complicações inerentes ao amor, este vinha com um bônus: quilômetros.
Quilômetros de distância que estavam lá por alguma razão. Trabalho, estudo, família, raízes, origens, destino, sorte ou azar. Quilômetros estes pelos quais circulavam diariamente as tradicionais e inevitáveis saudades, as inegáveis angústias, a latente ansiedade e a eterna sensação de ser um pouco injustiçado pela vida.
Era uma vez essa história clássica, espalhada pelo mundo como vírus, mas que é sempre nova e fresca e que vive em milhares ou milhões de peitos com essa avassaladora capacidade de causar transtornos e alegrias na mesma medida.
Seriam “amor” e “distância” palavras incompatíveis por natureza? Ou seriam daquelas palavras que se atraem como imãs na sede de criar histórias dignas de roteiros de cinema, atravessando oceanos, desafiando o tempo e todas as probabilidades?
Seria uma espécie de teste? Uma prova para atestar o quão dispostos estamos a nos dar? Seria provação? Uma avaliação para tentar demonstrar nosso grau de interesse pelo amor?
Sei que, por vezes, parece piada de mau gosto do destino. Quando, por exemplo, nos flagramos invejando um casal que está tendo o luxo de passear de mãos dadas. Quando esticamos o braço na cama durante a noite e tudo o que encontramos é espaço vazio. Quando descobrimos que o olfato também sente saudades, como se todo o resto já não fosse suficiente.
E os palcos para as mais belas cenas de amor deixam de ser o entardecer na praia ou a tarde chuvosa no campo para serem um saguão de aeroporto às 7 da manhã de uma terça feira, uma rodoviária lotada no fim do dia ou uma estação de trem cheia de rostos desconhecidos e completamente alheios à sua história.
E você então descobre pequenas dores em atos que sequer fazia ideia de que existiam: acariciar rostos em fotos; passar perfume para falar no Skype;  adormecer com o celular na mão, tentando vencer o sono e a distância e acabar sucumbindo a ambos; fazer da vida uma contagem regressiva, sem se lembrar que cada dia vencido é um dia a menos de vida.
Descobre novos surtos e neuroses, nos quais a frase “vou tomar uma cerveja” é lida como “vou tomar 14 cervejas, 8 whiskys e 5 doses de tequila com 18 mulheres de 1,80m, cabelos sedosos e seios fartos”. Ou a frase “vou sair para jantar” é lida como “vou sair para jantar de cinta-liga, salto 15 e seguir diretamente para uma bunga bunga do Berlusconi”. Acontece. Não é fácil não pirar.
E acaba descobrindo também algumas novas alegrias: as promoções de passagens, o súbito momento em que o sinal do 3G é bom o bastante para aguentar 7 minutos de Viber, o prazer de acordar com uma notificação querida de whatsapp. É uma verdadeira arte de buscar ânimo em pequenas coisas.
Mas a verdade é que não é fácil. É bem mais difícil do que matar um leão por dia. Porque a saudade a gente não tem como matar. A falta a gente não tem como suprir. A ausência a gente não consegue aceitar sem uma certa relutância.
Mas é realmente incrível nossa capacidade de adaptação. O esforço do cérebro para tornar as lembranças um pouco sensoriais: a memória do toque, do cheiro, do gosto. O dia a dia que vai se ajeitando. O coração que se acalma um pouco, mas que continua batendo forte a cada pequena lembrança.
Tem dias em que a gente se questiona. Faz mesmo sentido? Até quando? Até onde vamos? Tem dias de “e se…”. E se não der certo? E se for perda de tempo? E se a gente não der conta?
Mas, no fim, a verdade é que, se é amor mesmo, a gente sabe que vale a pena. Cada passo, cada suspiro, cada quilômetro encarado. E a gente sabe que não tem saída: viver o romance impossível é mil vezes melhor que não viver o romance. E que, no fundo, essa ânsia dolorida faz com que a gente se sinta extremamente vivo a cada dia.
E amar no conforto, no sólido, no concreto é sempre lindo. Mas amar no desafio, no sacrifício diário, na corda bamba é gigante. É para os fortes. Os corajosos. Os dispostos. Os que declaram, seguros, para a vida:

“Vim para amar.
E vou amar.
Não importa como, eu vou.
E não me ofereça um amor mais fácil.
É esse que eu quero.
Esse é o meu.
Não tem outro.”.

