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domingo, 15 de janeiro de 2012

We Bought a Zoo (Compramos um zoológico)


Sinopse: Benjamin Mee (Matt Damon) é um homem que, ao lado de sua família, encontra uma bela casa no interior, mas é surpreendido ao descobrir que o lugar é um zoológico abandonado. Assim, ele aceita o desafio e compra a casa, na esperança de restaurar a antiga glória do local.

O filme baseado em uma história real apresenta Benjamin um pai solteiro que vive uma incrível história de superação. Após a morte da esposa Benjamin e seus filhos mudam-se para o interior da Califórnia para renovar e reinaugurar um zoológico em decadência. Sem nenhuma experiência prévia a família verá seus valores transformados pelo convívio com os animais do zoológico em uma experiência inebriante para toda família.


Filme espetacular que vi por um acaso. Queria muito vê-lo por se tratar de "baseado em uma história real" e outra é com animais. O filme é sensacional, bem bolado, bem apresentado, sem apelo, sem vazios e sem delongas.
 Segue rápido e tocante como realmente é a proposta do filme. Os diálogos são incríveis e dá pra ficar anotando tudo pra ser usado via twitter, ou para os mais sábios decoram para uma cena própria. Seguindo o embalo de clichês americanizados, este longa não nos dá nada além do que já sabemos, o cara na pior, com a família na pior, vai para um lugar pior e conseguer vencer na vida e junto se une a família. OK. Mas a forma que ele nos passa tudo isso é surpreendente, impossível não se envolver com os caricatos personagens que nos roubam risos e lágrimas sem qualquer esforço.
 A trilha sonora é super foda, nos faz arrepiar e choramingar muito em algumas cenas. Fora que as risadas vão soltas com coisas mínimas. O longa é simples. Por ser tão simples e virtuoso ele se glorifica com uma nota 10, pelo enredo, personagens, trilha, câmera e iluminação, sem falar no incrível roteiro.

 We Bought a Zoo é deveras intrigante na óptica psicológica, tem milhões de ensinamentos e reflexões. Um filme para se assistir várias vezes e ficar ali na estante para ser emprestado só por ser tão bom.

Nota 10.

P.S.: O filme é tão mais incrível no final, pessornalísticamente pelo ultimo diálogo, que me fez amar mais ainda. Amar sempre.

Immortals (Imortais)


O Rei Hipérion (Mickey Rourke) declarou guerra contra todo o mundo grego e, para reforçar seu exército, ele tentará libertar os Titãs presos por Zeus (Luke Evans) no Monte Tártato. A fim de detê-lo, Zeus escolhe Teseu (Henry Cavill), um mortal que, com a ajuda de uma bela sacerdotisa (Freida Pinto), comandará o exército grego nessa batalha épica. Os mesmos produtores de 300 trazem, agora em 3D, uma nova grande aventura mitológica grega.

 O longa é longo, e por vezes muito maçante. Desculpem os tarados de plantão e as donzelas, mas este filme não tem 300 homens com corpos de perder o fôlego, tampouco cenas de sexo avassaladoras.
 É interessante, tem uma boa proposta, mas infelizmente não me encheu os olhos. O sistema 3d eu ainda tento encontrá-lo. Não esperei coisas saltando aos olhos, nem profundidade estilo Avatar. Mas, sinceramente, poderia ter sido em 2D de boa.
 A história é até agradável, tal como as cenas de ação, mas eles apelam forte no quesito sangue e porrada sem qualquer timidez e isso é muito bom, as cenas de lutas foram bem construídas e principalmente os efeitos dos Deuses. 
 Não espere achados históricos ou paralelos de animes zodiacais, o longa é uma história contada pelos fortes, e assim como os contos, todos os detalhes do filme são interessantes, desde a cenografia física quanto a computadorizada, as vestes e utensílios são variados e acompanham o ritmo marrom do filme.
 Problema é quando se tem lutas demais e o ápice do filme vai pro ralo por não ter onde se agarrar, não souberam decidir entra a luta final ou o drama final. E o que era para ser A CENA ficou sendo o "Sério que é isso?".

