segunda-feira, 20 de abril de 2020

Convide


art by @thuta_vares


Se os artistas sempre preferiram fazer alusão ao impossível, agora mais que nunca. Em tempos de quarentena e isolamento social, a arte prevalece como constante companheira. É do ramo das ciências humanas que vem os atores, cantores, pintores e demais profissionais que reforçam que este seguimento é muito mais que apenas cultura, é a perpetuação das ações do mundo como um todo. 
Com o isolamento e alguns toques de recolher, o mundo se vê em consumo maciço de internete, tevê e música. Sim, se você ficar nos créditos ao final do filme ou da série, até mesmo um programa da tevê aberta, você verá as pessoas diretamente ligadas aquilo. 
Num program de tevê, como uma novela, por exemplo, você pode pensar apenas nos atores em sim, mas tem um corpo de direção, montagem, figurino, som, edição, executivos que arrecadam dinheiro pra produção e tantas outras coisas diretamente ligadas. Ou seja, mesmo que seja uma série de tevê que uma pessoa fica em monologo suspendendo 30 minutos por episódio, inda assim você terá pelo menos umas cinquenta pessoas por trás. No youtube não seria diferente. Existem canais e canais com o mais diverso conteúdo divulgado para o mundo todo e equipes que só trabalham com os bastidores do processo.
As ciências humanas são inúteis ao ponto de: se não existissem, você não teria seu programa favorito, sua saga seja ela Harry Potter, Game of Thrones, Senhor dos Anéis ou mesmo o entre Star Wars e Star Trek não existiriam. Atente que falo de modo amplo e contundente que a ciência humana, quando vazada na arte te devora o tempo inteiro e você finge que ela não é importante e deixa os outros quererem aboli-las sem pensar.
Em pesquisa de simples conceito a famosa página wiki nos trás uma dicotomia entre ciências humanas e ciências sociais, mostrando o que é social (como psicologia e sociologia) e o que é humano (como letras e filosofia). O mais interessante é que o ensino de filosofia, história, dança, música e afins são alvos da extrema direita nacional. A história como ciência fica entre as duas e cada nacionalidade vai defini-la a seu critério. 
De acordo com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, ou para os íntimos apenas CAPES, as ciências humanas englobam as seguintes linhas de conhecimento:

1) Filosofia;
2) Sociologia;
3) Antropologia;
4) Arqueologia;
5) História;
6) Geografia;
7) Psicologia;
8) Educação;
9) Ciência Política;
10) Teologia.

Dentro destes dez itens existem inúmeros subitens que encaminhas as linhas das ciências de cordo com sua própria estrutura metodológica científica. Mas o que isso quer dizer? É simples: se a CAPES, a responsável pela estrutura da árvore do conhecimento, fizer a exclusão da essencialidade das ciências humanas dos currículos pedagógicos, tudo vira um caos. A ciência humana em conceito não tem arte, não tem dança, canto ou teatro. Se retirar das universidades a Educação, por exemplo, acabam os cursos de licenciatura e a própria pedagogia por não terem mais uma estrutura que fundamentem as teorias e práticas do ensino-aprendizagem. Como formar professores sem esse galho da árvore? Outra coisa, retirar Filosofia e Sociologia não farão as pessoas parar o pensamento, o questionamento, as revoltas, manifestações e inquietudes que são, sabidamente, intrínsecas ao ser humano.


Falar que a extrema direita está errada ao pedir extinção das Ciências Humanas é certo para você?
Você consegue imaginar um mundo sem esses 10 itens sendo ensinados e estudados? 
Em tempos de pandemia e isolamento social tudo pode ser gatilho. Pandemia e isolamento social é fato novo, não se engane. Assisto com muito medo todas as manifestações que o movimento autoritário faz: movimentos contra democracia, gritos contra cultura, banalização do conhecimento científico e todo dia é uma blasfêmia histórica e social diferente. 
Toda essa raiva vem da falta de poder absoluto, toda essa raiva não é nova, toda essa raiva não vai passar assim do nada. A luta contra a ignorância é vital, é através do diálogo ou da porrada. Cada época tem sua arma.
Dizem que quanto mais evoluída a civilização, menos violência. Em que tipo de civilização você está?
Aproveito esta ultima para te dizer que o processo reflexivo é inquietante e divertido. Te mostro que essas questões promovem sabedoria. Vem comigo?



