segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Pensamento Suicida nº 54332



 Absurdo achar que tudo está bem só porque trago-lhe um sorriso estampado no rosto. Leviano os que acham que a tristeza não povoa os corações apaixonados, ao contrário, este lugar meio cheio e meio vazio é palco para difusões de muito conflito. Não preciso dizer que sou austero consigo, todos sabem quanto diferente é meu ser pessoal. Quem sabe seja esse o problema, ser diferente demais.
 Enquanto alguns brincam com minha loucura interessante que se expressa em palavras e imaginação de momentos, outros acham que isso é um forte indíssio de que não se vale a pena o convívio, o que se demonstra indiferente ao intelecto torna-se ávido em físico olhar de poucos amigos, para comigo.
 Reclamo de todo punho em mérito de outrem, não obstando qualquer significado ou logarítico contraproducente proprietário de um quadro qualquer de índole perversa de um surreal pensamento quase que voluntário. Vomitar informações confusas não melhora em nada os passos de intocado conhecimento ou tipo de expertise que vos trago diligente cotidiano.

 Gostaria parar de pensar.
 Pausa.
 Apagão.
 Transe.
 Vazio.
 Vazio.
 Puro Vazio.
 Nada.

 Cada conjutura oferecida em avanço do desconhecido e entranhado mundo amoroso, pego-me em quimera entre medos e anceios funestos. Esse é o problema, nada é perfecto. O enigma de totalidade ou em sua proporção final é justo o convexo temperamento da voz do poema. Mestria que só o calabouço de ideias poderia conferir em desprendimento de agonia sentimental. Arranhando garganta em desespero, secando a boca em temor do amanhã. Não seria justo continuar com isso, acabará bem se tiver boas memórias... Bons momentos e maus momentos, sei lá.
 Inquietado comportamento terei por um tempo, tempo contínuo, de fantasmagórica presença que assolará sempre meus pensamentos e terei um pouco de certeza ao ouvir a resposta se me amas... perguntada religiosamente todos os dias... expresso ou impresso.
 Futurístico pensamento hoje é pretérico imperfeito, não consegui me enganar por tentar ser certo, simples e não menos importante encobrir as imperfeições. Será melhor fechar os olhos e desaparecer.


Adeus.

Sensação


  Repousei meus pensamentos em ti e tudo aconteceu.

O castanhar dos teus olhos me contagiava em alegria, entorpecido fiquei em demasia admirando teu senso. Teu rosto iluminava bem estar e estando bem fiquei. As luzes monocromáticas do sol lutavam por permanecer dentro do quarto que abrigava meu delírio, escorria cores e simbolos de todos os cantos, era infinitamente psicodélico e juvenil. Todos os sentidos eram latentes e auspiciosos, tudo era pura sensação.

 O macio dos lençóis arranhavam as cavidades dos quirodáctilos que desenhavam carinho em uma colcha que borrava em pinheiros cor de mostada. Os alpes creciam a cada badalar do coração que te observava em silêncio. O teu cheiro era incenso que transendia dos poros, impregnava minha roupa e tomava meu desejo. Tua respiração era tão complacente com os ouvidos dignos da tua voz, alguardando respostas claras de perguntas infundadas em mente. Não tinha pressa em correr ao degustar de tuas papilas que sempre me esperava por amilase de prazer, em um jogo de vinte e nove músculos de intenso agir físico aguardando o inesperado momento.

 Tua voz me trazia de volta à realidade, mesmo querendo ficar, suplicando por mais alguns momentos ineterruptos de prazer de imaginação própria. Queria ficar mais um pouco tendo você em plenitude e perfeição no meu universo particular, ainda que você me questione o que se passa no meu refúgio intelectual, sempre farei sinal de negação enquanto não tiver palavras para explicar o quanto é bom te ver assim... te ter de verdade... nem que seja por nanosegundos de transe pessoal.

domingo, 27 de novembro de 2011

Vento


Questiono os gestos mais simples,
Escrever este texto,
tentar dizer aquilo que foge às palavras e que, no entanto,
Precisa delas para existir com a forma de palavras.
Mas eu questiono,
Pergunto-me,
Será que são necessárias as palavras?
Eu sei que entendes o que não sei dizer.
Repito: eu sei que entendes o que não sei dizer.
Essa certeza é feita de vento.
Eu e tu somos esse vento.
Não apenas um pedaço do vento dentro do vento,
Somos o vento todo.
Escuta,
Ouve.
Amor.
Amor.

Coração em 5 Estágios


Em algum lugar do espaço adjunto da realidade, perambulando sem destino, percorre as teorias do coração. Pensei outrora em abandonar o romanticídio de fato, deparei com uma nova e espetacular problemática, a proposta e o interesse de cunho classificatório. Titubiando reflexõs íntimas, encontrei alguns passos ou estágios de controle ao tocante convívio ou relacionamentos. Dentre alguns aspéctos gerais e específicos, trago-vos alguns sentidos e explanações destacáveis.

