Overparty



O que eu poderia fazer? Não ia abusar da sorte não é mesmo? Disse que iria de qualquer forma, e você não acreditou. Bom resumindo a situação, não esperava que fosse tão maneiro.
Minha jornada começou logo cedo, após cansativas tarefas no meu trabalho voluntário e revolta pela desorganização e horas perdidas por detalhes técnicos no mesmo, cheguei em casa com minha companheira de trabalho, agradecido pela carona.
Rapidamente me arrumei, ainda fui na igreja visitar uma amiga, fui na casa da outra dar parabéns a mãe dela e enfim por fim fui pra Overparty. Chegando lá, de cara me senti fora do ninho, tinha muita gente na porta e, em grupos, entravam pouco a pouco.
Dentro do Regente e na frente do big espelho coloquei minha máscara e senti as chamas do meu interior tomarem conta. Fireman queimava. Logo percorri o ambiente cheio de crias. O cheiro deles eram de roupa nova. Tocou The Phanton of the Opera, fiquei estático, corri logo pro bar e comprei minhas fichas.
Dancei, dancei, dancei... Bebi, bebi, bebi... Essas eram minhas opções no meio da garotada. Parecia uma micareta, os pivetões ficavam esperando a trilha de meninas passarem e agarravam a ultima, beijava e deixavam ir. Porra! Espírito de show de pagode numa mini rave é foda. NÃO ACEITO!
Rodei bastante, fui, voltei, subi, desci. Corria os olhos atrás de pessoas conhecidas. Elas me encontravam fácil, tinha uma seta ginorme na minha cabeça. "EU TE CONHEÇO!" gritavam e apontavam quando me viam e após umas frases de atualização sempre seguiam dizendo "O FIREMAN VOLTOU? ESTOU CORRENDO PARA AS COLINAS!"
Eu ria bastante com meus antigos conhecidos, eles que me acompanharam em festas, clubes, raves e viagens, estavam lá para me fazer acreditar que era tudo verdade. Fiquei o tempo todo sozinho, azarando aqui e alí. Era perceptível que todos alí estão dispostos a alguma coisa, o que não faltava era gente se pegando, casais héteros, homos, bi... enfim, pra quem queria beijar muito, tinha pra todos os gostos.
Me senti um verdadeiro caçador, por sorte tive belas presas. [risos] As músicas tocadas, todas foram muito rox. A ambientação das máscaras, o lugar meio sombrio (propício pra pegação), as músicas e os vídeos passando... Tudo fora incrivelmente perfeito.
Arrumei uma parceira de dança, lembro vagamente do nome, mas lembro que ela tinha a minha idade e dançava incrivelmente bem. Ela me acompanhou da metade da minha noite até uns segundos antes do fim. Era massa, nós dois rodamos o dancefloor inteiro. Atravessamos os twitters de plantão e atrapalhamos algumas rodas de amigos, me desculpem, mas vocês não estavam instigados como nós. Resultado de tudo isso fora calos nos pés e pernas massacradas.
Sempre mascarado, e muito enérgico, passei o meu início de Agosto como sempre quis passar meus dias felizes, numa pista de dança, cultuando a vibe de poder sentir a música.
Ah! E quem ficou com o botão da minha bermuda, favor devolver! [risos]

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