Nota: 8,0

Dream House (A casa dos sonhos)


Will Atenton (Daniel Craig) é um editor de livros que deixa Nova York e se muda com sua esposa (Rachel Weisz) e suas duas filhas para uma cidadezinha exótica. A nova casa dos sonhos dessa família já foi cenário para um assassinato cruel: uma mulher e seus filhos, e o principal suspeito é o pai daquelas crianças, único sobrevivente do crime. Will, então, começa a investigar o caso e conta com a ajuda da vizinha Ann (Naomi Watts). Em meio as descobertas, Will percebe que este não é o único caso aterrorizante daquela casa. Outros que passaram por ali tiveram suas vidas drásticamente mudadas.

Ok, a sinopse atrai, o merchã atrai, mas não dei crédito à eles depois que vi o filme.

O filme é I-N-C-R-Í-V-E-L-!

 Não se engane se a premissa não foi tão esperada, o filme que vos trago como um filme nota 9,5 é de total valor no quesito suspense. Não, ele não é apelador, muito pelo contrário.
 Dream House fora um longa que fui sem nenhuma pretensão, pois na mesma corda havia outros muito bons e com ótimas críticas, mas depois de ver o filme dos tubarões do lago, qualquer coisa estava valendo.
 A trama se vai ao longo do filme explodindo nossas cabeças várias vezes e o que era pra ser um suspense transforma-se absolutamente em um mistério super Ó MEU DEUS! Pois a cada passo que o James Old Bond dá, ele se perde mais ainda naquilo que seria a trama principal.
 A história não é confusa, há cenas de sustinho, depois de mistério, depois de ação e depois um dramazinho, no fim já não se sabe o que estávamos vendo, mas saímos da sala de cinema com a cabeça explodida pela trama e os efeitos muito bem encaixados.
 Não é um filme tipo Inception, mas garanto que é uma ótima pedida pra quem gosta de se surpreender com o cinema. Sem monstros, bichos, sangue, o velho suspense está bem marcante neste longa.

Nota: 9,5

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Shark Night 3D (Terror na Água 3D)


 Nunca vi um filme de Animais Mortíferos tão ruim na minha vida! Vai ser ruim assim na puta-que-o-pariu!

Vamos para o resumo do filme:

Um fim de semana na casa do lago se transforma em pesadelo para sete jovens turistas, quando eles começam a sofrer ataques de uma terrível criatura. Ao chegarem de barco à casa de sua família às margens do lago Louisiana, Sara (Sara Paxton) e seus amigos logo vestem seus trajes de banho para um fim de semana de diversão sob o sol. Mas, quando o jogador de futebol americano Malik (Sinqua Walls) sai cambaleando da água salgada do lago com o braço arrancado, o humor do grupo subitamente desaparece.

Então, a Disney caga lindo aqui. Me desculpe a expressão, mas não há como dizer que esse filme não é uma cagada... e em 3d!

Não tem nudez? Não tem sexo? Não tem pedaços humanos voando? Não tem sangria?
Mas o que diabos tem esse filme?

Resposta rápida: Corpos bonitinhos e muita água.

Quero dizer, corpos malhados, porém não pelados, tampouco semi nús. O que eu diria que o Trash está caindo em decadencia. Fora isso os animatrons Tubarísticos são fiéis, dão um jogo bem bolado de "olha o tubarão!"... "olha o tubarão lá de novo!"... "Ah, come logo essa vadia!". Vendo por esse logo, até os Tutubas deixarão a desejar. Mas também, são 46 tubarões de espécies diferentes, em um lago gigantesco do tamanho do Brasil, e um lago salgado, onde uma garota tem uma casa no meio do nada, sem comunicação com o mundo. Tudo muito natural.

Nada de 3D, sem sangue jorrando, sem pânico, sem terror.

Nota: 1

Trespass (Reféns)


 Trespass - Verbo: Trespassar; Atravessar; Violar; Transgredir.

 Embora não tivesse conexão lógica a priori, Reféns foi título bem colocado ao longa que mostra exatamente isso.