domingo, 12 de abril de 2020

Midnight dinner


art by @pigeoncindy_

A imagem da cidade toma conta do cenário. O caminho é nítido pela cidade noturna. A trilha que acompanha não te energiza. Ela te diminui e te comprime ao máximo que dá. Assim, você cabe no teu próprio vazio, um bolso te molda e você segue pela avenida movimentada. Há tanta gente na rua, as luzes fortes dos letreiros nos cegam por reflexo. 
A faixa de pedestres é inundada pelo cardume de gente. Indo e vindo eles vão, eles vêm. A trilha não aprimora a leveza, ela sutilmente te deixa entorpecido e se deseja triste. A tristeza consiste numa tendência quase que automática. A noite é solitária, as pessoas não se completam mais, elas apenas se conectam. A tristeza que vos falo não é deprimente, enfadonha ou lacrimeja uma nota sequer. A tristeza que acalenta é aquela soturna, esta que nos acolhe antes de cair no sono. 
Chamo de tristeza porque é o mais próximo do conceito, poderia ser uma melancolia serena, uma solicitude sagaz, ou alguma dessas combinações não tradicionais.
Como algo que me afetou tão profundamente poderia ser tão fungível naquela hora. E foi isso que pensei ao sobrevoar as ruas de Tokyo. Respiro fundo e a cicatriz não tem marca, sobrou dela um nome que desejei guardar por mágoa. Mágoa esta que cultivo em troca de um livro insistente.
A minha coleção foi tomada para si com bravura e boca cheia. As palavras fartas e incisivas me cortaram o ultimo fio de relação que outrora havia. Era derradeiro o fim já sabido, e prontamente protelei para que não fosse real, mas é. 
A realidade, assim como a verdade, pode tardar a te jorrar os olhos, mas uma hora ou outra te trará lágrimas e ranger de dentes. E pedindo meu jantar da meia-noite me peguei contando meus botões, buscando prazer em memórias que justifiquem um mero sorriso. Não encontro prazer nessas memórias que queimam ardentemente ao som de uma verdade irreal. Uma certeza tão podre e fulgural que rompe qualquer sensação boa que tento fisgar do passado. 
Tokyo me traz essa tristeza pelas ruas, ao ver vitrines com coleções de coisas, tantas coisas. Coisas tantas que nem saberia por onde te falar. Acontece tanta coisa por aqui, queria te contar tudo a toda hora. Vejo as luzes da cidade, os semáforos, ouço as conversas vazadas e os sons das emoções. Nada disso vai ser levado adiante e, como um tesouro só meu, enterro nos travesseiros todas as noites. Deixei em caixas todo meu acervo passado, a que chamei tolamente de tesouro e, como piratas, elas  me conquistaram, me amarraram em promessas, cavaram no tempo e enterraram o meu sonho. No mapa existem vários xis marcando a localização não-precisa: as águas são bem-vindas, o tempo é tentador... bem, umas coisa que aprendi aqui em Shinjuku é que uma hora as coisas vão deixar de te fazer mal e fluirá em calor confortante. Meu jantar está pronto, itadakimasu, comerei vendo mestre satisfeito com minha presença, talvez ele queira saber que meu dia foi bom, inda que meu aspecto seja cabisbaixo. 
Só mais uma refeição delicada que me faz pensar nas coisas. Pensar no que realmente vale a pena. Provavelmente, tudo o que deixei para trás não signifique tanto assim. Afinal de contas, eu só sou uma conexão, um ícone que em alguns cenário vai te lembrar de épocas passadas. Ao sumir do virtual nada me sobrará e você terá apenas a promessa moribunda que nunca passou de palavras ao vento. E carregado por eles irei mais uma vez, sair pela cidade ao som de uma morna sensação de dever cumprido.  Jaa, mata ne!


