Equilíbrio


 A parte sensora do nosso corpo que comporta a responsabilidade do equilíbrio é o ouvido, especificamente o Labirinto, que mesmo possuindo este nome engraçado, tem uma das funções mais excepcionais e importantes do nosso ser. Não só ele quanto o conjunto dos olhos, o sistema vestibular do ouvido interno e os proprioceptores, isso no homem, lembrando que cada espécie possui sua própria característica de função de equilíbrio.

 Em versão mecânica ou postural temos o exemplo acima, mas acredite que há várias espécies de equilíbrio, variando de tipos e esferas aplicáveis, como o equilíbrio estático, equilíbrio gráfico, equilíbrio de poder, equilíbrio térmico... E por aí vai. Logo no meio externo percebemos que tudo é uma questão de igualizar os parâmetros para que um não seja mais excedente que outro, transformando em um tipo de manutenção que resulta, dependendo desse igualitário acesso, em provenientes fins.

 Na teoria de Piaget o desenvolvimento cognitivo do indivíduo ocorre através de constantes adaptações.

A adaptação possui dois componentes importantes: assimilação, e acomodação, o primeiro consiste na incorporação, pelo sujeito, de um elemento do mundo exterior às suas estruturas, age sobre ele aplicando experiências anteriores ou esquemas. No segundo, o sujeito se modifica a fim de se ajustar às diferenças impostas pelo meio. 

Ambos, assimilação e acomodação, são pontos de partida para restabelecer o equilíbrio saltando assim de um patamar inferior para outro superior. O patamar superior servirá de partida para novas assimilações. O equilíbrio consiste num estado de constantes trocas. O equilíbrio é possível porque as trocas entre sujeito e objeto garantem a conservação do sistema, e um é consequência do outro. O sujeito assimila características dos objetos, isto é, age sobre eles transformando-os em função dos esquemas de que dispõe. 

 Mas, nem sempre temos o equilíbrio necessário para continuar caminhando. Seja em ideias, projetos ou o andar propriamente dito. Passando para os traços merecedores de cautela, as emoções, o campo se abrange e se complica em tocantes e importantes casos de equilíbrio peculiar. Em sentindo individual, manter esse equilíbrio de emoção (sendo leviano a conjugação simplória de Felicidade X Tristeza), é uma tarefa árdua e dificultosa, mas não é impossível. Assim como manter um sorriso gelado no rosto para afastar possíveis indagações.

 Para quem guarda profundamente esse paradigma intelectual chamado emoção, tornar esse elemento racional é uma tarefa não possível para feito singular. Fazendo a aparência frágil tomar conta do autor desta avassaladora linha tênue entre razão e emoção, nos demais feitos corre em mente fechada todos os ventos que condizem o contraditório sistema de aceitação de tal possibilidade. O que em sentido extremo repercute na especulação que qualquer passo errado, ou fora da linha poderá, e será, integralmente responsável, pela voluptuária falha do autor.

E especular nunca é bom.


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