 Vamos as notas gerais que se lê por aí:

Kyle (Nicolas Cage) e Sarah (Nicole Kidman) vivem em uma elegante e segura casa com todos os confortos modernos. Sua única filha, Avery (Liana Liberato) é uma adolescente linda mas ainda muito rebelde. Tudo está bem até o momento em que a casa é invadida por criminosos e a família é feita refém. Agora todos os segredos da família deverão ser revelados na luta contra os invasores.

Ok, até aí tudo bem. Mais um filme massante com reviravoltas estilo filmes de suspense quesito sequestro. Antes fosse.O desenrolar do filme é todo em jogos psicológicos, flashbacks da vida de cada personagem, intrigas e risadas dos aspectos singulares dos personagens.

Apenas dois erros vistos de primeira: O celular que o bandido usa pra ligar para Sarah é o celular do Kyle, mas o bandido pisou nele e em nenhum momento se abaixou para pegá-lo. (Pelo menos eu não notei nada neste sentido). Outro ponto foi o Porshe não ter air-bag, e logo após a batida a Avery sai como se nada tivesse acontecido.

 O grande trunfo do filme não é ver os bandidos matarem os moradores, não é ver os moradores reagindo de formas diversas contra cada um dos bandidos. O grande-super-master-giga-boga-Trunfo é a história do bandido que é interpretado pelo Cam Gigandet.
 A atuação plástica de Nicolas e Nicole são um tabu. Uma hora eles convencem e em outras a gente vê os mesmos personagens e sonoridades de sempre. De qualquer modo, o conjunto de ações e reações são ponderantes, tornando válido todas as cenas e impressões nelas depositadas.

Ah, e pra quem não lembra do Cam em filmes tipo Crepúsculo e Burlesque, aí vai uma fotinha dele:


Em nota, avalio com um 7,5.


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Eu Não Quero Voltar Sozinho




Vamos do começo: o curta-metragem "Eu Não Quero Voltar Sozinho", dirigido pelo cineasta paulistano Daniel Ribeiro, é um filme de rara delicadeza, extremamente sensível, realizado com competência técnica e cuidado artístico inquestionáveis.

Desde 2010, o filme vem sendo exibido e fartamente premiado em festivais e mostras de cinema no Brasil e no exterior. O curta conta a história de Léo, um menino de 15 anos, cego, que se apaixona por um colega de classe.Como prova de sua qualidade e de seu cuidado ao lidar com dois temas ainda tabu - homossexualidade na adolescência e deficiência visual -, o filme foi incluído no programa Cine Educação, em parceria com a Mostra Latino-Americana de Cinema e Direitos Humanos.

Eu, sinceramente, achei fantástico! O curta se desenvolve num clima tranquilo, parecendo mesmo um longa. É simples e objetivo. Lembra uns filmes nacionais lançados recentemente com essa temática simplista estudantil e conflitos reais, não tem palavrões nem tiroteios... Creio que só o povo alternativo/Cult é que pode, eu disse PODE, admirar esse tipo de filmagem.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

De Pernas Pro Ar

Pra variar o cinema brasileiro nos mostra neste verão uma comédia de cunho sexual, sexual mesmo. A temática deste filme não é nada mais que uma empreendedora de um sex shop.
Como um filme tradicional de humor, temos a história desnecessária e os risos marcados por cenas improváveis. Quando é pra rir nós rimos, quando não é pra rir você finge que tá curtindo a história.
Sendo assim, o apelo as gargalhadas são enormes. Porém quem acompanha o universo do cinema percebe que a maior parte das piadas e trocadilhos são clichês, mas isso não deixa as coisas menos engraçadas.
Uma boa aposta de 100 minutos de pura diversão, De Pernas Pro Ar define que mesmo um filme sobre sexo, não precisa apelar para o vocabulário brasileiro. Os palavrões.
Acredita que o filme se passa de forma tímida, como se realmente fosse um ato sexual. Com direito a preliminares, atos bruscos e orgasmos. Isso fluindo de uma forma que não percebemos ao assistir, o tempo neste longa passa, que nós nem sentimos. O pior é que vemos coisas nele, tão fatídica que isso apimenta mais ainda o filme.