segunda-feira, 9 de março de 2020

Pequenas Grandes Conquistas

Arte de Yaoyao Ma Van As

A pergunta era simples: Qual a grande conquista que você só conseguiu quando adulto? As pessoas respondiam coisas diferentes umas das outras. Algumas sobre materialidade como ter um carro ou viagem feita para Europa, outras sobre coisas mais simples como ter um pet, um jantar num lugar desejado e seguia o fio. Para mim, uma coisa que eu só vim conquistar na vida adulta foi algo perturbador. Eu sempre tive um desejo peculiar de poder dormir vendo o céu. Sei que para sua realidade isso seja algo um tanto idiota, mas para minha infância e adolescência, tudo o que eu fazia era imaginar a imensidão sideral. Podia desmanchar o teto rapidamente, imaginar as constelações, alguma nuvens aqui e ali, raios e trovões.
Ver o céu ao dormir e ao acordar era um privilégio tão simples. E eu não tinha. A casa que habitei por décadas tinha muros altos e janelas para o concreto. Ver o céu era uma atividade não-permitida. Quando criança, para não ficar doente no sereno, o quintal que era o lar das minhas atividades solitárias não era permitido ficar depois das dez da noite. Trancas e cadeados nos segurava com precisão. Quando adolescente, o quintal fora engolido por uma reforma tão esperançosa que, por um momento, acreditei que fosse findar em algo tão esperado: um quarto só meu, sem precisar disputar silêncio ou me preocupar com o sumiço das minhas coisas. Acabou que o meu espaço sideral sufocou-e em ripas de solidão. Para ter uma visão das nuvens, eu teria que pleitear entre vigas de concreto. Algo tão simples e tão profundo. Ter a capacidade de acordar vendo o céu claro, ou ver a chuva cair, ou ver os últimos raios de sol.   
Quando já adulto, ainda na transição entre jovem e não tanto, consegui morar num apartamento perfeito. Todos o cômodos tinham janelas que davam para o infinito. Eu amava ficar olhando pela janela, ver o sol do fim de tarde criando murais na parede, correr para fechar as janelas quando da chuva... amava poder ter esse privilégio tão tolo. Lembro das muitas vezes que sorri com aquilo, que chorei com aquilo, que me senti tão satisfeito em ter aquele momento de vislumbre. Fogos de artifício já riscaram os céus e eu pude ver, também vi pássaros voando, pipas planando, aviões fingindo não se importar. 
Hoje é noite de lua. Lembro dessa sensação de orgulho ao poder ver a lua de um lugar confortável, seja da sala, do quarto ou banheiro. A inquietação única e valente que se dá quando percebo que o céu está bem ali. A estrelas me acompanham até a ultima gota de prontidão, a árvore balança tentando me hipnotizar, e assim é meu dormir hoje. Ao acordar não é diferente. Os pássaros cantam e voam, vejo todos afoitos pelo novo dia, prevejo chuva pelo serrilhar das nuvens, elas marcham enquanto me acordo. Estou olhando para cima, é o esforço que faço para admirar meu quadro dos desejos.
Se eu puder continuar com essa possibilidade de ver o céu assim tão simples, farei sem duvidar. Admiramos a passagem da lua cheia em um conforto tão incrível, sem sereno, com um café quente e música calma. É essa minha conquista mais admirável que tenho hoje. Ver o céu através de uma janela, sonhar que tudo está bem ou está ficando, esquecer dos problemas ou dores e ser uma estrela na imensidão sideral.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Sessão Fechada

Arte do Pinterest, Cristi-B.

