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Mostrando postagens de Março, 2013

Sabido

Não adianta comover multidões com algo que não vem de tua autoria. É desonesto, é covarde, é plágio. Então, de certo vamos nos apegar ao talento nato de cada qual, ou pelo menos algo que te faça parar de copiar outras pessoas.
Eu, escritor emergente de si, atento as palavras e estudioso do universo externo, dou-te uma dica: faça aquilo que gosta. Muitas vezes é nisto que você desenvolverá melhor teu potencial, seja profissional, amador e/ou artístico.
No meu caso, pequeno por sinal, gosto de contar histórias. Às vezes histórias não tão espetaculares, ou que façam sentido natural, histórias e estórias. De acordo com a Teoria do Significado, a palavra deve representar o absoluto sentido a ser captado pelo ouvinte, leitor ou visualizador. Eu me pergunto sempre se eu conto estórias ou histórias, já que uma é verídica e comprovada cientificamente e outra é mero devaneio.
Se se crio um universo perfeito, tal como Tolkien, eu conto uma história ou estória? Qual o universo de comparação já …

Medo

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Me pego em posição fetal, no canto da sala, escondido do mundo. "O que você está fazendo vai mudar alguma coisa?" você me perguntou. Respirei fundo e respondi "Não... mas me sinto bem melhor por dentro." E foi assim naquela madrugada, enterrando meus piores medos no chão da sala, perfurando o piso com minhas lágrimas de desencanto, ora raiva de si, ora puro desabafo. 
 Fecho os olhos sempre que o turvo se faz. Tenho medos bobos nada ocasionais, como o medo de ir em frente, medo de palhaços, medo do escuro, medo de ser feliz. Coisas que ninguém tem, que ninguém se presta a entender ou respeitar. Me tenho como um andarilho em um campo minado, onde ser eu mesmo é saltar entre blocos quebradiços de tolerância, a qualquer momento explodirá em revolta ou comentários maldosos.  Este sou eu. O ridículo que acredita que de alguma forma mudará o mundo, mesmo este sendo hostil do começo ao fim, sem dar garantia de um tempo bom. Nada dará certo, isso eu sei, mas de todo eu tenho…

I'm late

-Estou atrasado!Foi assim que acordei. No peito a euforia de ter corrido quilômetros atrás de um repugnante ser, nas pernas a câimbra, nos olhos a visão do real. Os lençóis ao chão como eu esperava, usei-os para subir do buraco que cai outrora, eu suava sem parar.
Espalhei olhos tentando assimilar o que tinha sido aquilo, será que foi verdade? Será apenas um sonho louco? Será que foi uma alucinação acordada? As dúvidas voaram sobre minha cabeça dando razantes pitorescos.
Levantei temendo cair novamente. Pisei com calma no chão frio, seria real ou fingimento? As palmas dos pés fixaram, suspendi o corpo como se fosse saltar, equilibrei-me e apanhei os lençóis. Fui acalmando o corpo e a mente aos poucos, caminhei até o fim da cama apanhando tudo. Arrumei-a e fui pegar meu celular.
Era hora do sol nascer, a madrugada começara a perder força e os primeiros raios do sol ameaçavam as trevas. Não acreditei no estalo que minhas mãos deram, fiquei estático. Meu celular descansava sobre um livr…

Te Juro!

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A minha loucura eu recolho, e de amores não morro mais, até porque nem vida eu tenho. Sempre em reflectivo afeto, faço aquilo que acho certo, e caso sou correspondido eu continuo. Passos pequenos, firmes e perspicazes. Tudo para não perder um tempo que guardo para mim e para minha busca pelo tranquilo.  Eu não falo mais nada, não insisto, não envolvo, não complico. Garanto sempre o bom senso, respeito e consideração, essa é a tríplice do relacionamento, seja ele qual grau o for. Aprenda que não adianta se colocar como prêmio, não para mim, não irá funcionar já que não irei atrás, muito pelo contrário, sou paciente e aguardo a hora certa.   Do que adianta nadar tanto se no fim a praia é o local de teu sepulcro? É tão mais fácil ser sincero contigo e consigo, fazendo o desperdício de tempo apenas necessário. E você sabe quando isso se per faz.  Ria da minha pele, do meu sorriso, das minhas roupas, dos meus amigos e dos locais que amo ir, mas não ria do sentimento que tenho por ti, isso me …

Sol Com Baixo Em Sol

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De todas as formas de declaração, a única que existiu fora aquela pré programada. E creio que esta só existiu por conta disto, pagamento anterior e ausência física, mas tudo bem, é da vida. Eu sempre quis aprender a tocar um instrumento e fazer minhas próprias músicas ao sonolento som, nada de muito extravagante, se bem que de simples nunca tive de ter nada. As cordas sempre me chamaram atenção pelo soar sincero de quem as tocam, são emoções reverberadas com precisão.  Com os pés no chão, eu fico apenas a desejar que um dia eu ouça algo para mim, leia algo que me traga saudade ou uma pintura, rabisco ou arte qualquer. Um poema simples esparramalhado ao chão até cairia bem, porém não posso cobrar nada. Não sou poeta, nem músico, no máximo um teórico do infinito particular. Mesmo sem ter noção de como agir, me vem uns refrões ou salteiam pensamentos conjecturados ao timbre. Ainda com os pés tocando um violão imaginário, pensando em sentimento inexistente e pessoa que nunca virá, ainda co…

Sou Viciado.

