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Mostrando postagens de Agosto, 2010

Carta para um amigo

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Nesta noite seca e cheia de esperança, escrevo para todos aqueles que deixem de amar. Foram meus amigos de ontem e hoje são lembranças. Não deixei de amar verdadeiramente, mas o sentimento no qual sentia ficou guardado assim como o que vivemos. Não sei ao certo a razão de escrever hoje sobre isso, mas acho que foi por finalmente conseguir digerir uma perda. Há uns dias perdi uma pessoa muito especial na minha vida. Um amigo/vizinho/ companheiro de aventura/ companheiro de classe e tantas outras coisas. Desde pequeno sempre fomos muito ligados, primeiro tinha me desligado do meu amigo que acompanhou minha infância, e este ultimo acompanhou minha adolescência. Um trágico acidente de moto, provocado por velocidade alta, foi o motivo do arrebatamento deste meu antigo irmão. Quando soube de seu falecimento reagi normalmente, mas não consegui acreditar e aceitar o fato. Fiquei indiferente. Após semanas, vi pouco a pouco as coisas mudarem. E estou acompanhando a morte de uma geração, hoje…

Indulgência

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Desculpem leitores pela minha ausência, pois ocorreram fatos na qual não consegui atualizar tal caderno digital de pensamentos. Mas hoje estou aqui tentando mais uma vez. Vamos lá então:

Tomei esse dias corridos como uma forma de mostrar ao mundo o que realmente ele é. Superficial. Sério mesmo, o mundo no qual vivemos é totalmente errado aos nossos olhos. Porque sempre há alguém pra te mostrar uma coisa diferente, ambiente e pessoas. Digo isso pois estou vivendo minha fase Sr. Razão e isso me põe num papel muito delicado, pois tanto eu quanto ela vemos o mundo de formas diferentes, porém aceitável. Explicando melhor o fato vamos pro início do começo onde tudo deu partida:
"Não mesmo!" eu disse à ela, e esta ficou sem entender. Logo perguntou "Comofaz?"
Daí partimos pra uma busca do infinito particular, explodindo seu mundo e milhares de verdades em limitações diferentes. Este é o mundo no qual vivo -disse à ela- O mundo de possibilidades. Onde ,assim como já diz, tudo…

Friday 13#

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Como toda sexta-feira 13, aconteceram fatos extremamente interessantes. Nada como dar a um dia comum um tom misterioso. Após algumas imagem de corpos cadavéricos ou simples defuntos assassinados completamos nossa manhã de aula com uma discussão de como seria a aula prática no IML. Claro que como todo jovem, estávamos ansiosos com a carnificina, pena que a @kikkaonassis não pôde ir, seus comentários fizeram muita falta. Eu já não apostava que iria, pois o trânsito de qualquer lugar aqui em MCZ estava um inferno. A hora de chegar no local da aula, fora exatamente a hora em que cheguei em casa. Comofaz? Fácil resposta, agosto faz! Simplesmente me arrumei e desci para aula. Nesta que deu embrulho nos nervos e estômago algumas vezes. Pois na hora de fazer a perícia no corpus in vitae, tudo certo, mas na hora da necrópsia foi tenso. Nunca tinha arrancado um coração, já havia partido alguns, mas arrancado nunca! Vimos casos administrativos, violência doméstica, e cérebros sem oxigenação. Interes…

E o prêmio vai para...

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Você pode me dizer qual a tara de alguém que vê os outros como troféus? A graça da conquista é o difícil trabalho que um se dá, para fazer como que o outro caia na sua, mas depois que isso acontece chutar a pessoa não dá, né?!Fala sério, não considero pessoas de boa índole esses heartbreakers. É costumeiro observar isso nos homens, já que as mulheres, geralmente, nos esperam e observam. Contudo também não posso deixar de comentar que conheço muitas mulheres que adoram brincar de "fazer gostar" pra depois abandonar os caras. É como se eu fizesse uma aposta com alguém, ou consigo, para mostrar que sou capaz de ficar e/ou ter alguém. Aplica-se essa fórmula a pessoas de diferentes tipos, o que importa é o desafio. Mas eu pergunto, o conquistador(a) é feliz? Como eles encontram o sentimento de cumplicidade? Bom, vai ver eles não encontram. Esse post é um desabafo de uma ação descarada que um amigo meu, fez em desfavor de uma moça, que não merecia passar por isso. No fundo ninguém …

Um trecho do primeiro livro:

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O cheiro de morte era tão forte naquele lugar que a acordara. A dor de seu corpo era tão grande quanto seu desespero. Sem entender ela gritava. Pensava em tudo, desde como ela tinha chegado ali até quem eram aquelas outras pessoas. Clara apenas via a silhueta dos corpos que habitavam aquele lugar e em desespero chorava. Passado algum tempo, Clara voltava a se acalmar, mas não conseguia ignorar sua dor, sentia-se como se algo tivesse a atropelado-Tenho que sair daqui. Pensou ela.Ela passou o olhar em tudo e infinitamente desejou não está ali. Aquele cheiro que vinha de outras galerias a deixava tonta, o podre vinha de todos os cantos, das paredes asquerosas, corpos putreficados e da sua própria roupa.Tentando se erguer, sentiu sua perna doer e através das frestas de luz que vinha de cima daquele esgoto, viu sua roupa ensangüentada. Ela chorava.- Faz muito tempo que não sinto isso. Sussurrou uma voz aguda no fim da galeria.- Me ajude. Soluçava Clara.Não sabia ao certo se era alguém que …

Meu livro.

