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Mostrando postagens de Julho, 2013

Chaplin

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Ei! Sorria... Mas não se esconda atrás desse sorriso... Mostre aquilo que você é, sem medo. Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu. Viva! Tente! A vida não passa de uma tentativa. Ei! Ame acima de tudo, ame a tudo e a todos. Não feche os olhos para a sujeira do mundo, não ignore a fome! Esqueça a bomba, mas antes, faça algo para combatê-la, mesmo que se sinta incapaz. Procure o que há de bom em tudo e em todos. Não faça dos defeitos uma distancia, e sim, uma aproximação. Aceite! A vida, as pessoas, faça delas a sua razão de viver. Entenda! Entenda as pessoas que pensam diferente de você, não as reprove. Ei! Olhe... Olhe a sua volta, quantos amigos... Você já tornou alguém feliz hoje? Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo? Ei! Não corra. Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você. Sonhe! Mas não prejudique ninguém e não transforme seu sonho em fuga. Acredite! Espere! Sempre haverá uma saída, sempre brilhará uma estrela. Chore! Lute! Faça aquilo que gosta, sinta o que …

Dos motivos.

Pensava que escrevia por timidez, por não saber falar, pelas dificuldades de encarar a verdade enquanto ardia, arvorava, arfava. Há muitos que ainda acreditam que começaram a escrever pela covardia de abrir a boca. Nas cartas de amor, por exemplo, eu me declarava para quem gostava pelo papel, e não pela pele, ainda que o caderno seja pele de um figo. O figo, assim como a literatura, é descascado com as unhas, dispensando facas e canivetes. Não sei descascar laranjas e olhos com as unhas, e sim com os dentes. Com as mãos, sei descascar a boca do figo e o figo da boca, mais nada.
 Acreditei mesmo que escrever era uma fuga, pedra ignorada, silêncio espalhado, um subterfúgio, que não estava assumindo uma atitude e buscava me esconder, me retrair, me diminuir. Mas não. Escrever é queimar o papel de qualquer forma. Desde o princípio, foi a maior coragem, nunca uma desistência, nunca um recuo, e sim avanço e aceitação. Deixar de falar de si para falar como se fosse o outro. Deixar a solidã…

Tenho medo.

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Tenho medo de me machucar por isso, não me atrevo a arriscar. Tenho medo de me envolver por isso, não me atrevo a te ter. Tenho medo de me iludir por isso, nem tento te conseguir. Tenho medo de me expor por isso, vivo sufocando o amor. Tenho medo de me apaixonar por isso, estou sempre a chorar. Tenho medo de querer por isso, nem quero mais te ver. Tenho medo de me abrir por isso, estou a ponto de explodir. Tenho medo de falar por isso, não consigo te escutar. Tenho medo de poder por isso, vivo a me esconder. Tenho medo de pedir por isso, estou sempre a fugir. Tenho medo de errar por isso, nem chego a lutar. Tenho medo de sofrer por isso, chego a te ofender. Tenho medo de sentir por isso, estou sempre a resistir. Tenho medo de mudar por isso, eu não posso confiar. Tenho medo de morrer por isso, não consigo ter você. Tenho medo de confundir por isso, eu não posso permitir. Tenho medo de decepcionar por isso, não consigo te agradar. Tenho medo de me encontrar por isso, não vou te procurar. Tenho medo de precisar por isso, e…

Neofobia

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Meu maior medo é viver sozinho e não ter fé para receber um mundo diferente e não ter paz para se despedir. Meu maior medo é almoçar sozinho, jantar sozinho e me esforçar em me manter ocupado para não provocar compaixão dos garçons. Meu maior medo é ajudar as pessoas porque não sei me ajudar. Meu maior medo é desperdiçar espaço em uma cama de casal, sem acordar durante a chuva mais revolta, sem adormecer diante da chuva mais branda. Meu maior medo é a necessidade de ligar a tevê enquanto tomo banho. Meu maior medo é conversar com o rádio em engarrafamento.
 Meu maior medo é enfrentar um final de semana sozinho depois de ouvir os programas de meus colegas de trabalho. Meu maior medo é a segunda-feira e me calar para não parecer estranho e anti-social. Meu maior medo é escavar a noite para encontrar um par e voltar mais solteiro do que antes. Meu maior medo é não conseguir acabar uma cerveja sozinho. Meu maior medo é a indecisão ao escolher um presente para mim. Meu maior medo é a expec…

Onde?