Por Ruth Manus

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Aconchego


     A vida amorosa é como as estações do ano. Sabemos o que pode acontecer, do jeito certo, do jeito errado, encontramos as variantes, nos preparamos, as enfrentamos, sorrimos e choramos, corremos sem roupas, nos agasalhamos bem muito... E sempre em ciclos e ligeiramente sutis, as estações vão passando. Ficam apenas as memórias de tempos bons e ruins, apenas memórias.
      E quanto mais as estações passam, eu me pego com alguns conceitos determinados para não fazer feio e estragar tudo. Fico no meu lugar, sem mais apelar para a atenção de ninguém, correndo as próprias lembranças, lançando-as na lareira da esperança, lentamente apagando, quase uma leve chama tentando me aquecer, me confortando que ainda não morri de frio, que ainda não congelou meu coração. 
     Sem raiva, sem sorte, sem nada além de mim e algumas poucas folhas de memórias vividas intensamente, de um jeito nunca visto antes. E tentado vivê-lo, transcrevê-lo em novas anotações, mas essas são sempre de poucas páginas, quase um folhetim de puro use-e-jogue. Mas eu não posso reclamar, afinal de um guichê rápido, apenas coisas superficiais. 
     Aqui dentro continua abandonado. A minha inquilina, a solidão, se foi sem dizer se voltava. Sobrou eu e alguns poucos móveis, desabando em minha cabeça todo aquele sentimento de agir. Não sei por onde começar, não sei como agir, atropelo-me com os mais variados argumentos tentando me convencer em te chamar pra sair, em te chamar pra conversar. Dizer-te "bom dia" consome tanto minhas chamas que a cada dia é como um chamado para a morte lenta e frívola que aguarda meu interesse por ser teu.
     Vai ver seja esse o problema, minha presença. Que dilacera em não ter comunicação direta, que atormenta os dias e noites em horas de inercia, acredito que se afastar seria o mais saudável para mim, tentar cicatrizar uma ferida inexistente para que depois de um tempo eu possa olhar uma foto tua sem acelerar meu peito, sem tremer meus dedos e gaguejar asneiras. Sou imaturo, sou infantil, sou tudo isso que não merece nada além de olhares de pena, quem sabe depois disso eu consiga um pouco mais de coragem, de iniciativa, de auto-estima. Quem sabe assim eu te diga que eu existo e você possa saber meu nome.
     A imagem continua, alegre, diferente, olhos sonhadores e sorriso bobo, mas dentro, lá no peito, uma agonia borbulhante que chama teu nome, que chama um abraço de saudade. Mesmo sabendo que possa até não sair disso, de uma amizade distante, mas já imaginei tudo perfeitamente, desde os presentes em datas comemorativas, até os lugares que você gostaria de conhecer. São tantas coisas que eu já conheço teu só de inventar que, ouso até dizer, poderíamos ser felizes para sempre. Sempre que quiser ficar do meu lado.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Why?


     Sabe aquele momento em que o ego desinflama e você se pergunta, de várias formas, os porquês de tudo? Então, estou nesta fase.
     Em uma conversa casual com alguém especial, eu obtive a seguinte resposta: Namorar é umas da metas para 2013! - Automaticamente eu sorri para ela por simples ingenuidade. 
     Nunca pensei em por na lista uma coisa tão volátil quanto um relacionamento. Principalmente, exigente do jeito que sou, não desmereço a busca do compartilhar momentos, ao contrário, admiro quem usa de perspicácia para a construção da vida conjunta.

     Faz-se mister, a diferença entre querer e precisar. Há casos onde a busca é sumariamente para excluir a solidão, podemos então observar os namoricos de pouca duração (os famosos "de galho-em-galho) ou os místicos (os quais ninguém sabe explicar o motivo daquela relação). Alguns desses namoros dito místicos (sem explicação plausível) advém de duas fontes: A primeira e mais comum é o apego ao mais prático; o combate à solidão vai sendo asperamente executado, mesmo que a relação seja contraditória ou tensa. O segundo, e bem visto popularmente, é o "empurrar com a barriga". É tipicamente carregado de atos reflectivos, possuidores de desdém e frases específicas como "... enquanto não aparece nada melhor..."

     Querer namorar requer o seguimento de protocolos sociais, já que o título é algo a ser respeitado nada melhor que não abusar deste. Abrir as seletivas para o posto de companheiro é algo que pode ser divertido ou penoso. Humano comum: uma parte do ser tem comportamento distrativo, viajado, relaxado, sua mente procura algo que reforço a endorfina socio-emocional; Outro comportamento tem a construção, criatividade e formação como aspectos primários, a mente deste é consolidada, uma primazia de objetividade.
Essas duas partes separadas são respectivamente o infantil e o maduro. Juntas elas formas a personalidade comum. É onde origina-se as brincadeiras irresponsáveis e as grandes decisões. Saber dosar entre uma e outra é o que nos faz driblar ou fincar-se nas coisas boas e ruins.

Visto isso, o temperamento emocional fixa-se, e a vivência em dupla torna-se por demasiado querida.

     Ter alguém que se importa contigo, que te cuida, e até mesmo te irrita é muito bom. Nos sentimos especiais. É como se no meio de tantos bichinhos, estes mais belos e macios, alguém nos escolheu. Apostou a ficha em nós.

Ninguém é obrigado a estar com alguém por mais que o sentimento de escravidão amorosa exista. Ainda assim, temos a opção de enfrentar ou acovardar-se.

     O início de uma relação pode acontecer de duas formas: a primeira é o preenchimento de algumas lacunas que temos como requisitos  Buscamos a similaridade em aspectos econômicos  sociais e personalísticos. (Aceite ou não, mas só o fato de você buscar alguém em um local qualquer, já é similaridade) - Você consegue imaginar a probabilidade de dois roqueiros hardcores estereotipados se conhecerem numa swuigueira? É quase nulo.
Do outro lado temos a supressão desses requisitos, dando oportunidade ao acaso e surpresas. Quando os requisitos não estão estabelecidos, o "conhecer o outro", namorar e tudo mais, é uma descoberta maior. Podendo nos encantar ou desencantar de forma gigantesca.

