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Só mais cindo minutos

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Quando você estiver pronto, comece.
 É assim que as coisas são por enquanto. Um longo dia cheio de coisas que posso fazer sem prestar contas, sem pontuar o relógio, sem rezar por sorte, ou temer o inevitável. Os dias se passam engolidos por possibilidades, e destas já até risquei algumas impossíveis por então. É verdade que devemos nos pressionar para alcançarmos as metas que inventamos quando podamos o novo calendário, entretanto tem algumas coisas que devemos deixar para trás. Não por elas serem impossíveis ou desnecessárias, mas sim, porque temos que nos priorizar. Dar valor ao que realmente pode ser tentando, concluído. Dar esses passos de aceitação é algo perturbador, principalmente quando você chega ao ponto de dizer ao acordar: Hoje eu posso fazer qualquer coisa. E logo mais isso te dá uma descarga de dez mil volts amplificando cada sinapse real e imaginária. Você vê tudo o que pode e não pode realizar, pode ser preguiça, pode ser aventurança, pode ser paixão, pode ser comoção…

Mascavo

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O açúcar mascavo foi oferecido. Tomei outro gole do café amargo. Café. Depois de quase dois meses sem ingestão desse vício. Parece que as coisas vão se modelando ao original. Hoje, dia do amigo, avisado no fim da tarde, e logo mais saboreado por café e mais sobremesa. O alisado no cãozinho, que se treme, perdura por muito tempo. Ele, junto com outros dois, faz parte da família desses novos amigos. O carteado, o almoço aos domingos, as viagens ao exterior, os exercícios no lago, os jogos no clube... são atividades que são tratadas tão comumente, e agora em grupo, como dessas famílias de grande número de membros que se juntam e passam o dia se atualizando, se firmando o pacto de sociedade escolhida por eles. A terra vermelha é a marca que trago consigo desde dezembro. Nos embalamos em contrapontos, aqui é assim e lá é diferente, o povo, a língua, as comidas e bebidas. Estou em alto mar, em volta tudo é uma imensidão de novo antigos, que se frisam e se fazem diferentes. Comigo vem aquela…

O gato curioso

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Observamos o andar das coisas. Foram alguns comentários sobre ser e fazer que acabou desmerecendo minha atenção. Claro, isso soaria soberbo se não fosse o fato, ou melhor a ação fatal, que culminava em derradeiro desmerecer. Quando você começa a trabalhar numa coisa, dizendo que é apenas para hobby ou passar tempo, você não fica guerreando para que todas as pessoas te aprovem. Você só faz. Porque quando se busca aplausos, você que ter a noção que você está trazendo ao mundo, não textos poéticos, fotos abstratas ou músicas sensacionais, não não. Você carrega uma coisa chamada carência. Se torna um marketing forçado ocultado por bons dizeres que até poderiam ter certo sabor, mas pecam quando terminam em "favorita aqui" ou "leia por favor".
 De certo que, às vezes, você até possa fazer algo com intenção de público, mas deixe claro. Ou correrá o risco de ficar marcado como pseudo artista mercenário, que apenas luta pra ter atenção e ser aclamado por pseudo fãs. Acredit…

Solitária

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Era uma tarde como outra qualquer quando terminei de fazer as malas. Tive ajuda até o ultimo minuto. Tiramos fotos para guardar na memória aquele dia em que parti. Aquele dia que eu finalmente segui em frente, segui para onde todos diziam que era o meu lugar. Acenei em despedida para três mulheres: minha Mãe que sente minha falta até agora, a todo momento, como se nunca mais fosse me ver em vida; Ela, que sempre fez tanta coisa, representando a minha vida comum, os meus amigos, de ontem e de hoje, aqueles que passaram por mim e já não se lembram, aqueles também que me desejaram boa sorte nesse novo mundo; e também estava Aquela, que representa todos aqueles que tenho oportunidade de querer bem, de poder guiar e instruir para um futuro melhor. Elas três se despediram de mim de uma maneira um tanto brusca e ao mesmo tempo sutil. Parece que foi ontem que tudo isso aconteceu. Ouvi tanto pelo caminho, tirei fotos pelas estradas, troquei histórias, dinheiro, experiências e boa vibrações até…

Lâmina

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A carta que fechará o ciclo desde momento da vida está sendo revelada. Ela, XIII - A Morte. A morte não significa a morte. A representação é clara e objetiva, é o jogar fora tudo aquilo que te é inútil, é o fim de uma era e o início de outra. Lembre-se, você morre várias vezes durante toda a vida. Há ciclos que são bem expressivos, como a infância, a juventude, o se tornar adulto e o idoso. Quando a gente morre, crescemos de alguma maneira. E deixar para trás todo o apego como algumas pessoas, coisas e lugares é difícil. Mudar é muito difícil, sair da zona de conforto de uma maneira tão significante é como um rito de passagem. Terminar o ensino médio e começar uma faculdade é um ritual tradicional do início da vida adulta. Lembra da raspagem de cabeça ou sobrancelha? A morte acontece ali mesmo. Morre o estudante de ensino médio e começa o universitário, o jovem adulto. Nossa, e quantas cobranças, deveres e obrigações surgem ali, como um caminho sem volta. A cada dia tudo muda. A morte …

Pacífico

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Percebo estar acordado, revolto entre lençóis, noite adentro, lua entre frestas do telhado, frio de litoral, você deitado ao lado. Outro pesadelo. Meus ouvidos ao lado do teu ronronar, sinto o hálito quente escorregando pela nuca. Seu corpo quente esmagando o meu. Abraçados como em uma despedida de longa data, seus braços me abraçam, sua voz diz coisas sem sentido, e a noite se afunila mais uma vez. Um pesadelo que me acontece muitas vezes. Acordar e te sentir aqui tão perto. Me deixo ir ao contorno da lua vazante. Sei que a solidão de agora vai passar assim que acordar. Essa aflição que me persegue, como alguém que espera sentado no canto da calçada. É só um pesadelo. Já já irei acordar e ver que continuo sozinho, e isso me fará bem. Afinal de contas, pessoas difíceis vivem sozinhas. Lembro da lua de hoje, do céu de hoje, a lua enorme como o meu sonho, tão longe quanto o meu caminho e tão real quanto minha vontade de continuar. Talvez você não perceba mais a lua como outrora, nem des…

Ride

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I was in the winter of my life And the men I met along the road were my only summer At night I fell asleep with visions of myself dancing and laughing and crying with them Three years down the line of being on an endless world tour and my memories of them were the only things that sustained me And my only real happy times
I was a singer Not a very popular one I once had dreams of becoming a beautiful poet But upon an unfortunate series of events saw those dreams dashed and divided like a million stars in the night sky That I wished on over and over again, sparkling and broken But I didn’t really mind because I knew that it takes getting everything you ever wanted and then losing it to know what true freedom is
When the people I used to know found out what I had been doing how I had been living, they asked me why, but there’s no use in talking to people who have a home They have no idea what its like to seek safety in other people For home to be wherever you lie your head
I was always an unusual gir…