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Finalmente eu terminei de escrever meu livro, intitulado primordialmente de: As Crônicas de McAllisten. Sei que as pessoas não estão aguardando minha publicação, muito menos ele vai se tornar um BestSeller, mas por algumas horas vocês meus amigos, poderão cair no mundo cheio de mistérios e humor nessa grande aventura. Uma sinopse do primeiro livro já que por enquanto só tenho histórias para 3, é a seguinte:
Uma jovem estagiária de um grande jornal, Clara, é chamada para cobrir um misterioso assassinato. Isso seria de fato muito simples de fazer, pensava ela, mas o único problema era que ninguém sabia sobre aquele crime. Não só nessa jornada para o impossível, Clara, junto a Luciana, sua amiga de infância, e Fernando seu quase-namorado, eles enfrentam situações deveras inusitadas e conhecem um mundo totalmente novo. O mundo real.
De início vocês podem pensar que é mais um romance/polical clichê, concordo. Mas apenas concordo se eu retirar da história, seres místicos como dríades, vampiros…

Agosto, estou pronto!

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Não mesmo! Desgosto só se for para os outros, pois a sorte me chamou a atenção! Não sei explicar bem o porque, mas dizem que Agosto é o mês do paraíso astral para os virginianos. Se for ou não verdade, está valendo como se fosse. Sempre que chega Março (mês onde minha vida vira de ponta-a-cabeça, lógico que para pior), é difícil se segurar até Agosto. Agosto passado ficou na memória de muitas pessoas, por altos e baixos que passamos juntos. Foi o mês em que a turma da ofuscação estava unida como uma corrente de titâneo. Sempre estávamos juntos ou coligados. Também foi conhecido como mês do sequestro, lembram? Pois é, lembro que era só falar uma coisa que tudo acontecia. Sempre no QG da turma, o famoso centro acadêmico, bolávamos todas as maneiras de ter um dia comum, mas isso era totalmente o que não acontecia. Lembro certa vez que cheguei comentando que queria comer cocada, isso umas 7 e meia da manhã. Sabe essas vontades de comer coisas gostosas que vem do nada? Eu tenho isso muito fre…

Pitty sob a garoa

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Finalmente começou o show, e que ele toda a energia da multidão explodiu. Lembro que eu cantava sem parar, pulava com meus amigos e o mar de gente crescia mais e mais. Pitty fizera uma retribuição aos fãs que a acompanham tocando desde Admirável Chip Novo até Medo. Perdi apenas umas música tentando comprar refri, e logo após estava entrando em crise. Explicando: Como eu estava cantando muito e pulando em demasia, acabei ficando meio rouco e precisava urgentemente de algo para beber. Daí fui atrás de minha velha Coca, ou similares. O único local próximo que meus olhos enxergavam naquele mar de gente, era na rua Maceió. Marquei estratégicamente onde estávamos e fui costurando o caminho até o quiosque. Não bastando a ida tortuosa e as velhas cantandas pelos espectadores naquela rua, voltei para o meio do povo costurando o caminho novamente. O que eu não esperava era quase ter uma crise naquele lugar.
Para aqueles que não sabem ou pra aqueles que também sabem, sofro de um distúrbio chamado Agorafo…

Overparty

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O que eu poderia fazer? Não ia abusar da sorte não é mesmo? Disse que iria de qualquer forma, e você não acreditou. Bom resumindo a situação, não esperava que fosse tão maneiro. Minha jornada começou logo cedo, após cansativas tarefas no meu trabalho voluntário e revolta pela desorganização e horas perdidas por detalhes técnicos no mesmo, cheguei em casa com minha companheira de trabalho, agradecido pela carona. Rapidamente me arrumei, ainda fui na igreja visitar uma amiga, fui na casa da outra dar parabéns a mãe dela e enfim por fim fui pra Overparty. Chegando lá, de cara me senti fora do ninho, tinha muita gente na porta e, em grupos, entravam pouco a pouco. Dentro do Regente e na frente do big espelho coloquei minha máscara e senti as chamas do meu interior tomarem conta. Fireman queimava. Logo percorri o ambiente cheio de crias. O cheiro deles eram de roupa nova. Tocou The Phanton of the Opera, fiquei estático, corri logo pro bar e comprei minhas fichas. Dancei, dancei, dancei... B…