Na busca de companhia podemos excluir um ou outro requisito da lista  mas isso faz com que as chances de parcerias aumentem, do mesmo que nos faculta o desespero, podendo nos fazer ficar com "qualquer um".

segunda-feira, 25 de junho de 2012

L'Amour


       

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, 
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos. 
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, 
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. 
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, 
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual 
a gente se apega. Faz parte de nós. 
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, 
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente, 
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. 
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde. 
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos 
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por 
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, 
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. 
É o arremate de uma história que terminou, 
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente… 
E só então a gente poderá amar, de novo.

(Martha Medeiros)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Desapego.


 Quando estamos na fase de aprendizado dinâmico, entre os 2 a 7 anos, aprendemos a falar, andar, comer, dividir, correr, cair, chorar, gritar, bater, se esconder, pular... Aprendemos muitas coisas quando somos pequeninos, mas não aprendemos a dizer adeus. Quando ficamos maiores, quando nos tornamos adolescentes, o ego cresce ainda mais, o individual toma conta, o egoísmo, a cumplicidade, a coragem, o amor, a raiva, a vingança, o perdão, mas o desapego... Ninguém lembra de aprender como se faz isso.

 De fato, com o tempo, aprendemos a deixar as coisas irem e aprendemos como as coisas nos deixam. É um ciclo de acontecimentos que não nos ensinam, por mais conselhos que recebemos nunca é tão simples. Apenas quando há um fato gerador originário em lide, torna-se muito mais fácil este tipo de ação, entretanto não significa que nos desapegamos. Deixar alguém partir pode arrancar-lhe o coração, mas não quer dizer que o vazio nunca se vá se preencher novamente.

 Quando não há mais nada para se fazer em uma relação, restando apenas a saudade, o desapego é mortal. Ele rói todas as paredes de esperança que criamos, sempre imaginamos teorias sobre isso e aquilo para conforta-nos o peito. É por isso que algumas vezes, as pessoas demoram semanas, meses ou até mesmo anos para aceitar o fato de um término de namoro ou casamento.

 É fácil para quem observa, mas para quem vive é um barra demasiado difícil para se lidar. O apego pode ser muito mais do que companhia, pode ser uma projeção de felicidade, pode ser um vício de ser tocado por alguém, pode ser uma sensação de segurança enquanto dorme. O apego pode ser tão bom quanto seu irmão Amor, pois ele é mais calmo, mais ternurento, mais afetuoso e acontece com qualquer pessoa, tipo um amigo, um familiar, um professor ou um vizinho.

 Quando caímos na fase de aceitação de que nada mais vai mudar, quando as teorias são insuficientes para confortar o coração, quando finalmente acreditamos que acabou, temos aí a pior fase, o olhar na realidade. Quando temos a comparação como aliada para nos mostrar o que realmente vale a pena, os amigos que nos explicam os motivos principais do desapego e todos os altos e baixos daquilo que acreditávamos ser nosso melhor momento. Ainda assim, é complicado largar essa droga de vez.

 A abstinência de apego é muito árdua para se passar sozinha. Dando vazão aos Tapa-Buracos em nossas vidas, pessoas que nos chegam apenas para que não possamos ver o vazio dentro de nós, tais pessoas podem até ser nosso melhor relacionamento, mas mesmo assim não fora o objetivo principal. E podemos nos sentir mal depois disso, como se recebesse semanalmente uma dose de esperança e acreditamos não ser digno de tanto carinho.

 Bom, não sei mais o que dizer sem me lembrar de outros momentos, quem sabe lá na frente não volte atrás?
Lembrando todo dia que o "para sempre", sempre acaba.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Dear Rose


Triste saber que as floriculturas de ontem já não existem mais. O tradicionalismo romântico e amistoso tornou-se arcaico e agora tenebroso. Apenas os enamorados se dão flores e em momentos especiais, tal como os grandes buquês e cestas especiais, outra forma de vermos flores são em enterros e similares. Não acho meloso, acho é mesmo divertido esta forma de carinho chamada Flor.
 Achei umas coisas interessantes pela net, saca só:

