Score

E a cada novo encontro, novas avaliações. O clínico olhar estuda com veemência e conjectura tudo a um padrão funcional, classificatório. As ações são calculadamente efetivas, os diálogos sobrepostos em direção específica, ora  derrubando barreiras de timidez, ora desbravando o subconsciente. Assim o dia transcorre, em um jogo voraz e por fim advêm a pontuação sobre tudo, o resultado final. A tabela é preenchida com pontos em escala de zero a dez. Divididos em três grandes áreas, físicos, sociais e mentais.
Cada atributo subdivide-se em características específicas. Sempre em uma escala variando de zero a dez. Quanto mais próximo do zero, ou propriamente dito, menos hábil e do mesmo acontece no reverso. No mínimo três pontos de total paralelo, no máximo trinta em cada qual, mas nunca noventa. A perfeição não existe, isso é fato, porém há de se completar as faltas com as sobras.

Das habilidades periciais faz-se necessário mais que um mero conversar. A não ser que o tempo sinta inveja e acelere a partida, os conhecimentos serão emanados pouco a pouco, de um comentário, em uma ação, por outrem do passado... As habilidades perícias casuais como cozinhar, dirigir e falar são tão importantes quanto ser furtivo, líder ou apenas mexer em um computador.

São mais pontos que valoram o indivíduo. Seguindo rapidamente para as qualidades e defeitos. A pontuação aqui é um pouco subjetiva pois se agregadas aos supracitados pontos, um defeito torna-se qualidade ou o contrário. É imprescindível obter anotações paralelas para um melhor enquadramento desse específico. Qualidades e defeitos tornam alguém único, ele nunca aprenderá a ser impetuoso em um curso do Senac, mas poderá falar quatro idiomas. Uma coisa é característica arraigada de sua herança genética, traumas, empírico desenvolver, místicos estalos cerebrais, outra é algo que com treino correto você somará ao teu intelecto ou físico.

As observações comportamentais podem gerar positivos ou negativos, sim podem, entretanto não são dignos de estrelas. Um bônus apenas.

A cada novo candidato aos postos desocupados em minha vida, há um certo tipo de formulário, um completar de lista, uma avaliação teórica e outra prática, caso este consiga um resultado satisfatório, ganhará um período probatório para a devida efetivação, caso tenha um ótimo funcionamento.

Talvez eu seja do tipo exigente demais, ou talvez seja problemas de capacitação dos interessados, talvez o mundo mude e tudo seja como você acha que tenha que ser. Enquanto o mundo não muda, continuarei com meus métodos de socialização pessoal, que demonstra eficácia total (diga-se de passagem). Quase um vestibular, ou as provas dos NOM's.
Vale lembrar que uma questão errada anula uma correta.

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