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Mostrando postagens de Janeiro, 2015

A Melhor Escolha.

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Talvez você nunca tenha parado para pensar, de forma precisa e quieta, os motivos que te leva ao acerto. Se em vez de acertar você errar, e pensar em tentar outra vez, ou outra coisa, ou nem tentar mais. Talvez você nunca tenha parado para pensar.
Sabe, esses dias eu pensei em parar, de forma precisa e quieta, todos os motivos tinham me levado ao erro. Se em vez de errar eu acertar, e parar de tentar outra vez, ou outra coisa, ou nem parar mais. Sabe, esses dias eu pensei em parar.
E os dias são assim, repetidamente diferentes, deixam-nos confusos se é mais um dia ou menos um dia, como se nossa razão de viver fosse ditado por epifania, ou que nosso destino fosse questionado apenas em momentos de deja-vù. Pergunto qual o nosso problema em aceitar nossas próprias escolhas, sem ter medo de ter coragem, de levantar a cabeça e seguir em frente, de recuar e ouvir os conselhos advindos de outrem. Qual seria a razão de tudo isso?
Dizem os especialistas que a filosofia foi criada para o nosso p…

Chandelier

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Talvez o pesadelo tenha sido apenas isso, um pesadelo. Talvez o karma tenha sido apenas pressionado contra carne vertiginosamente. Talvez eu nunca tenha certeza.
É dia novo, ano novo, mundo novo, de novo. Tudo parece exatamente igual, mas sinto que não é. Tem alguma coisa no âmago que me transpira inovação, reação, uma satisfação em dizer-te que estou vivo. Passei apenas a observar e tentar não fazer aquilo que todos dizem que é perda de tempo. Robotizando a inspiração. Entretanto, isto é mais forte que eu. E assim, cá estou.
Esquartejo o silêncio com o riscar em folha, o áspero grafite transcende o branco, as linhas, o contorno do infinito. Vejo uma confusão de cores no branco, como se fosse dar um bloqueio, mas é apenas tudo. Tudo está ali, o conjunto de todas as coisas do universo. As possibilidades surgem no branco. Na folha de papel, no envelope, nas paredes, em todo lugar. Olho o quadro e vejo as coisas se mexerem, já teve essa sensação? De alguma coisa fora do lugar? De algo a…

Carmen

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Fiz novamente o penteado. A roupa está linda e o corpo obedecendo as restrições da dieta, nada de açúcar. Estou tão feliz que ele tenha me ligado para sair, faz tempo que venho de olho nele. Sei que ele já saiu com mais duas de lá da repartição, mas eu sou melhor que elas, as outras... Piranhas. Sempre quando veem algum carinha já caem em cima. Esse batom vai impressionar. Deixa eu ver, agora sim. Lembra do Nilo da Saúde? Elas rodaram o garoto mais que tudo. Coitado. É. Ele é tão calmo e bonzinho, chega dá uma pena o que elas fazem com ele. Nada, só sexo e joga fora. Pois é, acho isso muito nojento. Todas, minha querida, todas elas. Basta ter uma conversa boa e já abrem as pernas. Só não eu e Janine de lá da 32, porque o resto é tudo puta. Não sei como eles ainda caem nessa de amor da vida delas, porque sinceramente viu... Ainda bem que esse, o  Marcelo, é diferente. Ele é todo galã, mas é porque fez jornalismo lá na Católica. Pois é, cheio da grana. Se você ver o carro dele, aí sim…

O Poliglota

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Ameaçado por um comentário, aquele que aguardava ansioso pelas boas novas, ficou apenas a pensar. Conhecedor da vida, do universo, e tudo mais, hoje, doravante Poliglota. Tal qual seu conhecimento linguístico, o mesmo conhecimento de catástrofes estava por acontecer. Permitiu-se então acolher aquilo chamado de mágoa, palavra esta que rotula uma confusão de sensações que culminaram de um bem entendido recado. Talvez seja assim que as pessoas digam que amam, magoando. Artifício prático e preciso no quesito fracionar, sendo possível costurar e dilacerar ao mesmo tempo. Poliglota, outrora também conhecido como otário, colhedor de problemas e ladainhas maníacas sem propósito.
Começou a administrar seus próprios problemas com tanto carinho que decidiu não compartilhar com mais ninguém, ainda que os outros viessem a jogar mais e mais profusões cíclicas de malquerer. Ele, insensível, decidiu então sentir. Ou melhor, refletir piamente aquilo que era transposto, acolheu como um animal abandonad…