As rosas cor-de-rosas
Oferecer uma flor cor-de-rosa é a forma de agradecer um favor importante. Também significa o apreço que se tem por alguém. Esta rosa também tem o significado de ausência de maldade, ou seja, não há nenhuma dupla intenção nas pessoas que as oferecem. Por isso, a pessoa que oferece este rama de flores é de fiar. Se a cor do ramo de flores é de um tom rosa suave, então significa admiração e simpatia.
As rosas amarelas
São as rosas ideais para oferecer a um adolescente. Para os mais supersticiosos, esta cor traz consigo uma malícia. Se a pessoa que oferece estas rosas não é muito próxima, então ela pode ter segundas intenções. No entanto, para as pessoas cépticas, as rosas amarelas significam satisfação e alegria, e são uma boa forma de festejar entre amigos um aniversário significativo.
Outras cores
  • As rosas laranjas: Significa entusiasmo e desejo.
  • As rosas vermelhas bordeaux: Significa beleza inconsciente.
  • As rosas azuis: Significam confiança, reserva, harmonia e afecto.
  • As rosas verdes: Significa esperança, descanso da juventude e equilíbrio.
  • As rosas violetas: Significa calma, auto-controlo, dignidade e aristocracia.
  • As rosas pretas: Significa separação, tristeza e morte.
  • As rosas cinzentas: Significa desconsolo, aborrecimento e velhice.
A
Acácia – Elegância
Acácia amarela – Amor secreto
Acácia branca – Elegância
Açafrão – Conhecimento do excesso
Acônito – Queres a minha morte
Açucena - Angustia
Adelfa – Sedução
Alecrim – Coragem e felicidade
Alfazema – Calma
Amarílis - Orgulho
Amor-Perfeito – Pensamentos
Anêmona – Persistência
Anis - Promessa
Aro – Ardor
Azálea branca – Romance
Azálea rosa – Amor à natureza
Azálea vermelha – Longo amor
B
Begónia – Cordialidade, timidez
Beladona – Sinceridade
Betonica – Surpresa
Bogarim – Amor puro
Bonina – Amor confiante
Brinco-de-Princesa - Superioridade
C
Cacto – Perseverança
Camélia branca – Virtude despretensiosa
Camélia rosa – Grandeza da alma
Camélia vermelha – Reconhecimento
Campânula – Admiração
Cardo – Desprazer
Centáurea – Sinceridade
Ciclame – Ciúme
Clematite – Beleza espiritual
Copo-de-leite – Felicidade e pureza
Coroa Imperial – Poder
Cravo amarelo – Desdém
Cravo branco – Amor ardente
Cravo rosa – Preferência
Cravo roxo – Solidão
Cravo vermelho – Amor vivo
Crisântemo amarelo – Amor atrevido
Crisântemo branco - Verdade
Crisântemo vermelho – Estar apaixonado
D
Dália amarela – União recíproca
Dália rosa – Delicadeza
Dália vermelha – Olhos abrasadores
Dente de leão – Vida
Dormideira – “Deixa-me”
F
Flor de laranjeira – Virgindade
Flor de pessegueiro – Amor conjugal
Flor de romãzeira – Amizade sincera
Flor-de-lis - Mensagem
Flores do campo – Felicidade
Fúcsia – Ardor no coração
G
Gardénia – Sinceridade
Genciana – Dor
Gerânio escuro – Tristeza
Gerânio rosa – Capricho
Gerânio silvestre – Devoção
Gerânio vermelho – Consolo
Gérbera – Alegria
Giesta – Preferência
Girassol – Dignidade
Gladíolo – Encontro
Glicínia – Ternura
Goivo - Constância
H
Hortênsia - Frieza
I
Íris amarelo – Mensagem
Íris azul – Confiança
Íris branco – Esperança

J
Jacinto – Tristeza profunda
Jasmim amarelo – Bondade
Jasmim branco – Amabilidade
Junquilho - Tristeza
L
Lavanda – Desconfiança
Lilás - Aspiração
Lírio – Sorte
Lírio-do-vale – Volta da felicidade
Lisianto – Poder
Lótus – Protecção e amor
M
Magnólia – Simpatia
Malmequer – Romper
Margarida – Inocência
Menta – Memória
Mimosa – Segurança
Miosótis – Amor sincero
N
Narciso – Egoísmo e vaidade
Nenúfar – Coração puro
O
Orquídea – Pureza
P
Papoila – Sonho
Peônia – Timidez
Perpétua – Para sempre
Pervinca – Lembrança eterna
Petúnia – Obstáculo
Prímula – Juventude
R
Rododendro – Elegância
Rosa amarela – Felicidade
Rosa azul – Mistério
Rosa branca – Inocência
Rosa branca champanhe – Fidelidade
Rosa castanha chá – Respeito
Rosa laranja – Encanto
Rosa lilás – Amor à primeira vista
Rosa cor-de-rosa – Amizade
Rosa roxa – Amor materno
Rosa vermelha – Paixão
S
Saudade – Saudade
Sempre-Viva – Declaração
T
Tulipa amarela – Esperança de amor
Tulipa vermelha – Declaração de amor
V
Variegada – Belos olhos
Verónica – Martírio
Violeta – Lealdade
Z
Zinia – Leviandade

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Romeu


 Vivemos procurando algo que nos complete, que nos sobressaia em atitudes e pensamentos.
 Errado caminho que fazemos para encontrar o conforto da felicidade.
 Errado também é dar crédito aquilo que é mais favorecedor a nossa proteção.
 Errado é sentir que tudo está bem só porque estamos bem.

 A credibilidade dos sentimentos é verdadeiramente percebida entre o mundo inteiro quando esta se faz presente em todo o seu potencial. "Há duas coisas no mundo que é impossível fingir: A primeira é quando estamos bêbados e a segunda é quando estamos apaixonados." De fato as expressões são claras, porém cabe a você decidir se continua com isso ou se pretende fingir.

 No meu caso, busco a melhor forma de pependicularisar os pensamentos de ontem no contato de hoje, pois sei que se eu não fizer isso agora, amanhã terei convicção plena do que eu não quero... de que eu não quero isso para mim. Não ter a base fundamental do relacionamento é como construir um barco sem proa. Um carro sem capô. Uma casa sem telhado. Tudo é muito seguro até que algo o abale.