No Brasil as coisas são mais demoradas para acontecer, mas não quer dizer que não chegam, por isso, inclusive, é lar de uma grande e vasta coalizão de raças. Lembre da história da civilização: Muitos seres foram dizimados em suas terras, exilados e banidos por apenas existirem, outras vezes por serem tão nocivos à raça humana que a sua simples menção trazia choro aos que sobreviveram. Guerras aconteceram para acabar com a praga, ora real ora surreal, e justificativas foram dadas, era a fome, a sede, a terra, a fé, a raça, o petróleo... Cada momento um tema para jogar e gerar rios de dinheiro e sangue em nome de algo, em prol de alguém. A fé não estaria longe disso tudo. Se estabelecia em um movimento contra tudo aquilo que era inumano. A fé se tornou escudo e espada da humanidade. Cada povo com sua crença, cada indivíduo com sua própria história de sobrevivência. Quem tem o poder impõe sua vontade e, por gerações, a dominação é o ápice da vida. Dominar é sinônimo de existência. 
O ano é 2018, a tecnologia comum é ultrapassada a cada 60 dias, evoluindo de forma dinâmica e orgânica. Aqui o recorte será deveras específico, uma retrato íntegro de uma manipulação velada. Se reúnem a cada ciclo, de quatro em quatro anos, para escolherem o próximo representante do governo. Sempre escolhido por sorteio o local de encontro, o Elísium Metropolita em São Paulo D.C, sedia o evento deste Estado soberano. Em reunião solene, estão presentes os sete anciões desta terra, escolhidos cada qual pelo seu clã, em seu próprio sistema político. Os Sete permanecerão durante sete dias e sete noites, discutindo e debatendo sobre o próximo reinado. Sendo necessário cinquenta por cento dos votos mais um (50%+1). Sendo um número primo e ímpar, você pode achar que são votações difíceis, mas não são, das atas fixadas e mandadas para cada governador e príncipes para que sejam seguidas à risca, os votos são sempre 6 a favor e 1 contra. A visão quase unânime dos clãs vem seguindo as gerações. Muito peculiar contar que o voto contra sempre é do clã Malkavian? 
A sessão acontece em uma sala precisa, sem iluminação, sem tecnologia, à prova de som e de bala, com as paredes em concreto maciço, sete metros de concreto mais uma placa de titânio de 2 metros e outros sete metros de concreto. Visto pelo composição você percebe que é no subsolo, com escadas para encaminhar, velas para acender, e papel, tecido, e café. Como faziam os antigos nos jardins da babilônia, uma tradição trazida por um Toreador e mantida pela simplicidade e respeito histórico. 
A cada dia é rezada uma tradição da conduta da Camarilla, e a cada dia é tema explicatório dos motivos do representante ser aquele e não outrem. Um dia por vez, uma reza por noite. Assim é feito aqui, nas terras-brasilis. Até hoje. 



PRIMEIRA NOITE: A MÁSCARA

Não revelarás tua verdadeira natureza àqueles que não sejam do Sangue. Fazer isso, é renunciar aos teus direitos de Sangue.

SEGUNDA NOITE: O DOMÍNIO

Teu domínio é de tua inteira responsabilidade. Todos os outros devem-te respeito enquanto nele estiverem. Ninguém poderá desafiar tua palavra enquanto estiver em teu domínio.

TERCEIRA NOITE: A PROGÉNIE

Apenas com a permissão de teu ancião gerarás outro de tua raça. Se criares outro sem a permissão de teu ancião, tu e tua progénie serão sacrificados.

QUARTA NOITE: A RESPONSABILIDADE

Aqueles que criares serão tuas próprias crianças. Até que tua progénie seja liberada, tu os comandará em todas as coisas. Os pecados de teus tilhos recairão sobre ti.

QUINTA NOITE: A HOSPITALIDADE

Honrarás o domínio de teu próximo. Quando chegares a uma cidade estrangeira, tu te apresentarás perante aquele que a governa. Sem a palavra de aceitação, tu não és nada.

SEXTA NOITE: A DESTRUIÇÃO

Tu estás proibido de destruir outro de tua espécie. O direito de destruição pertence apenas ao teu ancião. Apenas os mais antigos dentre vós convocarão a Caçada de Sangue.