1- A Atração


 Atração, tesão, vontade, desejo... tantos adjetivos derivando da corrupção mental luxuriosa de satisfação da carne. O primeiro estágio.
 Na fase inicial não se demonstra nada mais que o puro desejo de posse. Sendo o dolo a motivação principal, não há, assim, possibilidade de agir por puro instinto como desculpa unilateral ou bipartidária de qualquer ato voluntário e característico de descotnrole deste nível classificatório.
 TER é o verbo que se opera maciçamente. Não se avalia a evolução do afeto, a atração pode se tornar mais ávida e com o passar do tempo, tende-se ao desprendimento da própria vontade de possuir e extende-se ao inesperado cuidado ou vontade de cultivar.

2- Paixão


 Quando se fala em paixão, nos vem ao pensamento fortes imagens de carinho, companherismo, sexo... ou seja, todos os adjetivos de outrora.
 Paixão é o resumo do amor em ápice notório, com atitutes selvagens e às vezes grosseira que invade o hospedeiro e, em um curto período de tempo, o faz querer estar sempre junto. Ascende mais ainda o desejo, porém a visionariedade é incluída nesta fase. É a vontade do ontem com o querer de todos os dias. Alguns sintomas são notórios, a cegueira continuada pode trazer traços de surdes sobre os defeitos do apaixonante. Alguns amigos e parentes podem querer curá-lo, entretanto o vírus da paixão é possuidor de características multifacetadas que se arraigam em psicológico envoltório de bem-estar.
 Não há evidências concretas do período de duração da paixão, o que pode variar de caso para caso, porém a intensidade é sempre mais avassaladora. Não há controle de pausa, apenas de avanço. O que pode acorrer também a doação unilateral onde se pode sacrificar em benefício alheio e comensal. Cuidado!
CUIDAR é o verbo que reluta em obdecer o abstrato universo do coração. Fazendo muitas vezes sofrer após esses momentos de passionidade.

3- Gostar


 A aceitação é presente e diferente de todos os estágios anteriores, no Gostar você já conhece um pouco o seu par e com isso a insistencia em mudanças complica toda a situação. Período onde o vai-e-volta acontece, é briga, chateação, comparação, discussão e muitos outros "ãos". Vão surgir para que se adequem um ao outro ou mudem de par. Período de complexo sistema de interesses entre razão e emoção, não mais presente a cegueira, mas sim a inércia ou comodidade que impera em alguns casos podem afetar o desenpenho do relacionamento. Por a prova tudo o que sonhas e colocar na mesa todas as cartas de habilidades boas e ruins. Alguns utilizam deste momento para averiguar os Ex's em potencial perigosidade, pois como tudo pode ser rígido e maleável ao mesmo tempo, garantir que no campo paste apenas um cavalo é de bom grado.
 A insegurança bate forte nessa temporada e com todo o cuidado é necessário saber lidar com as diferenças de tipos e tamanhos de situações ruins, complicadas ou humilhantes. Além do que, nunca se sabe o que pode surgir em momentos de crise ou de pseudo bem estar.
 COMPREENSÃO é a palavra de ordem, pois só investe aquele que quer ter sempre, cuidar sempre e amar sempre. Nivelando todos os precedentes problemáticos se resolve um ou outro empecilho.


[construção]

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Estrada da Noite


 A cada entoada do vento que explodia em gotículas de sal, a cada iluminação alternada que cobria e descbria o cubículo de metal. Naquela noite eu sabia que tivera um sinal.
 Os segundos transcorriam em pensamentos bobos e continuando a observar os enúmeros reflexos de transposição do infinito, contei angularmente os traços longos e alvos da pista que seguia ritmada. Não sabia se era seguro refletir sobre qualquer sentimento naquele momento. Definitivamente não fora seguro, pois dei de cara com o explendor lunar que nos encarava em palidez. O silêncio se fez presente e logo ficara ensurdecedor.
 Mergulhei em segundos no introspecto  inseguro de avaliação e estatísticas e, como tal, choquei me com a versassidade de sentimentos e reações que recebera logo antes. Minha mente se foi aos passos largos em busca do quebrante mar que ousava por esbranquecer em espumas as areias fofas da praia ao meu lado.
 Tentei fugir de você, mas você me prendeu. Não me deixou sair, fiquei e chorei por dentro.

 A felicidade me consumia novamente e ao querer transbordar em petálas oculares de puro sal, segurei o sentimento com toda força. O arrepio quebrou o silêncio catedrático, o silêncio fora invadido pelo cantarolar sublime da poesia que tu escutas agora, tal música me tomou a força toda atenção, o teu toque que percorreu minha face em movimentos característicos de doçura, fez pular de felicidade aquela lágrima que tentara forçar sua saída pelo simples pensamento.
 Após seu sinal físicode conforto, passei a divagar em mérito próprio. Mérito este que já não havia razão. Tudo era um flashback do ontem. A confiança depositada em si veio logo em seguida, ao conhecer e acompanhar todos os sentimentos que nos eram declarados aos ouvidos. O sorriso tomou conta ao ouvir a declaração infinita, uma poesia repetida 30 mil vezes.

 Mesmo estando com o escudo protetor, mesmo estando indiferente e quieto em comportamento. Me doei em braços e abraços por sentir confiança em ti, em mim, em nós. Senti-me amado por mais uma vez e entre afagos e carinho, conversamos. Confortavelmente chegamos so propósito comum.

Apenas o céu

Foto por @sanamaru O amargo remédio se espreme goela abaixo, a saliva seca e o gosto de rancor perdura por horas. Em vez de fazer dormir ele...