Nota: 7,0

domingo, 9 de janeiro de 2011

Enrolados

Essa cativante história que nós conhecemos fora re-inventada, nosso príncipe é um bandido ao estilo Robin Hood, só que metido a gostoso e "esperto" demais, o que deixou a igenua Rapunzel meio que encantada.
A bruxa do filme é uma verdadeira "filha da puta", é incrível como a Paola Bratcho é encarnada nesta personagem.
Note que a princesa da torre é meio bipolar, o que traz muita gargalhada no filme. Personagens carismáticos como seu fiel amigo Camaleão torna o filme simples e tradicional, já outros são muito mais do que esperamos como o Cavalo do rei, que na verdade é um Cãovalo.
A história tradicional é dotada de fatos mágicos e aqui é dito o porquê da princesa ser aprisionada e sua fuga. Como costumeiro nos filmes da Disney, chorar nesse filme é muito fácil, assim como foi em Toy Story 3.
Uma história simples, cheia de cor e humor é uma boa pedida para todas as idades. Com amigos ou sozinho, é possível se deparar com animações sensacionais com poucos recursos. Afinal um desenho com olhos grandes e com atitudes firmes também é meigo e singelo.
As músicas são ótimas e fácil de pegar, todas as canções são estratégicas e não-massantes.

Nota: 9,5

Tron: Legacy

A aposta de 3D não me atraiu, assim fui logo assistir ele em 2D mesmo.

Não me decepcionei.

Creio que o 3D seria mais dimensional que efeito matrix [matrix = coisas vindo na nossa direção]. Ao contrário do que esperava, Tron se desenvolveu de uma forma ansiosa e rica em detalhes.
A história que é clichê, deu pra se engolida com muito efeito especial. Percebi que o Clu era CG no fim do filme, a maior parte do sistema lembra fielmente o do Tron de 1900 e 8 bits. Os jogos tão esperados deram um show de expectativas.
Sabendo que o mocinho errante não iria morrer nem tão cedo, mas mesmo assim dá pra ficar instigado no jogo do disco e no jogo da moto, que fora incrivelmente recriado. Pra mim a melhor seqüência do filme.
A trilha sonora tornava tudo sombrio e jogável, era incrível se deparar com sons que disparavam as pupilas para aquelas luzes e sobras na grande briga. Creio que assistiriam novamente fácil fácil. Um filme que aprovo. Quem gosta de boa continuação, curiosidade de cenas, velocidade e mulheres bonitas vai adorar esse filme.
Ah! E quem espera ver o antigo Tron [personagem do 1] não se enganem, ele não aparece, é só um figurante de merda que tem uma fala no fim do filme. Esperava mais dele ¬¬'

Nota:8,0

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Nosso Lar

Um dos livros mais deliciosos de se ler é a obra de Chico Xavier, por pensamentos de André Luiz, titulada de NOSSO LAR. Sendo um resumido de pós-vida deste mentor que encanta todos os dias com seus ensinamentos incríveis. De uma linguagem simples e inspiradora, nos transportamos através de um muro fantástico que ensinamentos espíritas e/ou cristãos.
No caso do grande filme aclamado pelo público tenho poucos comentários. Primeiramente um saudoso parabéns por um longa fantástico, bonito para o deleite dos leitores e religiosos, porém um fracasso de expectativa. Explicando sem delongas, este fracasso fora tão objetivo quanto carente, a atuação do André Luiz, não sei ao certo se é apenas minha opinião, acredito que Ashton Kutcher consegue ser mais expressivo do que nosso protagonista.
De cara observamos que a estrutura especial usada nessa metragem fora bem intuitiva, a imaginação consegue se apegar fácil a todo aquele sistema de brilho e espaçosidade que fora passado pela cidade Nosso Lar, e todas as aparições do universo, umbral e a Terra.
Não creio que seja um filme que se deva assistir muita vezes, como fazemos ao ler o livro tantas vezes. Mas para um produção "brasileira", um filme 100% brazuca com cara de americano tá valendo! Será que se mudarmos o idioma o gringo percebe?

Nota: 7,5

Apenas o céu

Foto por @sanamaru O amargo remédio se espreme goela abaixo, a saliva seca e o gosto de rancor perdura por horas. Em vez de fazer dormir ele...