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Olha, vou dizer:

Desculpa se eu não tenho esse aspecto saudável que você vê em todo mundo. É que eu sou um viciado. Isso mesmo, sou viciado. Mas calma, eu sou um tipo de doente, desses tantos curáveis se quiser tratamento. Eh, eu tenho que querer me tratar... mas por agora eu não quero, a qualquer hora eu paro com meu vício. Te juro! Paro agora se quiser... apenas não quero. Tenho os olhos fundos de noites em claro, meu nariz escorre às vezes, fico trêmulo quando muito demoro a voltar ao vício, meu humor muda, meu estômago constipar-se. Este sou eu, tentando controlar o incontrolável vicio nisso que chamam de Tristeza. Acordo com ressaca, pois embebedo meus travesseiros com uma saudade que transborda as cercas dos olhos. A noite é um infinito espaço que pede teu corpo do meu lado, um abraço que só tu podeis oferecer, meu coração chora a falta de você, ele aperta, ele arranha a garganta, seca a boca só de lembrar de sussurrar nossas imagináveis aventuras em teus rebuliçados ouvidos. Eu nu…

Vá Dizer!

Tive a certeza que iria voltar, mas mesmo assim eu queria partir.
Cansei de uma vida agregada, de ser nomeclaturado por correspondências erradas, como se precisasse vestir a carapuça de mau. Não trago pedras nas mãos, tenho-nas listras lisas, caleijadas pela amargura, desânimo de trabalhar costurando felicidades em corpos membranosos de pseudos amores. Eu até poderia acreditar, pensar demais, pra no final dar nisso, um repeteco do "feliztreco" num instropescto confuso de si projetado ao primeiro que passou.
Passei.
Não desonre meu nome, você bem o sabe o quanto sofro por não ser aquilo que dizem quem sou. Parece fácil acatar uma figuração de si, deve ser fácil pra caramba para os atores de plantão. Para mim, tormento. Fácil para mim é sorrir do nada, dar bom dia quando acordar, pois eu sinto quando você lê aquela mensagem insana, de frase solta, ou apenas ressequidas palavras, quando você lê, eu leio com o corpo um pensamento bom. Vivo de bons fluidos, da luz, do vento, do …

Tired

E começo a tomar as rédeas da minha vida, finalmente as tenho em mãos. Agradeço pelo período de decantação própria, mas agora que os sólidos problemas se foram ou estão já caracterizados, agora é hora de partir. Indo para o próximo tanque, o das misturas e tribulações próprias.
Neste tanque, tudo está em movimento. Os planos de agora, os de amanhã, as pessoas ao redor, os personagens do passado e os vindouros, as ambientações catalizadoras de ações e tantos outros modeladores. Aqui é a prática proposital, não há uma possibilidade descartada. É a primavera no fim, tempos de narcisos, e como tal muitas transformações.
Não espero que ninguém entenda minhas palavras, pois estas são como uma música. Hoje você pode canta-lá por um mero acaso, mas amanhã você pode interpretar como se fosse um grito do teu sentimento.
Cansei de ser tão maltratado por você, pisado, cuspido, arranhado, chutado, afogado em prantos próprios de propriedade difusa.
Escrever é um crime que cometo por ainda ser per…

Score

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E a cada novo encontro, novas avaliações. O clínico olhar estuda com veemência e conjectura tudo a um padrão funcional, classificatório. As ações são calculadamente efetivas, os diálogos sobrepostos em direção específica, ora  derrubando barreiras de timidez, ora desbravando o subconsciente. Assim o dia transcorre, em um jogo voraz e por fim advêm a pontuação sobre tudo, o resultado final. A tabela é preenchida com pontos em escala de zero a dez. Divididos em três grandes áreas, físicos, sociais e mentais.
Cada atributo subdivide-se em características específicas. Sempre em uma escala variando de zero a dez. Quanto mais próximo do zero, ou propriamente dito, menos hábil e do mesmo acontece no reverso. No mínimo três pontos de total paralelo, no máximo trinta em cada qual, mas nunca noventa. A perfeição não existe, isso é fato, porém há de se completar as faltas com as sobras. Das habilidades periciais faz-se necessário mais que um mero conversar. A não ser que o tempo sinta inveja e a…