 "Coração não é panfleto de rua, para entregar ao primeiro que passe." Tema todos aqueles que te prometem o mundo, o céu e a terra. Tema tudo e todos. Apenas Tema! Confiança é um voto que se firma a cada dia, pois é algo volátil o suficiente para ir e nunca mais voltar. Tipo, é muita gente apaixonada, pra pouca gente que vale a pena se apaixonar. O povo acaba quebrando a cara por querer, por não ter opção.

 Não se torne áspero em acreditar no impossível. Torne ávido o instinto de continuar a perseverar em todo o complexo emocional que nos toma de uma vez só, a paixão e o amor pode sim ser algo que se desfrute de forma real. "O amor é puro e belo, é mais intenso que uma amizade, nele um simples abraço se torna uma proteção, e uma única ação é capaz de te mudar."

[construindo]

domingo, 27 de novembro de 2011

Coração em 5 Estágios


Em algum lugar do espaço adjunto da realidade, perambulando sem destino, percorre as teorias do coração. Pensei outrora em abandonar o romanticídio de fato, deparei com uma nova e espetacular problemática, a proposta e o interesse de cunho classificatório. Titubiando reflexõs íntimas, encontrei alguns passos ou estágios de controle ao tocante convívio ou relacionamentos. Dentre alguns aspéctos gerais e específicos, trago-vos alguns sentidos e explanações destacáveis.

1- A Atração


 Atração, tesão, vontade, desejo... tantos adjetivos derivando da corrupção mental luxuriosa de satisfação da carne. O primeiro estágio.
 Na fase inicial não se demonstra nada mais que o puro desejo de posse. Sendo o dolo a motivação principal, não há, assim, possibilidade de agir por puro instinto como desculpa unilateral ou bipartidária de qualquer ato voluntário e característico de descotnrole deste nível classificatório.
 TER é o verbo que se opera maciçamente. Não se avalia a evolução do afeto, a atração pode se tornar mais ávida e com o passar do tempo, tende-se ao desprendimento da própria vontade de possuir e extende-se ao inesperado cuidado ou vontade de cultivar.

2- Paixão


 Quando se fala em paixão, nos vem ao pensamento fortes imagens de carinho, companherismo, sexo... ou seja, todos os adjetivos de outrora.
 Paixão é o resumo do amor em ápice notório, com atitutes selvagens e às vezes grosseira que invade o hospedeiro e, em um curto período de tempo, o faz querer estar sempre junto. Ascende mais ainda o desejo, porém a visionariedade é incluída nesta fase. É a vontade do ontem com o querer de todos os dias. Alguns sintomas são notórios, a cegueira continuada pode trazer traços de surdes sobre os defeitos do apaixonante. Alguns amigos e parentes podem querer curá-lo, entretanto o vírus da paixão é possuidor de características multifacetadas que se arraigam em psicológico envoltório de bem-estar.
 Não há evidências concretas do período de duração da paixão, o que pode variar de caso para caso, porém a intensidade é sempre mais avassaladora. Não há controle de pausa, apenas de avanço. O que pode acorrer também a doação unilateral onde se pode sacrificar em benefício alheio e comensal. Cuidado!
CUIDAR é o verbo que reluta em obdecer o abstrato universo do coração. Fazendo muitas vezes sofrer após esses momentos de passionidade.

3- Gostar


 A aceitação é presente e diferente de todos os estágios anteriores, no Gostar você já conhece um pouco o seu par e com isso a insistencia em mudanças complica toda a situação. Período onde o vai-e-volta acontece, é briga, chateação, comparação, discussão e muitos outros "ãos". Vão surgir para que se adequem um ao outro ou mudem de par. Período de complexo sistema de interesses entre razão e emoção, não mais presente a cegueira, mas sim a inércia ou comodidade que impera em alguns casos podem afetar o desenpenho do relacionamento. Por a prova tudo o que sonhas e colocar na mesa todas as cartas de habilidades boas e ruins. Alguns utilizam deste momento para averiguar os Ex's em potencial perigosidade, pois como tudo pode ser rígido e maleável ao mesmo tempo, garantir que no campo paste apenas um cavalo é de bom grado.
 A insegurança bate forte nessa temporada e com todo o cuidado é necessário saber lidar com as diferenças de tipos e tamanhos de situações ruins, complicadas ou humilhantes. Além do que, nunca se sabe o que pode surgir em momentos de crise ou de pseudo bem estar.
 COMPREENSÃO é a palavra de ordem, pois só investe aquele que quer ter sempre, cuidar sempre e amar sempre. Nivelando todos os precedentes problemáticos se resolve um ou outro empecilho.


[construção]

sexta-feira, 29 de abril de 2011

...Quando ela me queimou, bem, eu chorei.


- Você quer me dizer mais alguma coisa?
- Que faça você mudar de ideia? Não!

Sei que pode parecer muito objetivo, e até mesmo rude, mas não tinha mais argumentos para contestar. É complicado atingir uma ideia. Nenhuma ideia é simples quando precisa inseri-la em outra mente. É como se você visse o céu laranja e tivesse de convencer outra pessoa do mesmo. Então desistir de lutar e encarei a situação que já estava predestinado outrora. E como não criei nenhuma expectativa, logo não tive frustração. Mas sabe o que é mais estranho? Como eu posso sentir falta de algo que ainda não aconteceu?

