São Jorges


       São Jorge é uma figura carismaticamente bem desenvolvida pelo sistema religioso católico e afrodescendente,  tanto quanto no mercado capitalista. Porém não escrevo por ele em si, mas pelas Jorges que conheci. As Jorges como nome de família, daria um belo título de um conto ou novela, seguido de personagens bem caricatos e inspiradores o qual nos influenciam como qualquer Helena das novelas da Globo.
       Aprendi com essas guerreiras que não importa a situação, no outro dia você tem que estar com a cabeça erguida para o que der e vier, seja bom ou ruim, pois enfrentamos dragões todos os dias, alguns de vários metros e toneladas, e outros de centímetros e gramas. E como nas imagens do próprio santo, a lua se fez presente e imensamente proporcional ao grau de aprendizagem que tive nesse ciclo que findou-se em conjunta imortalidade de inspiração. Fé e resignação d'alma são dois pontos que assimilei muito bem em minha humilde permanência neste seio familiar. 
       Cada Jorge possui uma personalidade própria que se soma a experiências únicas, são todas personagens da mesma história, porém cada uma com um universo totalmente diferente, deixando assim a impossibilidade de não se apaixonar por essas cicatrizes do passado próximo que nos esbalda em lições de vida. Brilha o olhar de expectativa a cada palavra soada com veemência, a propriedade nos sentimentos que nos conta em telas perfeitas, as cenas se destrincham com capacidade total de produção imaginária. Um filme.
       Aprendi a controlar emoções, guiar corações e calar noções. Aprender é o infinitivo verbo que descreve as Jorges para mim, lição sempre, para mim e todos os meus eu's presentes, ausentes e operantes. Bem que todos poderiam ter uma vivência dessas, de passar umas férias de si próprio e voltar mais cheio de vida do que nunca. 
       

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