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Jobs

art by Beomjin Kim


Reabrir uma postagem que ficou seis anos pendente é um tanto desafiador. Não só por não saber ao certo o que eu queria tratar na época, mas também por querer tratar de tantas coisas ao mesmo tempo. Desde que olhei o título fiquei a pensar os motivos de chegar até aqui. Não sei se pelo ícone tecnológico, se era por coisas do trabalhos, para trabalho ou sobre qualquer trabalhos. Só tenho uma única certeza, Jobs (Trabalho em inglês) me traz uma imagem em mente: currículo.
Meu currículo é bem deprimente, principalmente quando você olha a idade, trazer um Balzac em papel simples e entregá-lo para que te vejam de uma forma a dizer "parece alguém que eu gostaria de trabalhar com" ou mesmo "é interessante para esta empresa"... deprimente. 
Lembro que em uma entrevista de estágio, já tomada como desclassificado por ser velho demais ao comparar os outros oito concorrentes de 18 anos, eu lembro que falei a máxima quando me perguntaram porque eu acreditava que estava apto aquela vaga: Bem... se me candidato acontece duas coisas, ou eu não tenho experiência para a vaga, pois só tenho a formação científica, daí sou desclassificado; ou eu tenho experiência demais por ter conhecimento científico e trinta anos. Ambos os modos não sou contratado, nem chamado para outras coisas. Vivo no limbo do mercado.
E, agora, parado na ciclovia arborizada vendo o sol se por por voltas das 20 horas, se escondendo atrás de um muro de prédios que não ter um mar por trás, agora mesmo me vejo no mesmo limbo. Não é que eu não queira fazer algo, só acredito que não há nada que eu possa fazer. Essa aceitação de não ser bom em nada é o que me faz continuar todos os dias. Ao sono me vem a suave voz que me diz aquilo que eu já sei, não sei fazer nada, e isso me acorda por vezes de madrugada, me acorda pelo dia, me acorda agora. 
Não basta você querer fazer algo porque é bom naquilo, ou deixar de fazer algo porque não tem a menor habilidade. Tudo é uma questão, quase que exclusivamente, de quanto você se acha bom naquilo. No quanto você acredita que é o teu papel. Existem inúmeros casos de pessoas que são achadas para glória, como o caso de Susan Boyle, e outras não tão televisivas como Maria da Silva. Ambas foram achadas quando suas tentativas de fazer aquilo que sempre quiseram deram a elas oportunidade de florescer no sonho. O melhor disso é ver ou saber suas atitudes quando na tentativa. É um aspecto confiante, como se em suas mentes houvesse um "o que eu tenho a perder se eu já não tenho nada?". Era exatamente isso que eu tinha em mente quando na seleção de estágio, quando eu respondia de uma maneira simples e afirmativa sobre todas as perguntas, inclusive aquelas não-permitidas em uma entrevista de emprego. Saber que não temos nada a perder nos torna confiantes, nos dá um gás por saber que não existe queda para quando estamos deitados no chão.
Ao ver as cores do céu acima do muro, o farfalhar do caminho de árvores da direita me lembrando um bairro histórico e desolado de outrora, essa sensação de estar deitado no fundo do posso também dá a satisfação de contemplar tudo o que temos acima, de tudo o que podemos alcançar quando estivermos pronto para levantar e subir. 
Os campos verdejantes me levam reflexões, uma delas é ler e reler as nuances dele quando diz: “O trabalho vai preencher uma grande parte da sua vida, e a única maneira de ficar completamente satisfeito é fazer o que você acredita ser um bom trabalho. E a única forma de fazer um bom trabalho é amar aquilo que você faz. Se você ainda não descobriu o que é, continue procurando. Não se acomode. Da mesma forma que acontece com as coisas do coração, você vai saber quando encontrar.” Jobs. O murmurinho interior continua, indo e vindo com a maré de sorte, sem parar e sem controle, até afogar os medos e inseguranças que margeiam o único sustento. A certeza de si.

Apenas o céu

Foto por @sanamaru O amargo remédio se espreme goela abaixo, a saliva seca e o gosto de rancor perdura por horas. Em vez de fazer dormir ele...