So High

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Eu sabia que você não me deixaria só, mas eu não te vi por muito tempo, não naquele dia, tampouco depois. Mas sentia um formigamento incomum que eu não queria que parasse, por isso e muito mais eu encarei aquele dia como ápice atemporal das minhas próprias convicções, eu fui pura e maciça confusão de mim.      A comunicabilidade transcorria como numa antes, e isto me dava cada vez mais propriedade personalística, era tudo ou muito mais, nunca um tropeço proposital como contrapeso das circunstâncias modeladoras. Estava seguro num quase arquétipo de si, tanto o é que aventurei a duvidar da sorte irlandesa, trombei os alhures divinos conforme as projeções interpostas, aceitei ver um conhecido que nunca tinha visto. Coisas destinadas a acontecer caso a vontade o faça, pois o karma está cansado de errar.     O sódio sempre potencializou minha hipófise, tanto quanto o álcool cumulado com comprimidos proibidos. Foram afrodisíacos da minha insanidade. Sim eu era puro torpor. Quem sabe não seja …

Emergentes

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Já não bastou a fase Jackson, tampouco Winehouse, agora tudo e todos que se dizem celebridades, ou até, sub celebridades causam impacto superficial. Sim, super-superficial. Como alguém pode chorar sangue por personagens inatingíveis? Seria fanatismo? Fé? Histeria? Decidam e depois do julgamento me chamem, pois para mim isso é palhaçada. Sou revoltado com esse sistema onde você tem que ser histérico em coletivo para mostra-se importar com os outros, onde foi que você do nada virou fã do cantor que acabara de morrer? No máximo você ouvia uma música ou outra, daí quando vê todos comentando se torna a maior fã do universo, dizendo que o mundo acabou quando soube da notícia, que ficou sem chão, que chorava copiosamente, que deu chilique, que depois de tudo isso esperou aplausos. Esta última você não diz, não é? Não diz, mas nós sabemos. Sim, sabemos. E pelo menos eu, como representante da geração Internet, essa que teve a épica jornada Harry Potter e tantos outros ótimos livros e sagas, ess…

Uvas Verdes

Procurei brilho em teus olhos, mas ao invés de sorrir você continuou estático, com a boca cortada por um meio sorriso, apático. Não eram olhos, eram apenas vidros esféricos, e não era pele úmida, era concreto, talvez gesso, ou quem sabe cimento? Mas não era você. Chamei por teu nome umas dezenas de vezes, ora gritando, ora sussurrando, mas de nada adiantou. Não houve saltos circenses, não houve coachar risonho, não houve eloquentes saudações. Houve silêncio, houve verdade.
Não quero aceitar o fato que você se foi, não mesmo. Tenho a sensação que você ainda vive, em algum lugar. Que um dia vai voltar, me fazer sorrir, pedir por comida, roubar minhas frutas. Não quero ver que tudo está em memória, que não vou ter mais tua companhia, na verdade não sei dizer adeus. Esse é meu problema, mesmo sabendo que um dia tudo se vai, vai pra o tempo passado. Pretérito quase perfeito, não tão perfeito por conta dos porquês. Respiro fundo e uma vez ou outra me pego desentranhando as sementes da tua co…

Tarja Preta

Injeto calmamente em minha boca as cápsulas de sanidade. Onze ao todo. Um ao acordar, dois depois do primeiro gole de café, outro após o fim da refeição, mais um antes do almoço e logo em segunda mais dois, durante a janta mais um e lá pelas nove da noite um outro, e perto de deitar os dois últimos. Esse é o meu dia.
Claro, isso em tempos de crise. São contra alergias, contra asma, contra ansiedade, contra tudo e todos. De básico só os mais fortes, aqueles que tentam me fazer dormir, mesmo eu não querendo, são aqueles que me fazem não delirar, mesmo sendo este meu único refúgio para continuar vivo, são aqueles que me fazem respirar melhor, mesmo eu querendo perder o fôlego de vez em quando. E assim vai a vida, numa tentativa de controle ao instável, malévolo e apático senso de direção. Algo como uma revolta aceitável, uma elipse congruente.
Encapsulado bom humor, sorrisos, aceitação do mundo terrível.
Muito embora nunca tivesse precisado de tanto para tão pouco, mas assim perecerei por…

Sente Man, tal?

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Eu já morri tantas vezes que só o respirar considero a presença de Deus. E tudo por conta de deixar levar pelos aspectos humanos de sentimentos, algo em que a tv mostrar que temos que ter para sermos felizes, algo que a psicologia chama de fundamento humano: O ser humano é um ser social. E para tal necessita de outro para não enlouquecer, para haver linguagem, para sobreviver.
Encontro poucos que acreditam no concreto em vez de tentar viver o mundo utópico da geração Wi-fi, vai ver seja por isso que riem de mim pelo meu gosto de receber e enviar cartas, do culto ao belo natural, de saborear os raios de sol e o pálido luar.
Passei a vida em silêncio, mendigando palavras, concordando sempre que possível o meu sacrifício, até para ser humilhado, pois quem mais iria lograr triunfo apresentando a mim como namorado ou amigo? Isso sem rotular algo que não sou, sem vender o produto pela suposta embalagem.
Não tenho vergonha de ser o que sou, quem sou, fazer coisas... e isso não é menospreza…