Determinar se daríamos certo ou não por diferenças, não é algo que deva levar em conta. Quando duas pessoas se gostam, elas não se dominam, não se submetem, apenas se completam. Não é aceitar tudo. Aliás,  onde tudo é aceito, eu desconfio que não há amor. Mas não estamos falando em amor (sentimento profundo), falo no sentido de gostar em qualquer relacionamento, e um relacionamento feliz é uma conversa longa que parece curta demais.

Após a garoa terminar de cair, fomos embora e nesse pouco tempo de despedida, e um sorriso disfarçado no rosto, dei um breve tchau e observei suas costas me dando adeus, com aquele andar exclusivo e um mundo totalmente novo que poderia ser compartilhado. Ela se foi, levando consigo muitas incertezas, mas tinha em mente que tudo estava bem.

Por mais que não esperasse uma coisa oficial, nem um título qualquer, queria ter apenas a oportunidade de continuar saindo e descobrindo e conhecendo ela. Parecia que tudo estava tranquilo, parecia. Mas não sei como vai ser daqui pra frente, vou continuar deixando a vida seguir, e fazendo tudo dar certo. "Nasceu de um sorriso, cresceu de um beijo, alimentou-se de carinho...e depois morreu?"

Ateei fogo à chuva...


 O medo de tentar é algo insubjugável (que não se deixa subjugar), e quando se conhece alguns sentimentos, ou quando se faz passar por algumas situações, é possível criar um perfil de possibilidades no qual nós vamos enfrentar.
 Quando iniciamos, pela segunda vez, a conversa definitiva, eu já sabia que não poderia mudar sua decisão, mas ainda assim, queria mostrar a você meus sentimentos e pensamentos olho-no-olho. E mesmo após uma manhã cinzenta, onde desde cedo o céu tinha borrado a cor, fiz de tudo para continuar tranqüilo, com a mente livre para qualquer situação.

 Após saber de uma notícia que me deixou abalado, mas que de início não podia fazer nada por falta de informação, desloquei esse pensamento de preocupação da minha amiga e desliguei-me do mundo. Dei atenção apenas à ela, a quem eu esperaria uma conversa branda e de fortes informações.
 Fomos à um lugar pacato e de movimentação jovem, após conversas do cotidiano num fila sem contorno, sentamos ao ar livre, onde não havia ninguém lá, pois ameaça chover. Começamos a comer e conversar.

 Entre novidades e planos de viagens, mordidas e goles, toquei no assunto já esperado. Nosso término. Expliquei que não estava com raiva, só um pouco chateado por não entender o real motivo, mas eu mentia, eu sei qual o real motivo e este motivo é o que realmente eu tinha medo de enfrentar, pois não é simples mas também não é o fim do mundo. É onde se encontra esse problema que me dá mais medo, o íntimo do ser humano e este é um ambiente deveras hostil, e quando se fala em desconhecido é quando há mais tensão.

 Ela me deu várias explicações, com fundamentos basicamente na insegurança, mas essa insegurança que ela passou eu posso conter, pois é a segurança externa. Não digo que eu sou o super-homem ou o príncipe encantado, mas com todos os meus defeitos e qualidades, a de dar segurança é o que mais se expande no momento. Poderia ser teu porto seguro, não por um momento de dúvida, mas por todos os bons e maus momentos, de dia ou de madrugada, meu instinto de dever é surpreendente.

 Saber lidar com o social, separar família, amigos e relacionamento é algo bem simples para mim. Sou uma pessoa bem situada e compreensível, sei como choque de agendas e afazeres podem dificultar o encontro de duas pessoas, assim como algumas saídas são optáveis entre sua turma e seu amor. Acho que a realidade nos mostra isso de forma bem expressa, temos vidas distintas, assim como todas as outras pessoas. Os estudos, trabalhos, experiências, contas no banco... tudo é bem diferente, mas acho que todos tem um propósito comum, não importando esses abismos que nós colocamos. Digo nós, pois eu também tenho vários motivos pra dizer que isso não irá funcionar, mas por mais contras que eu tenha os prós são ainda maiores.

 Entre uma palavra e outra que você falava de forma decorada, enquanto maltratava uma batata frita em um copinho de katchup, eu pedia para você olhar para mim, mas sempre que fazia isso eu via muita confusão em seu olhar, como se mais nada fizesse sentido, e por breves momentos que avistei seu profundo olhar naquela conversa, eu ainda conseguia ver o meu eu que você ficou a martelar se valia a pena.

 Quando chegou minha vez de falar, quando ela perguntou se eu tinha mais alguma coisa pra falar, eu congelei aqueles 3 segundos e mentalmente me levantei dali: Olhei em volta e tudo permanecia estático. A chuva já não mais caía, os carros estavam parados naquele mesmo engarrafamento, passei pelas pessoas que haviam ali, mas não olhei para ninguém, atravessei aquele lugar como se nada existisse, atravessei a rua com ternura, tirei meus tenis na calçada, pisei na areia da praia. Caminhei lentamente até o mar e ali permaneci sentado.

Chorei.

