Postagens

Mostrando postagens de Agosto, 2016

Lembranças: guardava, mas hoje as queimo.

Imagem
Ao responder o comentário dela me surpreendi com a falta de coragem. "Para quê escrever num país que ninguém lê?", disse ela com toda pompa, tanta propriedade em sua indignação que senti sua saliva escapulir. Ainda que, passadas as semanas deste mesmo evento, minha resposta foi eficaz e demasiado sincera: "Alguém sempre lê. Sempre."  E disto eu tenho plena convicção, ainda que alguns digam que escrevem para si, que escrevem para não morrer, todos tolos. Todo mundo escreve para alguém, uma hora ou outra este alguém é tomado por arroubo de uma frase, um texto, um comentário qualquer ainda que misdirecionado. Porque essa é a lógica de escrever, acertar ainda que fadigamente aquele ou aquela que se abre mão de estar fazendo qualquer coisa e parou, ainda que por um segundo, para ler. Para te ler.  Deve ser por estas tantas que a gente acaba vítima de si. Obrigando-se quase que sempre à composição de novas e novas frases cimentadas com esmero. Sabe, vou ser sincero contigo…