How Soon Is Now?


     
    Os viscos das paredes empalaram os musgos do roda-pé. O passar de dedos na superfície áspera do escuro envolto era tardiamente ineficaz, era sabido que de nada adiantaria o súplico alvorecer de inconstantes tribulações coloridamente monocromáticas naquilo que rogava aceitação. Protegendo-se de um possível comentário, optou-se pelo esmeril, pelo categórico rubor de saúde que valia de restauração.
      Nada do outro lado chama atenção, mais uma vez. E por conjecturas da imagem e ação, perduram no tempo as promessas que já rezaram lendas, passos que já dançaram conforme a música, já palpitara em saboroso contento e devastador desafeto. O conhecido agora ridicularizava o hospedeiro, mesmo valendo-se de alfinetes pont'afiados em crime de amor, o ranger de dentes era atordoante, mas necessário.
    O vão daquele refúgio iluminou-se em simples rajada cantaroladas pelo saudoso astro maior, era tido como rústicas as moldagens dos quase não utilizados móveis de amor-próprio. Jazia em si um querer quase ínfimo de boa vontade, conquistado por mero acaso do universo que possibilitava, hora e outra, o crescimento do poderio altruísta que deverasmente precisava-se.
     Não era o festim que incomodava, era apenas o "mim". Calibrou-se entre linhas os arquétipos jocosos e, só assim, consegui dissolver um pedaço da crosta indestrutível do paredão. O badalo era fúnebre aos meus ouvidos e por hora deveriam ser evitados, tal como níveis de almas que não se encontraram e vagam, ainda, em busca daquilo que nem sabem. O rombo na projetada mureta era tão eloquente que não merecia atenção, era dissimulado e contraditório, igual aos meus olhos no furor do dia. Algo que reflete em misterioso avaliar que potencializa qualquer rumor, disseminando o talvez em desavisado domínio.
     E em silêncio gritei por teu nome em mecânico desespero. O automatismo cerebral de confortar minh'alma embriagava-me com teu cheiro, o rasgado sabor amadeirado que encharcava meus poros. Definhei todos os meus desejos em lembrar de ti, ó corpulento ideal de carinho, teu olhar meigo e teu meio sorriso são prontamente imagem de Bom Dia. Não importa quão próximo eu esteja de obter êxito em vida, aguardo com inocência o momento certeiro que não protelará a minha leitura em braile por teu corpo, estudando com volúpia cada arrepio teu.

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