 Havia perdido uma guerra que nem tinha começado. Eu deixei cair, meu coração e enquanto ele caía, você surgiu para reivindicá-lo. Disse que era possível acreditar no simples. Mas eu sempre fui sozinho e confuso, estava escuro e eu estava todo queimado de outras lutas que combati sem propósito. Não tinha inspiração.
Até que você beijou meus lábios e me salvou, e sob a mesma chuva daquela madrugada, hoje permaneço aqui num pensamento dentro de outro pensamento. Eu já tinha dito que minhas mãos são fortes, mas meus joelhos eram muito fracos, para ficar em seus braços sem cair aos seus pés. Me apego ao que é bom, posso até me enganar no futuro, mas sempre persevero no que me faz bem e tento, por isso, fazer tudo dar certo, mesmo que não seja ao meu lado.
 Sempre que estou ao teu lado, mesmo que seja em momentos distintos, eu fico extremamente confiante, me sinto como se pudesse dominar o mundo e dá-lo de presente a quem eu mais gosto neste momento, a minha bravura e extensão da compreensão do real é algo assim muito 
característico, algo impossível de se descrever.
Mas há um lado, em você, que eu nunca conheci, nunca soube. Todas as coisas que você disse nunca foram verdade, nunca foram verdade, há confusão demais para se tomar uma decisão como se tudo tivesse em jogo. E os jogos que você jogaria, você sempre ganharia, sempre ganharia. 
 Parei de chorar por uns picosegundos, e comecei a ver o mar que estava parado, mas continuava a vibrar, pois tudo o que é real tem sua energia movimentada o tempo todo. Comecei a lembrar de todas as nossas conversas que tivemos pela internet, pessoalmente e por telefone, todas as nossas piadas e situações cômicas, todas as nossas viagens que não tivemos, nossas possíveis brigas infinitas de diferenças e todas as vezes que fizemos as pazes, e vamos combinar como somos bons na intimidade imaginada (:$), todas as nossas aventuras sexuais dariam um bom livro (6).
 Me levantei em conformismo por mim mesmo e olhei pro céu, odiei aquele momento por toda minha alma. Voltei  onde tinha deixado toda a realidade paralisada. Mas antes de tudo eu ateei fogo à chuva, e fiquei vendo ela cair enquanto eu tocava seu rosto. Quando ela me queimou, bem, eu chorei, porque eu a ouvi gritando seu nome, seu nome! Me senti perdido em meio às chamas e quando ela caiu, algo morreu.
Porque eu sabia que era a última vez, a última vez!
Volto a realidade.
[continua]

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Paixão Frívola

 A paixão frívola é aquela que acontece como qualquer paixão, mas por algum motivo o catalisador da alegria é difundido em questionamentos, grosserias e apatia. É neste momento em que vemos muitos dos sub sentidos da amargura, tais como rudez, a inquietação e a insegurança.

 Os picos de alegria e devaneios são intermináveis, principalmente quando não há segurança nas relações ou pontos sem nós. É incrível como uma tarde maravilhosa pode se transformar no pior dia da sua vida [exagerando ao máximo aqui].

 É fato que todo sentimento que agasalha a frivolidade esconde algo de muito precioso, essa armadura que distancia a realidade do íntimo atua de forma bem concreta. Só quem está disposto a enfrentar essa capa com cara de poucos amigos, é quem realmente sabe do que estou falando. A acidez de palavras e pensamentos é algo inimaginável, como se estivesse de ressaca ou stress latente, tudo é um ponto para explodir.

 O que eu acho mais engraçado é que tipo, quando me deparo que eu sou o agente ativo dessa situação, o meu amor frívolo é algo totalmente apático, tão frio e insensível que é considerado um chefão de nível 100. Se eu não me conhecesse tão bem, poderia realmente achar que nunca veria meus sentimentos tão abertamente como vejo hoje. Saber até onde é a linha da realidade, razão e emoção, conta muito nesses momentos, e talvez só assim é que nós mesmos possamos deixar a frivolidade de lado e seguir com o sentimento real.

 É complexo, complicado, difuso e incostante... mas tudo é um jogo de ação e reação, onde a cada bola lançada é um novo lance, cabe a você saber se vai chutar, cabecear ou deixar bater na trave.

A paixão frívola não é ruim, ruim é você não ter controle sobre esta. Ruim é não se dar a oportunidade de se conhecer e saber o que realmente é frívolo e mágoa, e tentar trabalhar os dois separadamente. Sou um apaixonado frívolo, não nego, mas sei até onde eu posso ir com isso sem magoar as pessoas.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

(L)


 Me mandaram um hotmail ontem, perguntando se eu estava apaixonado, pois há muita "emoção" em umas postagens anteriores. Só pra esclarecer, decidi postar sobre minha parte congelada [amor e romantismo] pois tive uma grande, mas grande mesmo, inspiração e apoio. Ahhh, então quer dizer que é verdade?!
Então Bial, não posso dizer nem que sim, nem que não. Não por querer esconder alguma coisa, mas por não saber exatamente onde eu estou. (Ótimo, não entendi nada, Fireman sempre é complexo  u.u')
 Na trama dessa história escondem vários personagem íntimos, mas o foco central não são os personagens mas sim a verdadeira matrona de tudo. A romanticidade. Que como eu gosto de chamar de romanticídio (romantismo melancólico).

