On The Wall


     Sempre que visito alguém, procuro logo pelas memórias daquela família. Corro os olhos em busca de enfeites, fotos e outros modeladores do lar. As mais comuns formas de presença reminiscentes são as fotos, emolduradas em diversos tipos e cores, distribuídas em pontos comuns e estratégicos e comumente apresentadas pelo anfitrião. 
     Mesmo que sejam fotos de amigos, família e/ou amores, é sempre bom ter cautela ao lançar a proposta de expor tais lembranças, pois é tido como narcisismo ou auto-promoção. Isso mesmo, dividir um mural de fotos com nove fotos de sua visita na Índia e apenas uma na cidade onde mora é meio "promoção" demais. Nada contra as boas memórias de lugares e pessoas únicas, mas é bom ter cautela no que você quer passar as pessoas.
   Outro detalhe é, uma coisa rara hoje em dia, os posteres de ídolos ou fotos de artistas. Não sei o que ocorrera com minha geração, mas não vejo as pessoas se importando com os reflexos sociais conhecidos como artistas e cantores, parece que tudo isso ficou perdido na adolescência e hoje é condenável até. Se você é fã de alguém já é algo indissoluvelmente indigesto e se for acima dos vinte anos então, frustrado na certa!
  Acredito que essas visualizações de extensão memorial é um ponto extra no quesito carinho, pois alguém que mantem próximo a si as recordações saudáveis é alguém que certamente presará por novas memórias e novos momentos, para que um dia seja, eternamente, bem-quisto na mesa de centro aos olhos dos amigos, numa calorosa e nostálgica tarde de domingo.





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