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A vida?
 A vida é tão frágil...  Ela é um sopro breve, um fio de cabelo, um cristal em queda...
 A vida é tão curta quanto a música favorita, tão longa quanto uma aula chata de matemática, tão séria quanto um pedido de casamento, tão engraçada quanto um vídeo de algum bebê rindo... Isto é a vida. Momentos sequenciados de acontecimentos dramáticos, para defini-la criamos as lembranças, as datas comemorativas, cultivamos o tempo.
 O molhar pés ajuda na captação da essência, mas não é tudo. É necessário, também, o restante do ritual. Começa com a ideia, vem a ação, a transformação, e por fim o grande resultado. Mude. Avalie e questione não apenas o que incomoda, mas principalmente o que é bom. Às vezes, o suficiente corrói a potencialidade, e se você não questionar tudo e muito mais, logo se contentará com o que tem nas mãos, e isso é medíocre, pois quando se tem algo nas mãos pouco se dá valor. Instabilidade é a maior certeza do absoluto. 
 Querer não é precisar, precisar não é querer. A…

Com Os Dedos

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O forte vento balançou as folhas das árvores, ouviu-se as vozes dos ventos. Um som constante que relaxava a mente daquela tarde de domingo. E nós, logo abaixo destas, conversando sobre nossas temperanças, ficamos a sentir o vento como um massageador natural, o som das folhas acalentavam o coração e logo, ficamos pequeno para tanto. Lembro-me que enquanto desenhava espirais na terra com um graveto, você machucava as próprias mãos em contagem, riscava o chão com as mesmas e logo depois procurava outra coisa para brincar. Nunca tinha visto algo tão singelo quanto uma criança meio rechonchuda, com grandes bochechas rosadas e lindos cachos presos em brilhantes prendedores de cabelo, sua roupas era simples, com cores suaves, ajudavam a pele esbranquiçada tomar uma cor mais pálida. Minimalizada pelos ventos, te vi em forma de criança, te vi por dentro de teus amendoados olhos. Fiquei apreciando aquela sua descoberta com as formigas que beliscavam a pele, sua preocupação com os pés quase desc…

Abrir os olhos.

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Vi o dia acordar. Da expectativa de raios do sol até o esplendor do astro maior. Foi naquele dia que me vi vazio em esperança, acreditando que seria apenas aquela noite. E depois daquela noite infinita, vi o dia acordar.
Na verdade, você abriu as cortinas como se quisesse que o mundo nos descobrisse, puxou as cobertas da timidez e sorriu brando, olhou pelos cantos, e mais uma vez brilhou o olhar, um brilho de faca que ainda atordoa minha inquietude. Os dias se passaram como se não houvesse o ontem, como se você sempre tivesse do meu lado, ontem, hoje, e amanhã. A madrugada precaveu-se de prevalecer entre os pensamentos secretos, era ela a cúmplice perfeita do nosso crime. E eu sempre fico a me perguntar, enquanto perfuro o teto com o olhar da amplitude e assim que vislumbro o estrelado céu, me pergunto se aquilo é certo, se é errado, se você está confortavelmente feliz por agora. Pois é isso que importa, quando os segundos correm e apressam as horas, o que importa é a minha importância em…

Deliberado

De tantas coisas que aconteceram no mês de junho, a maior delas foi o "Depois eu escrevo". Surgiu assim o mês de Julho e, com ele, as inúmeras publicações atrasadas. Vão desde pensamentos antigos, situações míticas, movimentos revolucionários, relacionamentos estranhos e ponderações acíclicas. Espero que nestes dias me ocorra o insight para uma boa contextualização de tudo, ou no mais deixarei como sempre: solto e salteado. Para os que sentiram minha falta, peço sinceras desculpas, mas o Brasil pediu minha participação em incontáveis situações, desde o núcleo do lar até a tomada das ruas de minha cidade, o que de bom logo me trouxe um amigo. Tive a grande honra de conhece um caricato jornalista, seu nome Policarpo, de logo já vislumbrei sua peculiaridade e dentre conversas casuais em um boteco local, pedi-lhe que me emprestasse suas notas e apontamentos sobre as grandes situações do cotidiano tradicionalista. Então, não estranhe caso veja algo de muito polêmico ou capa de jo…