Eu gosto é de pornô!



E, embora não fosse sobre ela, mas veio a calhar com perfeição. Mudando o título por diversas vezes, me peguei com este que me foi dado de maneira sincera. Não contemplando o vulgar, mas a singularidade de interesses, o elogio conjecturava a plataforma de inércia e efetividade ocultista. Ela, com seus ossudos e compridos dedos de estalactite brilhante, expôs, de causa, aquilo que retrucou de início. Passando de um para o outro, como um cigarro de torpor, ficamos a divagar e discutir aos contentos do acaso. Se isto fosse um conto jornalístico, seria aqui lido seu depoimento "Não quero ir porque não quero ir". E essa é a maneira da inquietude de permanecer. Ela apenas não foi para onde deveria, para o que veio pronta, e não houve culpa ou remorso. Ela usou da absorção cósmica para aceitar que ela tem o controle das escolhas. Talvez, você esteja no mesmo ponto que eu, quando ela veio dizer que a tristeza era algo ruim, e sua transmissão poderia ser corrosivamente destrutiva. Não sabe ela que o pior é falar das coisas sem saber dos motivos, ela esqueceu que as pessoas sentem como se houvesse uma sinfonia por trás, e cada instrumento soa conforme sua audição. Ela nem sonha que no espaço não existem sentimentos, de que os trabalhos sempre irão nos carregar contracorrente e que seu cabelo só fica bonito quando ela se distrai. Ela nunca vai saber. Porque é assim que as coisas são, um fluxo de acontecimentos que são notados por raros e que, muito provavelmente, iremos guardar aquilo que nos foge do casual. 
É tão fácil ler esse tipo de pessoa. Este que abre os braços para sentir o calor do sol quando com frio. Há um cheiro de circunstância frágil, mas com notas de honestidade que contorna seu movimento. Vai ver, seja um perigo, ter tendências ao retrospecto nos causa desconforto quando o acaso determina todo o caminhar. No fim do dia, o que a gente quer mesmo é apenas caminhar para conversar, ainda que sob a chuva que não passará, com cansaço de um dia moroso e de uma noite de insetos insistentes. "Você quer esperar?", e ela disse em resposta "Tá". Pequenos dizeres que contam quando somos sozinhos.  









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