De certo modo, meu Eu poeta que é ligado extremamente aos fatos e obstáculos do coração, se vê cada vez mais ativo, de todas as formas possíveis. Espero apenas ter a oportunidade de re-acender este meu mínimo prazer e ele continuar vigorando.
É interessante quantas pessoas se pegam com o olhar de bobo só porque está apaixonado, são pessoas comuns, pessoas com instinto literário vêem poemas e poesias a cada passo que dá, não precisando morrer de amor para sentir esse detalhe romântico. O interessante também, é o quão as pessoas se identificam com algumas citações e situações a qual recorro para contar uns fatos da minha simples vida. Parece que vivemos um novela que é particularmente igual, mas com pontos e personagens diferentes, mas no fim tudo dá na mesma.

O amor ou a paixão são causas irracionais. Quem diz que faz as coisas pela razão é mentira. Quando os sintomas desses dois parasitas começam a atacar, é quase avassalador. Todo o universo se torna possível, e cada centímetro longe da pessoa amada se torna quilômetros de saudades. Ainda bem que a tecnologia ajuda na boa parte da saudade, temos então o celular ou telefone convencional, a internet (msn/orkut/facebook/twitter) e as velhas cartas de amor (que eu #dousupervalor).

Não se compara conversar olho no olho com uma vídeo chamada do msn, mas em tempos malucos onde não se tem tempo pra nada, é uma boa saída. Tal como ligar pra outra pessoa só pra ouvir a voz dela dizendo "Boa Noite" não se compara a ouvi-la sussurrando ao pé do ouvido. 

O físico pode não ter comparação, mas nem sempre é opção. Contentar com o que temos é o sacrifício maior para um relacionamento de agendas diferentes ou de vontades intrigantes. O que vale no fim é o quanto você se permite fazer, ou se permite sentir, para ficar com o seu amado. A máxima de "Dois só fazem quando os dois querem" se encaixa em todas as situações, e nesta, apenas o fato dos dois quererem se encontrar, tenho certeza que farão de um tudo para isso, criarão planos mirabolantes, sacrificarão noite com amigos, ou estes serão cúmplices, só para ter novamente um breve ou longo beijo de quem se ama.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Amores (Im)Perfeitos

 Amor é uma causa sem razão. O melhor é que a maioria das pessoas buscam a pessoal que elas acham ideal. Sabe qual é a lógica do meu ideal? Simples! Nem sempre o que você quer é o que você precisa, e vice-versa. Príncipe Encantado, só para Disney, bote os pés no chão Michele, veja que nem sempre temos aquilo que queremos, mas sim o que precisamos no momento. A imaginação do nosso ser pode traçar um perfil de pessoa que achamos ser a que mais combina conosco, embora creia que isso seja o melhor, não acho que sejam mais saudável. 

Já conheci casais que vivem anos casados e nenhum deles se combinam, só acharam uma forma de se auto completarem, o que em tese é o mais lógico de se fazer. Usar a racionalidade para unir forças e afeto, num sistema maluco que vivemos é, de certa forma, desafiador. Mas vamos abrir uma mega aspas aqui:

"Se não somos iguais fisicamente, mentalmente e espiritualmente... então qual o sentido de buscarmos alguém que nos propicie tudo o que queremos, como uma alma gêmea?"

Não é o quão seu par é igual à você que importa, mas quais as diferenças entre vocês se fazem completar. A diferença é o tempero do relacionamento, é o que nos torna único. Há de se observar que procurar uma pessoa totalmente nada haver não está neste texto, o que falo aqui é que temos semelhanças e diferenças. Pode ser que a diferença não funcione com você, pode ser que funcione comigo, mas como vivemos num mundo de possibilidades e que no coração não se manda, abro aqui a hipótese dos Antônimos Emocionais.

Cicatrizes


 Após tantas paixões e ilusões, ações e reações, afeto e desapego, nos deparamos com o grande potencial que nosso coração tem em se reconstituir. Óbvio que ele não fica 100% restaurado, mas aos poucos, com o passar do tempo, ele vai se reconstituindo e ficando mais vivo. 
 Vale salientar que por mais tempo que temos, ou amor pra compensar frustrações passadas, é possível ver as cicatrizes que nosso corpo carrega. Algumas dessas cicatrizes são bem notáveis, outras são tão mínimas que não passam de escoriações, que com um pouco de atenção e carinho, na medida certa, vai curando esses leves dissabores.

 Tendo em vista as novas possibilidades de amar, nosso coração pode reagir de forma diversa do esperado, por mais que ele esteja machucado, abatido, dilacerado ou até congelado, ele se mostra de forma verdadeira e intensa. Sério, por mais traumas que alguém possua, sempre a paixão aguda se manifesta, nem que seja por poucos segundos, e isso faz com que o maltrapilho coração pareça vestir uma roupagem de coragem totalmente nova.
 Sendo assim, quando encontrar alguém interessante que possa curar alguns feridas do coração, não o entregue de bandeja, lembre-se sempre: remédios demais causam outras doenças. 

Apenas o céu

Foto por @sanamaru O amargo remédio se espreme goela abaixo, a saliva seca e o gosto de rancor perdura por horas. Em vez de fazer dormir ele...